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Em São João de Rei, Rei é Victor
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De VORaTOR
quinta-feira, novembro 17, 2022
50 anos de vida um milhão de
quinta-feira, novembro 03, 2022
o meu Tito
sábado, outubro 15, 2022
A pontapé da Quinta do lago ao mar.
terça-feira, agosto 30, 2022
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terça-feira, maio 10, 2022
Mãe
quarta-feira, maio 04, 2022
Pindela
sábado, dezembro 25, 2021
o Menino pequenino
quarta-feira, dezembro 15, 2021
Tinha-a casa na Costa
quinta-feira, outubro 28, 2021
O Tempo Não
Custa, custa muito ver o tempo a passar sem podermos fazê lo parar. Vem o sol nasce o dia, e à noite quando tudo adormece o tempo não dá descanso não se padece. Novo dia uma aurora, e agora? Parou tudo? A doença o cansaço, a memória tudo parou? Nada, nada pára e o tempo vai correndo, minuto a minuto, não pára. O relógio da parede, sem corda, não pára. Atrasa. Mas o tempo não, é tudo corre sem pressa, vai andando ao seu sabor, até o sol se pôr. De novo a noite tudo dorme tudo se aconchega, debaixo do lençol em cima do colchão. Mas o tempo não. E vais gastando, usando correndo desfasendo desmanchado aos poucos aquilo que queríamos eterno. Restam as memórias, doutro tempo, que é o mesmo, que passou, correu, eclipsou dizem eles não digo eu. Não desaparece, passa. E nós sempre no presente pensamos sobre o passado, sonhamos pelo futuro. Tentamos adivinhar o se... se for assim... Vai ser assado, temos certezas.. Que só descobrimos com o tempo passado. Hoje, agora, já. É o importante e o real. Ontem já foi.. Não volta. Amanhã... Logo se verá.
domingo, janeiro 26, 2020
Domingo dia da Familia e da casa do Jesus
Lembras-te de mim? , sou o teu padrinhos, já não te falo vai lá para quase um ano ou mais. Fiquei sem o teu numero de telefone, e por mais cartas que te envio, vêm sempre devolvidas a dizer que já não estás na morada....talvez tenhas sido transferido para outro lado mais seguro... pois não sei. Espero é que ainda estejas bem, dentro dessas paredes, e que tenhas sempre cuidado com as amizades que por aí dentro vais fazendo...
Hoje , sendo domingo, resolvi levar a piquenitas a visitar a casa do Jesus, ultimamente temos feito isso, a modos de a começar a habituar aos hábitos ancestrais da nossa família, é tradição e ao mesmo tempo até dá para passar alguns valores importantes.
Hoje para variar fomos a outra casa do Jesus, um bocadinho mais maior e também mais imponente. Dá sempre jeito mostrar à pikena que o Jesus tem muitas casas.... a verdade é que o horário da missa também estava mais adequado para a ida...
Pois lá fomos, e ao chegar , a modos de tentar começar a explicar mais ou menos quem era o tal amigo do pai Jesus que tinha varias casas grandes não achei melhor do que lhe mostrar os quadros e estátuas que por lá dentro habitam nos altares e nas capelas. Achei que seria mais fácil, contar a historia dele, assim tipo desenhos animados...
só que o problema é quando começo a olhar para as obras, começo a perceber que a coisa ia ser muito difícil para uma pikena noviça que ainda mal diz o nome...
Só para a miúda perceber quem era o tal Jesus. apontei para o quadro em cima do altar.... Lá estava Ele... crucificado, bem pregado na cruz, com o sangue a escorrer pelos buracos dos cravos nas mãos e nos pés, a ferida ao lado bem aberta pela lança, a esvair-Se em sangue, os joelhos feridos das quedas que dera na via sacra, a cabeça tombada, a escorrer em cataratas de sangues feitos pelas feridas da coroa dos espinhos.... Um oprimo exemplar de arte sacra, um péssimo exemplo para iniciar a pequenita na religião....
Mudei de lado, e num dos altares, outro quadro fenomenal....., já tinha descido da cruz, o corpo tombado pálido, com as mesmas feridas e as três mulheres em pranto sobre Ele a tentarem por-Lhe o sudário.. percebi que por ali também não ia ser muito útil explicar que o Jesus até é bom rapaz e gosta muito de nós.....
Toca a virar para o outro lado da igreja..... bem procurado, lá vi uma estatueta... Ora cá está.... Não vai pelos desenhos, vai pelos bonecos!! A pikena vai gostar mais de certeza!! ....pensei ingénuo...
A Estatueta de São Sebastião.... uma obra notável, cheia de pormenores... O santo atado ao tronco da árvore, semi-nu...em suplicio.... e pelo corpo todo em prata maciça bem areada.... 12 dardos espetados pelo corpo todo....
Também não foi boa ideia....
De repente lá no fundo .. outra estatueta, desta vez de Nossa Senhora! Santa Mãe de Jesus, Imaculada, linda!.....Mas porra!! Porque é que tinha que ter na mão o coração ensanguentado com a coroa de espinhos do Filho????
A coisa estava difícil, a pikena cada vez mais impressionada.... Eu cada vez mais à deriva....
Vai daí, lembrei-me....vamos ouvir a celebração, tem escuteiros, tem o padre, tem os meninos vestidinhos de branco, tem o coro, tem musica,...até é capaz de da pequenota gostar, passa a vida a cantar em casa, vai de certeza gostar de ouvir aqui na Igreja cantarem.....
Tunga!! Órgão a dar os tons, e toca de ouvirmos aqueles lindos ( não sei para quem...) cânticos de igreja, onde parecem que estão a carpir mágoas do que a exaltar o Senhor....
depois o Padre, a sua voz suave e melódicamente monócordica.... com o sotaque beirão, cheios de esses e ches..... Ora quésta!!!... não ajuda....
Mas prontus, lá aguentamos uma hora e 20 de celebração, a piquenota ás tantas desligou e passou o tempo empoleirada nos bancos a fazer os exercícios que aprendeu nas aulas de ginástica.
No fim saímos e o sino tocou. Aí a catraia admirou-se, levantou os olhos para a torre, e lá viu o sino de um lado para o outro a dançar ao som do Poing Poing Poing!!.... Foi o que bastou.... Perguntei-lhe se tinha gostado de vir à casa do Jesus, disse que sim....
Realmente, ele há coisas que a malta não percebe.... Como raio querem que eduquemos os nossos miúdos a dizer que Jesus é bom, é o nosso Salvador, dá-nos alegrias, gosta de nós, só quer o nosso bem, e sempre que entramos em casa dele, só vemos sangue suor, lágrimas, violência, mortes, e tristeza?
Por isso é mais fácil por a miúda a gostar do Panda da Minie e da Popota.....
sexta-feira, maio 24, 2019
Namoro a três
Havia... Ou há.. Porque a músicas são eternas, o namoro a dois do Trovante.
Amanhã tenho o namoro a 3.
Nada de fetches, tenho a minha mulher a fazer anos, e a minha mulher não vem sozinha desde há dois anos e pouco. Já trouxe com ela durante nove meses a pirralha, agora está com ela todos os dias. A minha mulher, como mulher não era nada de especial....
Mas como Senhora... Sim senhora!!! Tomaram muitas mulheres!!
Depois... Virou Mãe é desde aí... Ai Caramba!! Que Senhora que já era, que mulher que sempre foi! Que Mãe que é!!
É por isso que o meu namoro é a três. Ou melhor... A dois! Porque eu sou o voyeur!!
Ela a Pirolita, ela a Mãe, e eu ali... A amar tudo.
quarta-feira, maio 01, 2019
Um concerto uma letra
Ai Inês
Quem te fez.
Assim pura leve cristal
Ai Inês dondé vieste
Assim azul cristal
Ai Inês
só tu me vez
Assim feliz sentimental
Ai Inês
sem ver sem mal
Quero ter te ao meu lado
Quente e sensual
Ai Inês
Só tu me vês.
Triste e apagado
Ai Inês
Só tu me vês
Só tu me vês
Por ti tu sabes que tudo vejo e crês.
Ai Inês.
Só tu me vês feliz apaixonado
quinta-feira, janeiro 24, 2019
A Caldeirra eléctrica do Sr. Cardoso
Naquela casa bem no fundo do corredor, bem junto ao canto tínhamos a caldeira das águas para os banhos.
Com casa cheia acendia-se de manhã e ao fim da tarde.
De manhã para os mais velhos, à tarde para os mais novos e outros mais mandrioes.
A operação começava uma hora antes, com todo um necessário ritual. Primeiro limpar as cinzas, sim!! A caldeira era a lenha. Era em ferro fundido, vinha da Figueira da Foz.
Depois de limpas, bastava uma pinha e duas canhota até começarem a arder bem. A seguir juntavam se mais duas e estava a bombar.
Vem agora a parte mais importante. Abrir a água para encher o depósito e adivinhar quando estava cheio... Ouvíamos a água no depósito, batiamos para ouvir o toc toc e adivinhavamos se estaria cheia. Muitas vezes esperávamos a água transbordar. E aí fechavamos a torneira.
Quando começava a azáfama dos banhos, as regras eram simples, por a água na tina, ou encher o banho, o como dizem agora... Encher a banheira.. Por duas canhota na caldeira e abrir a torneira da água da caldeira, para ir repondo a água quente gasta no banho.... E que quente ela vinha!!!
Assim sucessivamente tomavamos os banhos à vez.
Só que constantemente, o raio da caldeira transbordava e a água escorria pelo chão da casa de banho a encharcar tudo.
Quando lá estávamos, era uma saída rápida da tina (banheira no actual). e fechavamos a torneira.
O pior era quando ninguém lá estava.... E muitas vezes acontecia....
Volta não volta quando alguém ia ao Lopes (casa banho prós I incultos...) ouviam se os gritos...
Ai a caldeira!! ai a caldeira!!!
Já sabíamos... Correria certa pelo corredor a fora para limpar a inundação....
Cansado de tanta correria e inundações, o Sr. Cardoso (Tio João para os sobrinhos). Engenhocas como era, electrificou a caldeira.
Assim sempre que a água enchia o depósito, a bóia de nível, ligada a uma campainha, quando chegava ao cimo fazia contacto e desatava a tocar triiimmm trrimmm trrimmm, tal qual um alarme.
Acabaram as inundações. Chegou o progresso, mas a engenhoca funcionou durante muitos anos e bons.
A caldeira eléctrica teve a sua vida, mas como o tempo segue e o progresso chega, acabou esquecida e desativada quando se instalou um motor e um esquentador.
Do sr. Cardoso, esse também o tempo o levou para perto do Senhor. Não acabou esquecido, antes pelo contrário. E muitas engenhocas ainda andam por aí a funcionar. Umas em casas outras poços, outras em canos, outras em barcos e em bancos. Mas principalmente, muitas nos nossos corações.
sexta-feira, janeiro 18, 2019
Eça é Eça, Pessoa é uma data deles.
Não é que seja erudito ou que perceba alguma coisa de literatura. Mas confesso que gramo à brava do Eça. Também não sou um ferranho, nem sei muuuiito sobre ele. Mas era amigo lá de casa, e, apesar de nunca me ter cruzado com ele, derivado da idade... Só por ser amigo lá de casa, basta me para gostar dele.
Depois até escreve bem e com graça. Mesmo com mais de cem anos, até anda actualizado. Prova que este País evolui pouco...
Já do Pessoa, não o gramo. Apesar de também deabunlar pelo Chiado como o Zé Maria (posso tratá-lo assim porque era amigo de casa). O gajo tem dias... Umas vezes é Fernando, outras é Álvaro, outras é Alberto, outras é Ricardo.
Não gramo!! Um gajo é o que é e prontus.
Mas o que gramei no outro dia, foi ter ido à casa do gajo ali em Campo de Ourique e ter provado uma bela vazia barrosã!!
Estava boa sim senhor.!
A vazia do Pessoa essa é que essa.
Talvez não seja o Peixe da Dalmácia, do Jacinto do Eça.
Mas não fica atrás das favas e arroz de Tormes.
Eça é Eça.
quarta-feira, outubro 04, 2017
"Ó Cardoso...! Ó Cardoso!... ele é assim..."
-Ele é assim, demora horas no banho.... Ó Cardoso!! tá tudo à tua espera, gritava a Tia Mia.
E o Cardoso, nosso Tio João, aparecia impecávelmente aprumado. Sempre ! todas as noites. Nenhum vinco fora de sitio, nenhuma camisa, ou gola amachucada. sempre impecavel , com um cabelo puxado atrás bem fixo com brilhantina, uma poupa relegiosamente ondolada para a direita. Bem disposto, soltava sempre umas boas gargalhadas. Era o Tio que ria, ria connosco miudos, ria com a nossa Avó, ria com todos , com uma gargalhada solta bem disposta, e bem alta para todos ouvirem.
Em Cascais esperavamos sempre a chegada do Tio João. sabiamos que iriamos ter os tempos ainda mais ocupados, e todos os dias eram uma nova lição.
Ainda me lembro o excitamento que era, vê-lo debaixo da varanda a tirar do saco no meio de kilos de pó de talco o Repimpa, e começar a enche-lo com aquelas sandálias castanhas e a montá-lo. era uma especie de abertura oficial do Verão. o repimpa era o nosso companheiro de aventuras, a nossa sala de aulas, o nosso navio escola, solario, piscina, barco de pesca, boia de descanso, e o Tio João o mentor. Aprendamos as cores das águas do mar, os tipos de transparências, os limos as rochas e toda a costa desde Santa Marta ao Estoril. Não havia canto que não fossemos, nem recanto que não paravamos. Sempre a remos no repimpa os dias eram enormes. Depois zarpavamos ao Oeste, para o casal no Turcifal. O Cardoso não parava do telhado até à Cisterna tudo concertada, e lá fumava o seu ventil. De lá voltava com a mala cheia, uvas figos pera e nêsperas da nespereira... Fartura sem igual.
Estava sempre pronto a dar-nos mais uma volta no barco, em cada volta aprendiamos coisas novas, as rochas, os peixes, as marés , as ondas, até os tons de tranaparencia das águas, as alforrecas, e as canções. Partilhava também bocados da vida dele, com primos, amigos e irmãos, as pescarias que fazia no Belmar, os jogos de ténis com o Tio Táta.
Levava-nos de manhã á lota para ouvir o leiloeiro cantar de trás para a frente. Passeavamos a pé por Cascais, e em cada canto cada recanto havia uma história.
Não parava um segundo, só o via descansar um bocado a seguir ao almoço para fumar um cigarro. de resto passava os dias sempre a fazer qualquer coisa.
Um engenhocas. No carro tinha uma mala que era a inveja de todos. Carregadinha de ferramentas de todo os tipos e para tudo que fosse preciso. ao lado sempre um fato de macaco castanho claro. Sempre que o vestia sabiamos que alguma coisa nova ia aparecer.
Cestos para secar figos nas arvores, mesas de rede para a fruta náo apodrecer, cimento na muralha protegido com camara de ar para náo riscar as escadas, bancos de jardim, alarmes para a caldeira quando a água vinha por fora. puzzles, instaloções electricas, canalizações, suportes para as bicicletas, pranchas de esferovite, colmeias, massa vidraceira, janelas e portas, mesas e tampos, bancos e cadeiras, pinturas, despinturas, escadotes, escadas de corda, farois de nevoeiro, fogos de artificio.... não havia nada que o sr, Cardoso não fizesse e não nos ensinasse a fazer.
Em Brito, na Pedrafurada, aprendemos tudo sobre as águas, sobre as extremas, sobre os campos dos vizinhos, sobre a historia das outras casas. Passeios no monte diarios. arranjos, arranjinhos e arranhões....
-Vamos ver as extremas!, dizia. E nós lá seguiamos a tarde toda pelo monte a dentro a contar marcos a procurar leiras e bouças, a descobrir penedos e nascentes, vias romanas,ermidas e moinhos.
Era o Tio que gostava do vinho lá de casa, que o bebia com gosto às refeições. Para o sr. Cardoso havia sempre uma jarra saida da pipa.
O Tio João foi isso tudo e muito muito mais.
segunda-feira, abril 17, 2017
Da Terceira para a Primeira Pessoa do Singular
Para ser Homem temos
Que plantar uma Árvore
Que ter um filho (ou filha)
Escrever um Livro.
A Árvore já plantei. e mais do que uma.
O Livro está neste blog só espera um editor
Ser Pai:
Aconteceu, aos 14 dias do Mês de Abril ao ano 2017 da Graça de Nosso Senhor. Ela apareceu pequenina, franzina e muito sossegadinha. Foi uma sexta feira, A sexta feira Santa deste ano. Talvez um bom presságio, talvez não. Não interessa, veio e está cá e agora começa uma nova etapa. ( dizem todos os entendidos...).
Parece estranho, mas um nascimento é quase como uma morte anunciada, mas ao contrário. Por mais que achemos que estamos preparados nunca estamos. Nem nunca iremos estar. se os que partem deixam saudades e todos os dias nos lembramos deles, os que aparecem não nos deixam nunca esquecer deles.
A grande diferença que de repente apareceu, é na palavra Pai e a na sua conjugação.
Toda a vida tratava os Pais como eles eram, na terceira pessoa. Eram os Pais daquele, "aquele é o teu Pai..." "o meu pai morreu".... "vou dizer ao teu Pai..."
"Aquele já é pai de um par de gemeos..." " vou pedir a mão ao teu Pai..."
Sempre na terceira pessoa, sempre um personagem real mas assim um bocado distante, o ser Pai, uma coisa assim Importante. gajo responsável!! Fazia-nos velhos até... já sou pai, os miudos é que nos fazem velho... ela já tem 23 aninhos.... está uma mulher qualquer dia começa a sair à noite....
Depois também há aquela coisa do " ai és filho de cicrano?... que giro, era muito amigo do teu Pai..."
São uns cotas, não podemos combinar um programa até tarde... os filhos... estás a ver...
Enfim, aquela terceira pessoa era sempre um bocado de problema. Até que....!!
Tunga!! Cá estou eu na Primeira Pessoa!!
Nunca realizei que, no momento que deixasse conjugar na terceira pessoa, fizesse tanta diferença em tanta coisa.
Nunca uma primeira pessoa me deu tanto gozo e tanto orgulho tantos sentimentos, tantos medos, tantas esperanças, tantos choros tantos risos, tantos futuros e tantas incertezas.
A força que esta pequena palavra tem e dá é extraordinária!! Sempre a quis usar na primeira pessoa do singular. mas não imaginava a sua grandeza.
E a grandeza que ela nos dá , não nos faz sentir superiores, antes pelo contrário. Não nos traz segurança não nos traz estabilidade. De repente, estamos pequenos também, frágeis, e à toa.
Sabemos que tudo agora depende de nós e só de nós e é com essa certeza que vamos em frente e que lutamos com todas as forças que aquela palavra nos dá.
Tornei-me Pai. de uma menina, claro que é linda! aos meus olhos claro que é!! .
Dela espero nada, espero tudo.
A ela todo o meu amor darei para que seja alguém de bem.
Que cresça e se magoe.
Que chore de alegria, que chore de tristeza.
Que seja amiga, que seja alegre,
que faça amigos e que conforte os tristes.
Dela quero beijinhos a toda a hora, carinhos pela vida fora
A Ela todo o meu amor darei para que possa dar a alguém tambem.
No fundo, bem lá no fundo
Dela só quero uma coisa. E só isso me deixará descansado, feliz e realizado.
Só quero que seja feliz.