quarta-feira, dezembro 04, 2024
Chaga Dezembro
será assim?
segunda-feira, outubro 28, 2024
Deixai - os
quinta-feira, março 14, 2024
A minha melhor Amigo
quinta-feira, fevereiro 29, 2024
Em São João de Rei, Rei é Victor
sexta-feira, janeiro 27, 2023
De VORaTOR
quinta-feira, novembro 17, 2022
50 anos de vida um milhão de
quinta-feira, novembro 03, 2022
o meu Tito
sábado, outubro 15, 2022
A pontapé da Quinta do lago ao mar.
terça-feira, agosto 30, 2022
só tão acompanhado
terça-feira, maio 10, 2022
Mãe
quarta-feira, maio 04, 2022
Pindela
sábado, dezembro 25, 2021
o Menino pequenino
quarta-feira, dezembro 15, 2021
Tinha-a casa na Costa
quinta-feira, outubro 28, 2021
O Tempo Não
Custa, custa muito ver o tempo a passar sem podermos fazê lo parar. Vem o sol nasce o dia, e à noite quando tudo adormece o tempo não dá descanso não se padece. Novo dia uma aurora, e agora? Parou tudo? A doença o cansaço, a memória tudo parou? Nada, nada pára e o tempo vai correndo, minuto a minuto, não pára. O relógio da parede, sem corda, não pára. Atrasa. Mas o tempo não, é tudo corre sem pressa, vai andando ao seu sabor, até o sol se pôr. De novo a noite tudo dorme tudo se aconchega, debaixo do lençol em cima do colchão. Mas o tempo não. E vais gastando, usando correndo desfasendo desmanchado aos poucos aquilo que queríamos eterno. Restam as memórias, doutro tempo, que é o mesmo, que passou, correu, eclipsou dizem eles não digo eu. Não desaparece, passa. E nós sempre no presente pensamos sobre o passado, sonhamos pelo futuro. Tentamos adivinhar o se... se for assim... Vai ser assado, temos certezas.. Que só descobrimos com o tempo passado. Hoje, agora, já. É o importante e o real. Ontem já foi.. Não volta. Amanhã... Logo se verá.
domingo, janeiro 26, 2020
Domingo dia da Familia e da casa do Jesus
Lembras-te de mim? , sou o teu padrinhos, já não te falo vai lá para quase um ano ou mais. Fiquei sem o teu numero de telefone, e por mais cartas que te envio, vêm sempre devolvidas a dizer que já não estás na morada....talvez tenhas sido transferido para outro lado mais seguro... pois não sei. Espero é que ainda estejas bem, dentro dessas paredes, e que tenhas sempre cuidado com as amizades que por aí dentro vais fazendo...
Hoje , sendo domingo, resolvi levar a piquenitas a visitar a casa do Jesus, ultimamente temos feito isso, a modos de a começar a habituar aos hábitos ancestrais da nossa família, é tradição e ao mesmo tempo até dá para passar alguns valores importantes.
Hoje para variar fomos a outra casa do Jesus, um bocadinho mais maior e também mais imponente. Dá sempre jeito mostrar à pikena que o Jesus tem muitas casas.... a verdade é que o horário da missa também estava mais adequado para a ida...
Pois lá fomos, e ao chegar , a modos de tentar começar a explicar mais ou menos quem era o tal amigo do pai Jesus que tinha varias casas grandes não achei melhor do que lhe mostrar os quadros e estátuas que por lá dentro habitam nos altares e nas capelas. Achei que seria mais fácil, contar a historia dele, assim tipo desenhos animados...
só que o problema é quando começo a olhar para as obras, começo a perceber que a coisa ia ser muito difícil para uma pikena noviça que ainda mal diz o nome...
Só para a miúda perceber quem era o tal Jesus. apontei para o quadro em cima do altar.... Lá estava Ele... crucificado, bem pregado na cruz, com o sangue a escorrer pelos buracos dos cravos nas mãos e nos pés, a ferida ao lado bem aberta pela lança, a esvair-Se em sangue, os joelhos feridos das quedas que dera na via sacra, a cabeça tombada, a escorrer em cataratas de sangues feitos pelas feridas da coroa dos espinhos.... Um oprimo exemplar de arte sacra, um péssimo exemplo para iniciar a pequenita na religião....
Mudei de lado, e num dos altares, outro quadro fenomenal....., já tinha descido da cruz, o corpo tombado pálido, com as mesmas feridas e as três mulheres em pranto sobre Ele a tentarem por-Lhe o sudário.. percebi que por ali também não ia ser muito útil explicar que o Jesus até é bom rapaz e gosta muito de nós.....
Toca a virar para o outro lado da igreja..... bem procurado, lá vi uma estatueta... Ora cá está.... Não vai pelos desenhos, vai pelos bonecos!! A pikena vai gostar mais de certeza!! ....pensei ingénuo...
A Estatueta de São Sebastião.... uma obra notável, cheia de pormenores... O santo atado ao tronco da árvore, semi-nu...em suplicio.... e pelo corpo todo em prata maciça bem areada.... 12 dardos espetados pelo corpo todo....
Também não foi boa ideia....
De repente lá no fundo .. outra estatueta, desta vez de Nossa Senhora! Santa Mãe de Jesus, Imaculada, linda!.....Mas porra!! Porque é que tinha que ter na mão o coração ensanguentado com a coroa de espinhos do Filho????
A coisa estava difícil, a pikena cada vez mais impressionada.... Eu cada vez mais à deriva....
Vai daí, lembrei-me....vamos ouvir a celebração, tem escuteiros, tem o padre, tem os meninos vestidinhos de branco, tem o coro, tem musica,...até é capaz de da pequenota gostar, passa a vida a cantar em casa, vai de certeza gostar de ouvir aqui na Igreja cantarem.....
Tunga!! Órgão a dar os tons, e toca de ouvirmos aqueles lindos ( não sei para quem...) cânticos de igreja, onde parecem que estão a carpir mágoas do que a exaltar o Senhor....
depois o Padre, a sua voz suave e melódicamente monócordica.... com o sotaque beirão, cheios de esses e ches..... Ora quésta!!!... não ajuda....
Mas prontus, lá aguentamos uma hora e 20 de celebração, a piquenota ás tantas desligou e passou o tempo empoleirada nos bancos a fazer os exercícios que aprendeu nas aulas de ginástica.
No fim saímos e o sino tocou. Aí a catraia admirou-se, levantou os olhos para a torre, e lá viu o sino de um lado para o outro a dançar ao som do Poing Poing Poing!!.... Foi o que bastou.... Perguntei-lhe se tinha gostado de vir à casa do Jesus, disse que sim....
Realmente, ele há coisas que a malta não percebe.... Como raio querem que eduquemos os nossos miúdos a dizer que Jesus é bom, é o nosso Salvador, dá-nos alegrias, gosta de nós, só quer o nosso bem, e sempre que entramos em casa dele, só vemos sangue suor, lágrimas, violência, mortes, e tristeza?
Por isso é mais fácil por a miúda a gostar do Panda da Minie e da Popota.....
sexta-feira, maio 24, 2019
Namoro a três
Havia... Ou há.. Porque a músicas são eternas, o namoro a dois do Trovante.
Amanhã tenho o namoro a 3.
Nada de fetches, tenho a minha mulher a fazer anos, e a minha mulher não vem sozinha desde há dois anos e pouco. Já trouxe com ela durante nove meses a pirralha, agora está com ela todos os dias. A minha mulher, como mulher não era nada de especial....
Mas como Senhora... Sim senhora!!! Tomaram muitas mulheres!!
Depois... Virou Mãe é desde aí... Ai Caramba!! Que Senhora que já era, que mulher que sempre foi! Que Mãe que é!!
É por isso que o meu namoro é a três. Ou melhor... A dois! Porque eu sou o voyeur!!
Ela a Pirolita, ela a Mãe, e eu ali... A amar tudo.
quarta-feira, maio 01, 2019
Um concerto uma letra
Ai Inês
Quem te fez.
Assim pura leve cristal
Ai Inês dondé vieste
Assim azul cristal
Ai Inês
só tu me vez
Assim feliz sentimental
Ai Inês
sem ver sem mal
Quero ter te ao meu lado
Quente e sensual
Ai Inês
Só tu me vês.
Triste e apagado
Ai Inês
Só tu me vês
Só tu me vês
Por ti tu sabes que tudo vejo e crês.
Ai Inês.
Só tu me vês feliz apaixonado
quinta-feira, janeiro 24, 2019
A Caldeirra eléctrica do Sr. Cardoso
Naquela casa bem no fundo do corredor, bem junto ao canto tínhamos a caldeira das águas para os banhos.
Com casa cheia acendia-se de manhã e ao fim da tarde.
De manhã para os mais velhos, à tarde para os mais novos e outros mais mandrioes.
A operação começava uma hora antes, com todo um necessário ritual. Primeiro limpar as cinzas, sim!! A caldeira era a lenha. Era em ferro fundido, vinha da Figueira da Foz.
Depois de limpas, bastava uma pinha e duas canhota até começarem a arder bem. A seguir juntavam se mais duas e estava a bombar.
Vem agora a parte mais importante. Abrir a água para encher o depósito e adivinhar quando estava cheio... Ouvíamos a água no depósito, batiamos para ouvir o toc toc e adivinhavamos se estaria cheia. Muitas vezes esperávamos a água transbordar. E aí fechavamos a torneira.
Quando começava a azáfama dos banhos, as regras eram simples, por a água na tina, ou encher o banho, o como dizem agora... Encher a banheira.. Por duas canhota na caldeira e abrir a torneira da água da caldeira, para ir repondo a água quente gasta no banho.... E que quente ela vinha!!!
Assim sucessivamente tomavamos os banhos à vez.
Só que constantemente, o raio da caldeira transbordava e a água escorria pelo chão da casa de banho a encharcar tudo.
Quando lá estávamos, era uma saída rápida da tina (banheira no actual). e fechavamos a torneira.
O pior era quando ninguém lá estava.... E muitas vezes acontecia....
Volta não volta quando alguém ia ao Lopes (casa banho prós I incultos...) ouviam se os gritos...
Ai a caldeira!! ai a caldeira!!!
Já sabíamos... Correria certa pelo corredor a fora para limpar a inundação....
Cansado de tanta correria e inundações, o Sr. Cardoso (Tio João para os sobrinhos). Engenhocas como era, electrificou a caldeira.
Assim sempre que a água enchia o depósito, a bóia de nível, ligada a uma campainha, quando chegava ao cimo fazia contacto e desatava a tocar triiimmm trrimmm trrimmm, tal qual um alarme.
Acabaram as inundações. Chegou o progresso, mas a engenhoca funcionou durante muitos anos e bons.
A caldeira eléctrica teve a sua vida, mas como o tempo segue e o progresso chega, acabou esquecida e desativada quando se instalou um motor e um esquentador.
Do sr. Cardoso, esse também o tempo o levou para perto do Senhor. Não acabou esquecido, antes pelo contrário. E muitas engenhocas ainda andam por aí a funcionar. Umas em casas outras poços, outras em canos, outras em barcos e em bancos. Mas principalmente, muitas nos nossos corações.
sexta-feira, janeiro 18, 2019
Eça é Eça, Pessoa é uma data deles.
Não é que seja erudito ou que perceba alguma coisa de literatura. Mas confesso que gramo à brava do Eça. Também não sou um ferranho, nem sei muuuiito sobre ele. Mas era amigo lá de casa, e, apesar de nunca me ter cruzado com ele, derivado da idade... Só por ser amigo lá de casa, basta me para gostar dele.
Depois até escreve bem e com graça. Mesmo com mais de cem anos, até anda actualizado. Prova que este País evolui pouco...
Já do Pessoa, não o gramo. Apesar de também deabunlar pelo Chiado como o Zé Maria (posso tratá-lo assim porque era amigo de casa). O gajo tem dias... Umas vezes é Fernando, outras é Álvaro, outras é Alberto, outras é Ricardo.
Não gramo!! Um gajo é o que é e prontus.
Mas o que gramei no outro dia, foi ter ido à casa do gajo ali em Campo de Ourique e ter provado uma bela vazia barrosã!!
Estava boa sim senhor.!
A vazia do Pessoa essa é que essa.
Talvez não seja o Peixe da Dalmácia, do Jacinto do Eça.
Mas não fica atrás das favas e arroz de Tormes.
Eça é Eça.