sábado, agosto 01, 2026

a Mais velha procissão do Mundo

Não confundir procissão com profissão. 
Ambas são as mais velhas do mundo. 

Uma estraga a vida dos casais, geralmente, e refresca a vida dos infieis constantemente

Mas a procissão, é outra conversa.
Acompanha nos toda a vida. E ninguem escapa a ela. a Procissão da Morte.
Faz parte da vida, mas ao contrario do que se diga, não acaba com a morte. Começa. Nasce no dia que partimos.
E para nós que cá ficamos vai aumentando .
Normalmente começa nos avós, depois umas tias e tios mais velhos, vai chegando cada vez mais perto à porta de casa, e de repente, da porta sai mais alguem, o padrasto, o pai, o vizinho, até o cão tambem. E nós que cá ficamos, ficamos à janela a vê los passar... e passam passam e voltam a passar. 
Passando um tempo até aparecem novos passantes que infelizmente passaram fora do lugar, fora de tempo, e a procissão a aumentar...
Na nossa janela vemos cada vez mais gente, uns mais velhos que já deviam ter passado, outros mais novos que não deviam passar à nossa frente.
Mas é assim....
Depois chegam os andores mais bonitos, dos nossos pais, da nossa Mãe, dos nossos conhecidos e dos nossos amigos.
Aí a procissão embeleza, a tristeza e a dor aumenta na nossa janela. Mas a beleza da procissão é extasiante!! Que festa que alegria que luz daqueles que lá vão. 
Para nós, na janela, cada vez com menos janelas abertas na vizinhança, sentimos um calafrio, perguntamos porquê, mas que raio!.
Mas que doçura! Saber que na procissão vão os nossos, e são eles que a embelezam por aquilo que foram quando estiveram à janela.

A minha procissão ja vai longa, e com muitas janelas fechadas ao ver passar tanta boa gente.
Mas a beleza que a minha procissão tem, por ver agora um grande, enorme amigo que partiu. Da tristeza que tenho, recebo a alegria que tive e de o ver na minha procissão. 

Grande abraço aqui da minha janela! 
Obrigado Luis.

terça-feira, julho 21, 2026

Hello Mr Sinatra

Foi em 1992, Verão a comecar, acho que junho já não sei.
Sei que estavamos entre a Cantareira e Pedrafurada em estudos para os exames finais de hotelaria.
No meio disso tudo soubemos que o mister Voice, vinha aí.
Informação ali, confirmação acolá,  o rapaz ia ficar no Sheraton com concerto nas Antas, estadio antigo já se vê,  mas bem preparado.
Ora como vamos fazer?? The voice is coming!
Impossivel Não  perder.
Primeiro acto oficial e legal; comprar bilhetes...lá vamos...
Sorte de principiantes, tenho a mãe com.3 bilhetes oferecidos...já garantimos o lugar! Nas Antas, no velhinho Dragão, ja não nos tiram!!!
Agora o mais importante, é conhecero artista....
...o aproach foi via Herman.... fraquinho...não  resultou.

Tinhamos que ser directos e concisos!!
Plano pensado sobre uma bifana e um galão...
O moço está no Sheraton, nós somos de hotelaria....
Vamos à escola vestimos as fardas, seguimos directos pro Sheraton.
Entrada de servico, bem identificados... quem sao? Pergunta o segurança...Estagiarios da escola de hotelaria, respondemos...
Haaa, ok, passem...
Passamos... menos 1... feito.
Agora , 7mo andar... vamos lá despachar a coisa...
Como?
Facol tambem... bas tou um charriot de serviço,  passamos pelo economato, sff 3 grfs de jack daniels, 2 de veuve clicot, frpes com gelo, 12 flutes e 6 copos old fashion...
Pergunta o chefe do economato;
-Mas para onde?...respondo pronto,
-Para o sétimo andar suite norte, pediu me o chefe da bar, eu sou só  estagiario...
Siga... esse andar é  sagrado nestes dias...o que pedem, entregamos.
E, lá fomos entregar... nock, nock,.yes? Come in.
E nós  come imos, quer dizer.. entrámos..
Grande enturage la dentro.. só engravatados, muito fun de cigarros dois ou três repórteres com flahs e maquinas prontas,  mas do artista nada..
O sr. Frank estava na outra sala da suite.
Com o charriout batemos à porta para entrar.
Come in.  Outra vez... aí sim. O mestre só lhe faltava o casaco do smoking.
Cumprimenta nos, e pede-me,  sirva um whisky.
A tremer mas confiante, lá lhe servi o copo de whisky.
Uma boa dose do jack deniels, bem de gelo, e um zest de água  lisa natural
Sirvo o copo, "obrigado ". Sorrio e com humildade baixo os olhos.
O Mestre dá um golo  e diz
-Muito bem servido este whisky, onde é que aprendeu?
Ao que orgulhosamente respondi.
-Não sendo Jack Deniels, é  como o meu pai gosta de beber whisky. Diz que apredeu consigo em 1962 em Las Vegas, no Sands.
-No Sands?? Quem era o seu Pai?
-Chama se  Manecas,  é  mais novo mas teve uma semana em Las Vegas e disse me que aprendeu a beber o whisky assim consigo.
-Já  me lembro! Era Belga também!! Sim, corria em carros. Tinha muito jeito para "corridas", muito atencioso com as mulheres.
-sSim....é esse de certeza...
E prontos... depois disso, um abraço,  uma foto e só o vimos no palco das Antas, depois do triste dhow de strip do Herman.

sexta-feira, abril 24, 2026

sugarcube babe


Andava pelos 28,29 talvez 30 ou mais anos. Na altura no maximo potencial de uma carreira com grande fururo na gestão de marcas de whiskeys irlandeses em Portugal, com 99% que quota de mercado dessas marcas.
Solteiro, desnamorado, com uns desgostos de amor, com qualquer rapaz apaixonado. 
Era inverno. Irlanda, Dublin, num período de ontenco trabalho e focu na preparação do proximo ano, na previsão dos proximos 3 anos.
Um ritmo de trabalho alucinante, revisão  de budgets, coordenação  de viagens de team building, cicerone  para jornalistas, fotografos e clientes vip...eu sei lá...
Acabava ás cinco entrava às 8.00, 20 minutos de almoco, 10 de café e cigarro.
Às  6.00 no pub ou às sete jantar depois o pub outra vez e às onze xixi-cama. Todos os dias um diferente.
Mas quando tinhas as obrigações de R.P.  o xixi-cama passavanpara mais tarde...havia a dicoteca a seguir ao pub
E como eramos importantes em Dublin, até arabes com miudas lindas ( prustriputas talvez..).mandei sair da mesa para me sentar com 6 marmanjos feios mas tugas, jornalistas da melhor estripe! Bons tempos!
Certa noite, depois de uma ida rapida a temple bar para mostrar o ambiente, seguimos para um jantar supimpa em Stephens Green,  para terminar com um whiskey de 40 anos, que ainda hoje tenho saudades.
Já  sendo tarde, porque a conversa entre Irlandeses  e Portugueses é sempre agradavel, memoravel e demorada, fizemos  a caminhada para a discoteca mais badalada.
Sugar Cube. Um antigo cinema, transformado em disco night. Pista de danca no palco, bar lounge na cabine de projecção. E mesas em cascata até à  pista.
No meio  desse cenário,  a nossa mesa vip aguardava.  Criado à disposição  e gente gira nas mesas ao lado. 
 Mandei vir as garrafas para a trupe qie me acompanhava. Whiskey pois está claro, gin porque havia senhoras que gostavam, vodka também  e claro está..guinness
Na mesa ao nosso lado, uma elegante morena mostrava ser a alma do grupo. Muitos sorrisos, muitos brindes, muito champagne e uma boa disposição  contagiante.
Perguntei às minhas convivas Irlandesas  se era alguem conhecida?.
É  a Caroline, dos Corrs...
 Ignorância minha. Não  sabia quem era uma nem quem eram os outros.
Entre musica, conversas, passos de dança  e outros que tais dei por mim às tantas no balcao do bar lá em cima onde eram as cabines de projecção.  Tinha acabado o nosso stock de whiskey, queria renovar.
Nisto, ao meu lado, aperece me uma morena linda de cabelo liso e ombros abençoados.  Já  que ali estaba, nada melhor do que fazer conversa...
Boa noite. Donde é?
-Dublin, irlandesa.
-Caramba!! Você é a irlandesa morena mais gira que eu já vi!! Tem a certeza que é irlandesa? Parece latina.
-muito obrigada,  mas nos não somos todas ginger...
-mas assim tão bonita, você é extraordinária,  faz o quê?
-musica.
-não me diga que se cham caroline e é dos corrs??
-sou eu, és de onde? 
-portugal. 
-ok. Nice to meet you.

.....e prontus foi assim. No dia seguinte comprei o CD.

segunda-feira, abril 20, 2026

rais parta o tempo

Todos nos queixamos.
Barrriga para fora,
Rabo para dentro
Joelhos a doer
Olhos a não ver.  
Mas tudo faz parte dessa coisa que é o tempo...o seu a seu tempo... a merda é que esse gajo do tempo é um assambarcador...quer tudo para ele... quase ao mesmo tempo.
O que vale... ou valha.... é que tivemos tempo para distrair o tempo.
Conseguimos amizades, feitos enormes dentro das nossas simplicidades.
Guiar fora de mão na marginal às 5 da manhã , bem ou mal, ou mal claro, é um feito.
Fugir de uma cheia num fiat 600 e guiar por cima de passeios a fugir da enchurrada, é de medalha ao peito!
Conseguir ligar o carro a fazer marcha atrás na marginal de cascais com a BT a supervisionar. Dá estatuto.
Ir ver o nascer do sol no mar no Cabo da Roca...
Passar um ano a olhar para baixo e ver tudo ao contrario..
Tudo isso o tempo permite, mas não perdoa...é o unico que conheço que não anda para trás....nem com cantigas!
Por isso, quando chegamos a um certo ponto da vida em que o tempo sem o querer nos castiga...
Só temos que agradecer o tempo que o tempo nos deu para termos gozado esta vida.
E, apesar do tempo não parar, podemos nós calmamente ficar sentados a ver o tempo passar.
Para quê tanto stress acabar o projecto que seja amanhã?
Depois de amanhã, ou antes levas com outro....
E depois de tanto correres de tanto fazeres e de tão pouco viveres, cais para o lado morto.. .
Paz à nossa alma que corre sem parar e quando pára, não chega a lado nenhum e morre.

Bem haja o tempo que passamos com os amigos. 
Aí o tempo pára,  recupera mas avança mais devagar.


sexta-feira, março 20, 2026

O internetês

Tenho para mim que hoje em dia já não falamos português. Falamos… internetês com sotaque de algoritmo.
Uma pessoa já não vai jantar fora — vai ter uma “experiência gastronómica super instagramável”. E atenção: não é a comida que importa, é a luz. Se a luz não estiver boa, a francesinha pode vir assinada por um chef Michelin que ninguém quer saber. “Não está aesthetic.”
E depois há os memes. Antigamente contavam-se anedotas. Agora manda-se uma imagem de um gato com ar existencialista e está dito tudo. Aliás, se não houver meme, parece que a conversa nem aconteceu. É tipo:
— “Como estás?”
— “manda GIF de alguém a chorar e a rir ao mesmo tempo”
Pronto, diagnóstico feito.
E as expressões… Meu Deus, as expressões. Já ninguém diz “gostei”. Diz-se “amei”, “viciei”, “estou obcecado”. Uma pessoa prova um pastel de nata e de repente parece que entrou numa relação tóxica: “não consigo parar, preciso disto na minha vida”.
Depois há o clássico “literalmente”. Tudo é literalmente.
— “Estou literalmente morto.”
Não estás, João. Estás só cansado e dramático.
E o “cringe”? Antigamente chamava-se vergonha alheia. Agora é “cringe”, que parece mais leve, mais internacional… mais sofisticado. Porque passar vergonha em inglês dói menos.
Nas redes sociais, então, é outro campeonato. Já ninguém publica fotos, publica “conteúdo”. E não são seguidores — são “comunidade”. E não se vende — “cria-se valor”.
— “Malta, hoje venho partilhar convosco…”
Partilhar o quê, Sandra? Um chá detox e um código de desconto?
E depois há o “random”. Tudo é random.
— “Ah, fui ali ao café e encontrei o Manel, bué random.”
Não é random, ele mora ao lado, pá.
E o auge: “dar match”. Antigamente conhecíamos pessoas. Agora fazemos match, como se fôssemos meias numa gaveta digital. E se corre mal? “Ghosting.”
Antes chamava-se falta de educação. Agora parece uma técnica paranormal.
No fundo, isto tudo é uma evolução natural da língua… ou um pedido de ajuda coletivo com filtros bonitos. Porque no meio de tanto “aesthetic”, “vibe” e “mood”, o que todos queremos mesmo é simples:
Comer bem, rir com amigos… e que a internet não vá abaixo.
Porque, sejamos honestos… isso sim, era literalmente o fim do mundo.

terça-feira, abril 29, 2025

O meu apagão

O meu apagão não foi a 28 de abril

Não sei quando é que foi realmente, mas a data iniciada oficialmente pelas entidades protectoras da minha parca saúde mental na altura foi definida a 17 de Setembro.
Não me esqueço dessa data, estava a pontos de dar um tiro, de fazer um nó de forca, de me atirar por um promontório, e antes disso de matar alguém e em seguida outros para não sofrerem.
Não estava cego, estava turvo que é bem pior. Foi o culminar de 5anos em que tudo que fazia profissionalmente estava mal feito mesmo que fosse excelente, tudo o que trazia de positivo era negativo porque havia sempre anteriormente um conhecido um amigo um pseudo inteligente que tinha feito melhor. Nada chegava de bom
 Nada era suficiente. Nada era satisfatório para a besta que me alimentava.
Tentei várias vezes sair por ser a solução mais certa embora a mais cobarde. Não queria abandonar um barco com um capitão de longa idade, que ignorava as marés, os ventos e as correntes que mudavam desde que começou a navegar. Tinha a rota traçada, era por aí que tínhamos que ir, não interessa o que muda nem o que se passa à volta. Só ele sabe, só ele pode só faz e consegue. Tudo o resto é banal e descartável. Só ele tem razão.
E eu, na minha ingenuidade de grumete a quer mostrar novas rotas novos rumos novos portos novos aprumos. Aprumava-me e apontava ano as terras longínquas que nos trariam boas riquezas. Tudo isso foi descartado e deitado ao lixo. A sua vontade era soberana! Mas numa soberania cobarde e enganosa. Chamava pilotos de fora sem dar notícia nem ouvidos à tripulação. E depois de bem pagos, apresentavam as mesmas rotas e rumos para as mesmas terras longínquas 
 Durava dois dias e dois dias depois, de ter gasto milhares talvez milhões, vira de novo para o seu rumo sem nexo. 
Queria apanhar tudo, o Norte o Este o Sul o oeste. Todos os pontos cardeais tinham que estar na rota que seguia em frente. 
Lutei com vontade. Apostei em alguns cardinais, tirei azimutes que era obrigado a corrigir sem demais. 
E de repente no meio desta tormenta. Bloqueei, ceguei, turvei, vaziei, desesperei. Nada mais me restava, nada mais sobrava. 
Os pensamentos viajaram dentro da mente, já demente. Um tiro ali, um nó aqui, um precipício acolá , tudo era opção. Turvo na visão. Triste na paixão. Sem gozo pela vida nem por os que cá estão. 
Estive assim, um apagão. Que durou meses, pelo menos quatro oficiais mas talvez conte 3 anos ou mais. 
Nada era bom, nem em casa ou fora dela. Só um repentido desaparecimento fazia sentido. 
Mas houve alguém sem saber. Sem querer que me fez ver, abrir a pestana e dar força sem saber. Não foi só um alguém, nem dois dois. Foram muitos sem ordem depois dos dois primeiros dois, que neste caso são duas e que cabe na nossa casa. A mesma casa onde queria dar os tiros e fazer o nó. 
Dessas duas não me vou esquecer nunca. É nestas alturas que damos valor ao casamento e eu no meio da tempestade vi dois raios de sol, dois raios de luz, dois raios de felicidade no meio daquela turbulência toda. 
Parei. Puxei por mim procurei no fundo., e descansei. Tinha encontrado a saída do labirinto em que estava metido. O Apagão começou a desapagar. Percebi a causa. Percebi a razão. Re encontrei o caminho no meio daquela escuridão pesada que me tinha sido instaurada por esse ser de ego desenfreado. 
Agarrei os raios que me foram mostrados, e raio! Não os larguei. Subi, desci também mas não larguei. E derrepente ao fim de meses, a passar por tanto, comecei a caminhada. 
Ouvi tanto de bom da minha rapaziada amiga. Não me esqueço de ninguém "qualquer coisa estamos aqui" e estavam mesmo não sabendo qual era a qualquer coisa. Só ouvir isto subi. Fui subindo a pulso e claro está também com ajuda da minha psicotropica que me apontava o melhor caminho para fugir da vespa e do seu ninho envenenado. 
A última etapa ainda não está feita. Mas a volta ao meu eu está quase perfeita. 
Agora já não vejo o apagão, como se fosse um papão. Já abro os olhos e não tenho a vista turva. Já olho ao longe as árvores o céu, as ondas o mar o sol as nuvens como uma graça que Deus me deu! Estou contente. Talvez feliz, mas de certeza que estou de volta ao sítio que sempre quiz. 
Família, paz, e amor pela vida que julguei que perdi. 

quarta-feira, fevereiro 05, 2025

Caceres 30 anos

Cárceres 30 anos depois.
A magia mantém se, naquela estrada nacional, quando lá chegamos. Na altura a estação da ferrovia, estava nos arrabaldes. Agora está enturmada entre armazéns, do leroy e do alcampo sem esquecer outros mais que me esqueci.
Chegávamos à grande avenida, agora como cá temos que passar umas quantas glorietas para chegar onde chegávamos.
Nesta época do waze e afins, onde o mapa do acp, já infelizmente não vale, lá nos mandam por semideiros escuso para chegar ao hotel que outrora já fora aparador.
Parei por ali mesmo à porta, há anos, agora só a pé... Sem hipótese de descarregar malas.
O que me valeu foi estar mesmo à frente do Figon, upa upa é tipo o Fialho mas em terras de Espanha...
Sorte a minha. Hotel do lado esquerdo da Plaza San Juan, Figon do lado derecho da mesma Plaza.
Toca a fazer o chech in, checkar o quarto, perfumar, lavar e pentear, descemos pro Figon... Figassse... Lá cocina cerrou.... Já fui... Nem uma patanisca, nem um chuleton..
Siga para lá Marina, essa catedral da chapa!! Tudo à lá plancha... Tudo bom, tudo bom quando é mau, é tudo bom quando não é mau... Grande casa, virada para a Virgens de la montana.... Tenho dúvidas...
Mas quem sou eu....
Prontus sai dali indo até ao Captain Adhoque... Grande casa do gin tónico preparado.... Ainda não havia em Portugal essa mania, a não ser com uns carolas já evoluídos....
O bar recebeu renovação.... Já não está parecido com o petters no Faial, está igual a qqr coisa por esse Portugal
É assim. Não há nada para fazer....
A não ser, fazer por Caceres by night el camino ate ao ivanhoe 
Nos primeiros tempos entravamos tínhamos o dito deitado na sua armadura.... Agora não há nada disso.. Uma caixinha com buraco um gajo Lá dentro.
Paga entra. Entrei paguei
.
Mas recebi bónus!!!
Todas elas lindas, bem cuduradas e dalilianas maquilhadas
Eles então... Ullala todos formoso justinhos nos seu bíceps e coxos negativos. 
Só para esclarecer,, 
um coxo negativo, é aquele que melhor dança que o melhor bailarino. 
Esse bailarino tem a obrigação 
O coxo negativo tem a dedicação lá por errar os passos programados não quer dizer que saiba. . 
Fora esses pequenos affairs, a evolução do local está fenomenal. 
Mudaram da esquerda para a direita na praça. Mas não admitem.. Óptimo.. 
Vamos ao que interessa :
Todas elas com os seus pares a dançar as músicas dos musicais.. 
Lindo! Mas estão tão desafinadas....
Estou  velho . Por maior desafinado melhor encostado.... E voltam e re voltam e dão voltas e  revoltas. Ninguma por sevillanas, mas as músicas latinas abundam, dando baile às bumdas. 
Já chega! Horas de recolher, que o cedo se faz tarde. Vai uma volta à Plaza maior ver se ainda está de serviço a pharmacia de servicio... Nada... Mudou para um franchising mexicano. 
É mesmo hora de recolher. 
Triste por pouco ver. Satisfeito por relembrar e não esquecer. 


quinta-feira, janeiro 16, 2025

essa gravata que te dou!


A arte da gravata.
Esse símbolo de prestígio, distinção, respeito, formalização, moda, estilo ou qualidade. Transformou se em menos de 10 anos numa banalização mal colocada, mal intencionada, muito mal compreendida, mal usada e abusada.
Efectivamente hoje quem se apresenta com a dita em cerimónias públicas, crê, só por ter a dita, que representa qualquer coisa. A coitada da gravata estrabucha, e adorava ter braços para se esticar apertadinha ao pescoço do Possidonio que a usa. Sorte a dele... Ela não consegue.
E ela coitada, que começou como uma peça casual e obrigatória, evoluiu para um símbolo de prestígio, moda e bom gosto, mas chegou ao ponto de virar banal, mejera e carnaval.
Nem a Severa, que era o que era, perdoava ao amante, não se apresentar formoso e viçoso. 
A gravata depois cresceu... Não no peito, mas no pescoço. Era ver os nós e as volumosas voltas naqueles anos setenta. Um campeonato macho de um artifício de beleza.! Colorida para uns, mas baça para outros mas o importante era o exagerado tamanho do nó. 
Envelheceu a criatura, e depois de tecidos grossos apostou cedo na seda. Vieram os oitenta e não havia em casa de gente de bem que afastasse, original ou cópia, a gravata de cornucopia... Fundamental entre gente nova e nova gente que nunca usaram, estar bem atada a gravata. 
Mas andando para a frente o declino se anuncia, e da gravata... Tadinha já mal se prenuncia. De mestre de todos os dias, passa para acessório oficial para cerimónias neste Portugal. 
Já não é o que era e foi. Mas ainda vale para perceber que é ou quem não é. Embora quem é já pouco usa e quem não é já não abusa. 

quarta-feira, dezembro 04, 2024

UM BEIJO

Estava escuro, ainda cedo naquela casa, na minha companheira de muitas noites de encontros de desencontros de folias, risos e canções. Ainda o musicos não tinham começado a tocar.
Como todas as noites e muitas outras madrugadas tinha ao meu lado na nossa mesa do costume dos ultimos 15 anos, o meu Amigo Barão.
Conversas daqui olhos para ali, vimos entrar duas moçoilas de cara nova daquele pousio. Mais gente entrou, a casa animou, os musicos tocavam já.
Entre risos e bacoradas, filei lá ao fundo uma das moçoilas, loira como eu gosto, alhava-a entre outros olhares, os nossos cruzaram-se uma vez, duas, três... desisti. Insisti. Lá fui perguntar à graça, ao que respondeu sem pestanejar, sem saber percebi, está miúda é séria não é para descartar. Seu ar de 1800, tem qualquer coisa que me diz. Lá conversei, só por conversar e no meio lá se riu, não percebi se seria só para agradar, mas agradou.
Estava a fugir, ia se deitar e eu no dia seguinte viajar. 
Não foi, ficou, o Cajó não deixou. Explicou e bem que não se ia arrepender..... Não sei. Sei que nestes anos todos já, se, arrependo. Como eu me arrependi também. Mas isso é que nos faz seguir e juntos conseguir. 

que luxo de forno.

A última vez que soube de alguma notícia de Almodôvar, era de que o presidente da câmara tinha morrido.... Mas isso foi há muitos anos, e acho que foi o Tio Manel que, atabalhoado leu para a Laurinda...
Mas o que me traz hoje aqui é o forno. Monumento secular de pedra xisto. Com alguns pedaços de granito e muita alvenaria. Caiado por fora já se vê, torricado por dentro como  deve ser. 
Aquele forno  ali no meio da esteva, no sopé de um pequeno monte com a ribeira ao lado a correr, não é de ninguém mas é usado por toda a gente. Usado e cuidado já se vê. 
Dali saiem pães alentejanos, daqueles que guardamos por um mês. 
Também já vi cabritos, borregos, porcos e javalis. 
Se o forno falasse seria uma enciclopédia gastronómica! Mas como é um cavalheiro, apesar da boca grande e do apetite veroz do azinho e algum sobreiro afoito, não conta nada do que come cru e devolve assado.
Eu tenho para mim as melhores recordações daquele forno lá no cimo do pequeno monte no meio do montado de azinho e esteva. 
Foi ali que muitas vezes paramos nas linhas de caça. Perdizes de um lado, coelhos e codornizes. 
Também terminámos com um arroz de javardo, leitoso ainda, num dia frio cinzento com ventania. 
Um aconchego aquele forno, pegando nas brasas quentes entre duas ou três pedras fazíamos um braseiro para aquecer as estafadas pernas.
Um medronho no café. Um tinto no copo e uma pratada de arroz com eles, faziam maravilhas. 
Mas o forno cansou se, e um dia sem razão desmoronou, estava velho coitado, e por melhor cuidado não aguentou o peso da idade. 
E nós desamparados nunca mais lá voltamos. Sempre me disseram nunca voltes onde já foste feliz 
E assim eu fiz. 

Correm hoje as minhas lágrimas

Hoje nas minhas lágrimas correm sonhos
Correm alegrias
Correm tristezas tambem
Correm amigas perdidas
Correm amores desencontrados
Nas minhas lágrimas corre o sal do mar
Corre o calor do trigo a bailar
Corre o eco de alguém querido a chorar.
Hoje nas minhas lágrimas correm sonhos de amizades perdidas. De paixões terminadas, de amantes desalinhadas.
Hoje nas minhas lágrimas corre a saudade cheia de alegria de uma vida vazia. 
Corre a saudade dela e deles, uma Mãe de mão cheia, um pai ausente, um padrasto de coração enorme.
Hoje nas minhas lágrimas corre felicidade de ver uma filha linda a prolongar o nome. Uma família quente junto do lume. E no fim do dia ver que tudo que tenho, e que me dá conforto. É só um bocado de Deus que bem perto me tenta levar a bom porto. 

Chaga Dezembro

A Dezembro chegamos, um final de quase um ano compressas iniciado
Mas muito pouco realizado.
O que vale a pena são as luzes, luizinhas, estrelas e estrelinhas.. Até anões, bichos estranhos e outros matulões.
Umas renas em trenós. E ali ao pé atras de nós um gajo balofo vestido de coca cola, com barba grande e grisalha, leva no dorso uma sacola.
Que bonito que alegria! Vai trazer presentes à pequenada... Felizes e contentes recebem sem perceber nada.
E cada ano que passa, mais o Menino é esquecido e se disfarça.
Triste mundo este. Em que Natal com sentimento, não é a graça do Nascimento!
Aquele que comemoramos, está entregue ao esquecimento.
Venham as luzes, luizinhas e outras porcarias. Venha o gordo anafado com o seu saco carregado.
Mas para mim isso tudo o que é. Só serve para usar no bidé!
O Menino, cá eu sei. Não quer luzes nem foguetes, não quer faixas nem presentes. Só quer é pede que tenhamos todos Fé.

será assim?

Da verdade nunca serei dono nem senhor.
Porque a verdade, como os homens, pode se corromper.
Mas das crenças e verdades que tenho serei sempre defensor até prova em contrário. Porque os bons homens sabem reconhecer que uma verdade por vezes é mentira. E essa é uma verdade que ninguém me tira! 

segunda-feira, outubro 28, 2024

Deixai - os

Deixai-os matar! . Deixai-os destruir, queimar mutilar¡ Deixai-os gritar e lutar por não valores.
Deixai-os matar, ameaçar. Deixai-os fazer tudo o que querem.... Deixai-os incentivar o racismo, o antagonismo, o comunismo! Deixai! Deixai!
E quando tudo se esgotar... Quando tudo se desvanecer.... Deixai-os apodrecer.... Até morrer!.
Não tenham compaixão, nem remorso.
Deixai-os morrer, não façam esforço.
Foi pedido, exigido e combatido. Foi o que reinvindicaram, lutaram e por um vazio se espalharam.
Deixai-os. Mantenham o vosso moral, os vossos princípios de respeito e liberdade... Deixai-os odiarem.
Nunca vão vencer a verdade!!!
Viva PORTUGAL! 

quinta-feira, março 14, 2024

A minha melhor Amigo

Conheço uma loira.
Quer dizer, conheço várias. Até a casado com uma estou. Mas essa de loura é só no cabelo.
Está loira que agora falo, é a minha melhor amigo. Não, não tem nada a haver com estas merdenisses agora se apresentam como factos cientificamente provados... Mas por mim não aprovados.
Voltando à loira que é escritora mas acima de tudo a minha melhor amigo
 Conheço-a acho que já depois do Sei Lá, mas sei lá, não sei. Foi a Vera, que nos apresentou... Íamos de Lisboa para o Van gogo, tipo noite de bilnd date.... Distraído com sou, sabia lá eu que ia no carro com uma loira escritora e a virar famosa... Tipo a Vera, mas a Vera era morena e já nos conhecíamos à meia vida...
Mas, sei lá, não há coincidências e de repente a loira é eu até gostamos da companhia um do oitro. Ela porque falava de amores e mulheres, eu por ter amores por mulheres. Nada como uma Asa de Pássaro para nos rirmos entre faturas e tirinhos. 
Ficamos amigos, grandes amigos. Daqueles que se não falarmos 10 anos o tempo não passa.
O problema é que como falamos à miude ( antigamente era à miúda, mas sou casado).
O tempo passa... Quer dizer.. Plo menos por mim... Mas só para quem vê... Cabelo branco, ruga na caratonha, barriga de boa vida... Enfim... Anos de vida vivida.
Só que o raio de loira, que por acaso é a minha melhor amigo, ele há qualquer coisa que não lhe toca.... Porra é o tempo!...sim, está mais velha... Todos estamos, mas o raio da minha melhor amigo, que é loira... Em cada 3 anos só passam 6 meses....
Fico preocupado. Porque quando eu chegar aos 90, vai daí ela fica nos quarenta....
... Mas, desde que continue a minha melhor amigo... Quero lá saber da idade!!

quinta-feira, fevereiro 29, 2024

Em São João de Rei, Rei é Victor


Há ali no Minho, já depois do Lanhoso e entre Amares uma pequena povoação com o nome de S. João de Rei. Casas modestas e outras senhoriais, mas bem mantidas proibindo as tendências actuais.
Ali respira-se o Minho, aquele Minho puro, de granito tosco em paredes majestosa, dos tanque com águas frias a brotar das nascentes da rocha dura. As videiras nas ramadas a darem a sombra no verão, e na subida para a capela, uma Catedral!.
A venda da aldeia criou uma lenda. S. João de Rei, tem Rei de carne e osso, chama-se Victor. Não sei se foi por visão, engenho, necessidade, ou paixão.... Mas da venda velha, aproveitando a ideia, pegou no forno do pão da aldeia, numa noite de tempo mau. Assou no forno uma posta de Bacalhau, bem regada com o azeite da casa. Serviu aos amigos, ao abade, e aos amigos de asa. 
Nasceu a lenda, confirmada por Jorge Amado, que deixou escrita apontada...  Creio eu, "bacalhau assim só cozinhado no céu" 
Em vez primeira que lá fui. Sem saber, senti o céu! Pelo bacalhau pelo Rei Vítor, pelo recanto de carinho que só recebemos assim no velho Minho. 
A casa continua. O espírito também. E o rei de S. João de Rei, já reformado mas não deposto, recebe-nos sempre com muito gosto. 

Bem hajam
 assim

sexta-feira, janeiro 27, 2023

De VORaTOR

De Vor a Tor
Foram uns quase 5 anos que passaram. Sem pontões, sem o truque sem as saídas técnicas sem os briefings os debriefing, o “à escuta, transmita",e principalmente sem o nosso Benádo... Esse personagem que se fosse real, não aparecia nos manuais de navegação marítima, estrelar ou social. Esse nosso pilar fundamental desta nossa equipa VORATOR. 
Deixamos tudo para trás e arrancamos para terras que já foram nossas, mas que abandonamos à sua sorte no meio do Atlântico. Gentes acolhedoras, paisagens quase estereis, ilhas todas diferentes onde partilham com orgulho a Morna e a cachupa quentinha.
2 Semanas em 24/24. Sem descanso, reuniões para ali, fotos para acolá, medidas porcas parafusos, o nosso mestre Simões a montar os novinhos pontões para receber os barcos da TOR, primeira etapa que sai de Alicante, e pára no Mindelo, S. Vicente, Cabo Verde, que de verde tem pouco. Aí estamos nós. Prontos como sempre. Tudo a postos, chegam nos os reforços. A equipa duplica, o espírito mantém-se. Work hard play harder... Ou ao contrário... Não sei bem.
E balançam os pontões, novinhos, à espera das embarcações. Vento muito vento sempre vento e mais vento.. Começam a chegar os barcos depois de valentes encontrões em Gibraltar, vieram a voar... Noite dentro madrugada fora, alvorada dia, e de novo noitada, 3 dias a dormir 3horas no total, deitados no chão sem almofada ou colchão, turnos que não nos dão descanso ao corpo. Sempre prontos sempre a postos juntos com a polícia marítima e a guarda costeira. Aproximam-se pelo Ijeu, vem de nordeste, cambam e entram na linha de chegada, a maioria durante a noitada, mal se vêem na escuridão. Acompanhamos até ao pontão. É o mestre Santos que está alerta. Comunica as posições, transmite as horas estimadas de chegada, e lá vamos nós de novo para o mar. Vento forte, onde desordenadas, molhados mas por água quente, aguentamos.
Trabalho feito. Os 11 barcos estão amarrados. Tempo de descanso... Mas não. Há que começar já a preparar a largada daqui a dois dias. Reuniões planeamento, decisões e previsões.
O vento vai acalmar. Vamos deixar de ouvir o cantar das adriça nos mastros, mas vai soprar, mais meigo. Há que aproveitar a trégua. Relaxar e de novo aprontar.
Dia de largada. Dia de festa. Toda agente aperaltada porque o espectáculo faz parte. É cá estamos de novo. Briefing de manhã, todos à uma para o mar. Polícia maritima a navegar, a segurança está assegurada. Venham os barcos os espectadores às TVs os retratos. Todo o mundo dá vela com olhos no Mindelo.
Largada limpa, campo de regata seguro segurança mantida. Fazem-se à Cidade do Cabo. Acabou o espectáculo. Regressamos à base saímos do mar com o coração cheio e sentimento de dever cumprido. Cabo Verde aconteceu. Ganhou e venceu. É esta equipa nascida nos Stop overs da VOR chegou até à TOR. fizemos acontecer, com o mestre Santos no timão. Cá estamos nós juntos à espera de novos desafios que voltarão.
Obrigado Bruno
Obrigado a todos.
2 semanas de vida que valeram toda a vida. 

quinta-feira, novembro 17, 2022

50 anos de vida um milhão de

Já está, passou a barreira do meio século, das 5 décadas dos 50 anos dos 100 semestres... Minha querida irmã de meio sangue mas de coração completo. Não nos batemos como irmãos, nem bulhamos, nem nos invejamos por um ter isto e outro não... Não tivemos tempo para isso. Ela vivia ali, eu no outro lado. E assim continuamos. Volta e meia já miúdos, depois das nossas mães nos apresentarem, apaixonamos nos. Um pelo outro. Eu com uma irmã mais nova, ela com um mano mais velho. E assim ficamos. Hoje ela é mãe eu já sou pai, não perfeito mas bem melhor que o nosso. Agora vêmo-nos muitas vezes. Rimos choramos abraçamos e rimos, gozamos imaginamos como dois irmãos de toda a vida que não fomos porque não. Mas compensamos o tempo perdido, cheios de paixão, almas de irmãos de um pai ausente para ela e pouco presente para mim. Mas que nos uniu sem querer nem saber.
Agora completamo-nos e procuramos um passado para perceber o presente e vivermos o futuro. 
Uma bênção é o que é. 

quinta-feira, novembro 03, 2022

o meu Tito


O meu Tito. Não, não é melhor que o teu. Nem pode ser nunca. Porque o meu Tito era único. Era abstracto, era uma ausência. Nunca foi um grande amigo, pouco falávamos, pouco nos dávamos. O meu Tito, para mim não era ninguém. Não sei quando fazia anos, nem quantos anos tem. Não sei onde vivia, nem sei se vivia com alguém. O meu Tito era um estranho, e eu um estranho também. Sabíamos que éramos primos, disseram as nossas mães. Mas mesmo assim... Éramos afastados, longínquos... Nem eu nem ele tínhamos muito em comum. Nenhum sabia o que o outro fazia. Éramos estranhos, sempre fomos.
Só tínhamos uma coisa fantástica, mas isso não era meu era o meu Tito. 
Sempre que nos encontrávamos eram abraços de braços abertos apertados com um sorriso. Segredos de pequenas conversas fechadas entre primos que sabíamos que éramos nós, mas pouco interessava. Aliás nada interessava, quando o meu Tito chegava parecia superficial, mas não, eratão genuíno e puro,  caramba!! Que primo, que boa pessoa, que amigo! Obrigado Tito. Em tão pouco foste tanto
Saravá

sábado, outubro 15, 2022

A pontapé da Quinta do lago ao mar.

Não há no meu mundo, nem na minha vivência lugar como este, onde atravessamos a ponte a pé, e chegamos ao aconchego de tantas memórias e prazeres. Não é um sonho, nem um filme. É uma casa de família gerida pelo mesmo sangue. Marinheiros em terra com o maior timoneiro. E quando entramos, passamos a ser primos enteados irmãos cunhados e até estranhos com estatuto de amigos. Para mim, não é por causa da comida. Nem por causa das vistas nem do ver e ser visto. Para mim é o melhor aconchego ao Sul desta grande nação. Comparado talvez quase com o aconchego que tenho a norte na Pedrafurada.
No fundo é a minha Pedrafurada do outro lado.  O cheiro, a vista a luz o calor a comida... Tudo é delicioso. Mas o que bate o que me oferece é a energia carinhosa do rabugento mais simpático e amigo que conheço. É o perceber que não estou em casa mas não há diferença. É o calor que vem desta toda família que me aquece, mesmo sendo nos 30 graus no Algarve. 
Não há melhor a Sul que a Leonor o Bernardo, aquela gente querida que nos traz o melhor peixe a melhor carne a melhor sobremesa e principalmente não há maior carinho que receber uma gargalhada do melhor Amigo do Manecas.
Bem hajam.