sexta-feira, abril 24, 2026

sugarcube babe


Andava pelos 28,29 talvez 30 ou mais anos. Na altura no maximo potencial de uma carreira com grande fururo na gestão de marcas de whiskeys irlandeses em Portugal, com 99% que quota de mercado dessas marcas.
Solteiro, desnamorado, com uns desgostos de amor, com qualquer rapaz apaixonado. 
Era inverno. Irlanda, Dublin, num período de ontenco trabalho e focu na preparação do proximo ano, na previsão dos proximos 3 anos.
Um ritmo de trabalho alucinante, revisão  de budgets, coordenação  de viagens de team building, cicerone  para jornalistas, fotografos e clientes vip...eu sei lá...
Acabava ás cinco entrava às 8.00, 20 minutos de almoco, 10 de café e cigarro.
Às  6.00 no pub ou às sete jantar depois o pub outra vez e às onze xixi-cama. Todos os dias um diferente.
Mas quando tinhas as obrigações de R.P.  o xixi-cama passavanpara mais tarde...havia a dicoteca a seguir ao pub
E como eramos importantes em Dublin, até arabes com miudas lindas ( prustriputas talvez..).mandei sair da mesa para me sentar com 6 marmanjos feios mas tugas, jornalistas da melhor estripe! Bons tempos!
Certa noite, depois de uma ida rapida a temple bar para mostrar o ambiente, seguimos para um jantar supimpa em Stephens Green,  para terminar com um whiskey de 40 anos, que ainda hoje tenho saudades.
Já  sendo tarde, porque a conversa entre Irlandeses  e Portugueses é sempre agradavel, memoravel e demorada, fizemos  a caminhada para a discoteca mais badalada.
Sugar Cube. Um antigo cinema, transformado em disco night. Pista de danca no palco, bar lounge na cabine de projecção. E mesas em cascata até à  pista.
No meio  desse cenário,  a nossa mesa vip aguardava.  Criado à disposição  e gente gira nas mesas ao lado. 
 Mandei vir as garrafas para a trupe qie me acompanhava. Whiskey pois está claro, gin porque havia senhoras que gostavam, vodka também  e claro está..guinness
Na mesa ao nosso lado, uma elegante morena mostrava ser a alma do grupo. Muitos sorrisos, muitos brindes, muito champagne e uma boa disposição  contagiante.
Perguntei às minhas convivas Irlandesas  se era alguem conhecida?.
É  a Caroline, dos Corrs...
 Ignorância minha. Não  sabia quem era uma nem quem eram os outros.
Entre musica, conversas, passos de dança  e outros que tais dei por mim às tantas no balcao do bar lá em cima onde eram as cabines de projecção.  Tinha acabado o nosso stock de whiskey, queria renovar.
Nisto, ao meu lado, aperece me uma morena linda de cabelo liso e ombros abençoados.  Já  que ali estaba, nada melhor do que fazer conversa...
Boa noite. Donde é?
-Dublin, irlandesa.
-Caramba!! Você é a irlandesa morena mais gira que eu já vi!! Tem a certeza que é irlandesa? Parece latina.
-muito obrigada,  mas nos não somos todas ginger...
-mas assim tão bonita, você é extraordinária,  faz o quê?
-musica.
-não me diga que se cham caroline e é dos corrs??
-sou eu, és de onde? 
-portugal. 
-ok. Nice to meet you.

.....e prontus foi assim. No dia seguinte comprei o CD.

Sem comentários: