Na vespera tinhamos, para não variar muito que na verdade apesar de gostar de muita variedade em muitas coisas ele há coisas que pouco variavam...já não me lembro quando foi, mas foi um sabado de manhã, eram praí uma da tarde. Naquele tempo a manhã durava bem mais que o meio dia.
Na vespera, dizia, tinha andado feito salta pocinhas pocinhando aqui e ali. Ora depenicando, ora saboreando, ora observando, ora gostando ora provando ou tentando provar entre um copo de whiskey e uns olhares para a fauna lacustre que deanbulava deambuleando perto de mim.
Não me lembro da noite, facto devido talvez à ventania apanhada. Lembro que de manhã já tarde a modos de curar as maleitas da vespera que tinha acabado há um par de horas, voltei a ligar para o meu amigo Fred.
Tás onde? tás bem? chegaste a casa? com quem? como é que ela se chamava?...ganda pinta... expectáculo.... Bora à praia? Vamos? vamos!!
E lá fomos, chanatas nos pés, fato banho vestido, t shirt e uma toalha e uma camilosita não viessemos com o frio....
Apanhei o Fred, a cheirar ainda a destilado, e lá arrancamos, rumo á Comporta, porque praia que é praia ás portas de Lisboa naquela altura só a Comporta e o Aqui há Peixe....
Entre a ponte, a portagem e a rodagem na Autoestrada lá cavaqueamos sobre a noite deixa atrás havia pouco...esta aquilo, aquela isto, o outro mais não sei o quê...enfim cavaqueando....
Já ali entre a Marateca e o desvio para Évora, saí-me com um inevitavel.... e se fossemos a Sevilha??
Não está lá assim muito bom tempo para praia, é tarde... já não almoçamos convenientemente.... e Sevilha...a bem dizer é aqui ao lado.... e ainda trincamos umas orelheiras com a famosa imperial no Lebrinha em Serpa....
O Fred olhou, achou que estava a gozar...eu olhei e disse que não, que estava a falar a sério. Dois descomprometidos, sem afazeres nem compromissos de qualquer especie, com dinheiro na carteira e vontade de variar.... Porque não? Pois Porque não?? BORA!!! lá fomos....
Seguindo a Auto-Estrada saimos na saida de Beja, quando, percebemos que era sabado e que não tinhamos mais do que tinhamos no corpo, as chanatas, o fato de banho e a t'shirt...
Bem ...pelo menos não estamos nus..... A coisa resolve-se....paramos na fronteira e compramos umas calças e uma camisa e uns sapatos....Pensamos.
Mas, assim como que de repente, entramos em Beja, e fez-se em mim na alembradura uma alembrança... vamos á Modalfa!!, ao lado do Continente de certeza que esta aberta. E é certo que estava. Ao descobrirmos uma tal variedade de roupa com um preço tão apetecivel em vez do par de calças, dos sapatos e de uma camisa, quase que compramos a loja toda... até parecia que iamos de férias por dois meses ou três.
Compras feitas risadas dadas paleios e flirts inocentes lançados ás Modistas da Modalfa, lá nos fizemos á estrada. Eis senão quando, aí uns vinte minutos depois, nova paragem.
Esta obrigatória e necessária. Gasolina no pópó, e uma já referida imperial e salada de orelha no Lebrinha.
Refeitos e satisfeitos.... ála que é cardoso, a estrada outra vez, agora paragem só em Sevilha...dissemos...
Para, logo depois de passarmos a fronteira pararmos em Rosal de La frontera, para comprar uns presentes... tinha o Fred que animar a sua pseudo-amada que distava distante em terras nortenhas. Uma mantilha sevilhana a dar modos de olés fez o trabalho.
De novo na estrada e desta vez juramos, só paramos em Sevilha!! Assim foi...mas até lá....
A fome voltou a apertar, e como que de repente nos lembramos, mas perái...a ultima vez que vim a Sevilha foi na Expo 92 e pouco ou nada conheço..onde há o Tal restaurante, ,onde é aquela disconightclubfunckytrukytruky? Toca a pegar no telelé e fazer uns telefonemas providenciais. Nisto o Fred é eximio!!
Marcamos o restaurante , com recado dado de irmos ter com o Manolo, esse criado ás nossas ordens...que se revelou incansavel e atencioso e muito disponibilizado para nos ajudar em tudo, ou quase tudo.
Faltava agora o Hotel..busca daqui, busca dali... um é isto...outro é muita caro .... outro só com escorts....
Fomos nisto até Sevilha, e nisto ao passar a ponte do cinquentenário, ali ao lado do Hotel como mesmo nome... vamos lá... um 5 estrelas...deve ser caro mas bora tentar.
Chegamos, paramos à porta ( geralmente não deixam entrar os carros no hall) e lá fui á recepção...
Num espanhol apardalado, lá consegui saber a tarifa...nada mal não senhora...até muiito em conta, tendo conta que nos ofereceram uma suite especial...
Pois cada um com um quarto...pois uma sala, pois um wc pós hospedes, pois cada um com casa de banho privada...pois nada mau por 75€ a noite... Mesmo nada!!
Banho tomado, roupa estendida na cama para fazer a toilette Modalfa mais bonita e até um parfum eau de toillete... cá vamos nós prá movida sevilhana.
De repente...trimm triiimmm, trimmm!! Tou? quem? Epa´!! tens razão...esqueci-me... daqui a quanto tempo?? não consigo mesmo ir ái jantar à Lapa... pois...eu sei...desculpa.... os queijos e os vinhos??? já abertos??? chiiii...desculpa mesmo...!! É impossivel.... Onde??? Fui para a Comporta e depois... a voltar?? não...só amanhã.... Parei em Sevilha...tou aqui com o Fred, vamos para a ramboia.... Desculpa....
Era o meu primo que tinha feito uma janta de vinhos e petiscos com umas amigas da mulher.... azares....
Lá saímos, de taxi pois claro e seguimos para o Restaurante onde o Manolo nos esperava para nos servir um Rabo de Boi, en salsa de Jerez...que maravilha!!!
Depois do rabo do boi, fomos ao chuleton do mesmo. Regados com um crianza, e degestivado com um par de tercios de whiskey. e dali partimos á aventura da movida.
Junto ao rio, nuns bares, até que nos deram a indicação da discoteca da moda.
Longe de onde estavamos, lá nos entaxicamos até lá... Ao sair, nem queriamos acreditar. Á porta estava uma bicha ( agora dizem fila) que parecia as filas na segurança social, infelizmente.)
Tal Vasco da Gama,e Pedro Alvares Cabral, o melhor que tinhamos era ser diferentes, ficar na bicha-fila não era opção, por isso, dando um arranjo á toillette Modalfa, lá nos afiançamos á porta.
Usted tienne nombre en la guest list?? Piós!! Por supiuesto!! Nós Ótros vinémus de Portugal de Lisboa, nuestra assafata ay amandado un fax con nustros nombres a pédir una mesa vip.
-Pues perdona pero no tenemos el fax. El nombre por favor!!
-Yo soy Afonso Albuquerque, este és Mario Soares Y Silva. Somos los duenos de la graã maior discoteca de Lisboa.
-Haaa buenno.... por favor siga-nosotros.
E lá fomos, deixamos a bicha-fila para trás, e deram-nos uma mesa vip, cheia de vodka, champagne, whiskey e mais umas coisas esquisitas, incolores e sem sabor...vim a saber era água....
Ali ficamos a desfrutar mais uma noitada, na grande Discoteca Babilonia... Um oasis..como dizem las chicas!!
....O resto....é história.......
segunda-feira, janeiro 28, 2013
segunda-feira, novembro 05, 2012
Alto Duorum Superior
Ele há ás vezes profissões bastante agradáveis no meio de tantas outras menos tais.
Já lá tinha ido ainda o projecto rondava o principio de um principio de anos. As encostas já tinham sido domadas e socalcadas, as vistas já se viam, o verde já lá estava, o rio já lá passava, mas ainda não se via as vinhas encarriladas nos arames nos socalcos. Só se imaginava o que daí viria, só sonhava o que daí se provaria.
Agora, passados uns anos, deram-me a oportunidade de lá voltar e acabar com todas as duvidas. A ultima vindima, já dali vai fazer-nos provar e aprovar degustar com gosto o gosto posto neste projecto ali, nas encostas do Douro Superior num sitio do outro mundo onde sendo Portugal nada tem a haver com o nosso País e o seu triste fado.
Duorum é um projecto , um sonho, uma aventura!!! e Agora é uma prova viva da vontade de duas pessoas, duas Grandes pessoas. Daquelas que mostram ainda o que é ser Português.Duorum leva-nos a sentir que afinal, apesar de todas as crises, todos os obstáculos e dificuldades ainda se consegue criar belas criações e sonhos que se tornam realidade.
A entrada com dois valentes e majestosos muros de pedra leva-nos por uma alameda de calçada direitos ao que agora é o pavilhão da Quinta de Castelo Melhor, a única construção que alberga uma sala de grande vidraças viradas a Norte e a Sul, onde um terraço se esplana para a vista magnifica dos vinhedos, são 300 metros até lá abaixo ao Douro, aquele rio onde nascem sonhos e vinhos. Ao fim do dia conseguimos ver o ouro do Douro reflectido no Sol, assim como de manhã quando o astro aparece lá no fundo escondido pelo monte Calabrica, como que anunciando mais um ciclo.
Os socalcos caiem desde o terraço, directos até ao rio, bem regados com uma rega gota a gota que deixa todos os dias um milhão de litros nos pés das vides. Da obra para a rega, um deposito construído no ermo mais alto da quinta, é cheio todos os dias por fortes estações de bombagem elevatória que fazem subir do rio até ao pico as águas necessárias.
No casão da Quinta, qual pavilhão de caça encontramos uma sala de estar para receber os convivas, equipada com cozinha e sala de jantar, ou almoço, ali está-se bem. muito bem. Com sofás convidativos ao remanso entre uma boa refeição e um bom excelente vinho.
A sul do pavilhão um busquete começa a surgir, entre carvalhos, magnólias, tílias, alguns cedros, oliveiras e castanheiros ali plantados para num futuro abrigar uma sombra convidativa ao descanso dos afazeres diários.
Descendo a encosta socalcada até ao rio chegamos à antiga plataforma da antiga estação de Castelo Melhor, hoje em dia toda desfeita, mostrando um Portugal infelizmente actual. Mas aqui a vontade é mais forte que a realidade e um projecto turístico, ligado ao grandioso projecto vínico está ligado mano a mano, com a força de grandes feitos. Dos edifícios agora descalços de soalho, destapados de telhas e mas ainda vestidos com cal e azulejos, espera-se que o nascer de um pois para os barcos que sobem o rio carregados de turistas ávidos a provar aqueles nectares e saborear aquelas gastronomias que só ali fazem sentido ao gosto. Das casas dos chefes de estação do antigo armazém dos vinhos e azeites, das cortes do gado agora em ruínas absolutas irá nascer um núcleo turístico, enofilo e gastronómico para acolher felizardos prontos a experimentar todas as grandiosas esxperiencias do local.
Para jusante, junto ao rio vemos a boca de um velho túnel, construído à força de braços galegos dinamite e quiçá vidas para vencerem a natureza e dar a estes povos afastados do mundo um bocado de mundo de há dois séculos passados. Agora tudo voltou ao antigamente, tudo parado tudo adormecido e ali, aquele túnel vai continuar, para poder dar a gerações futuras de aves de rapina, e outras locais, uma vida futura. Onde os amantes da natureza vão poder ver exemplares únicos no mundo.
Este é o Duorum de hoje que eu conheci, e com esperança de muitas vezes mais poder passar por ali para ver o Duorum de amanhã crescer, e voar.
Já lá tinha ido ainda o projecto rondava o principio de um principio de anos. As encostas já tinham sido domadas e socalcadas, as vistas já se viam, o verde já lá estava, o rio já lá passava, mas ainda não se via as vinhas encarriladas nos arames nos socalcos. Só se imaginava o que daí viria, só sonhava o que daí se provaria.
Agora, passados uns anos, deram-me a oportunidade de lá voltar e acabar com todas as duvidas. A ultima vindima, já dali vai fazer-nos provar e aprovar degustar com gosto o gosto posto neste projecto ali, nas encostas do Douro Superior num sitio do outro mundo onde sendo Portugal nada tem a haver com o nosso País e o seu triste fado.
Duorum é um projecto , um sonho, uma aventura!!! e Agora é uma prova viva da vontade de duas pessoas, duas Grandes pessoas. Daquelas que mostram ainda o que é ser Português.Duorum leva-nos a sentir que afinal, apesar de todas as crises, todos os obstáculos e dificuldades ainda se consegue criar belas criações e sonhos que se tornam realidade.
A entrada com dois valentes e majestosos muros de pedra leva-nos por uma alameda de calçada direitos ao que agora é o pavilhão da Quinta de Castelo Melhor, a única construção que alberga uma sala de grande vidraças viradas a Norte e a Sul, onde um terraço se esplana para a vista magnifica dos vinhedos, são 300 metros até lá abaixo ao Douro, aquele rio onde nascem sonhos e vinhos. Ao fim do dia conseguimos ver o ouro do Douro reflectido no Sol, assim como de manhã quando o astro aparece lá no fundo escondido pelo monte Calabrica, como que anunciando mais um ciclo.
Os socalcos caiem desde o terraço, directos até ao rio, bem regados com uma rega gota a gota que deixa todos os dias um milhão de litros nos pés das vides. Da obra para a rega, um deposito construído no ermo mais alto da quinta, é cheio todos os dias por fortes estações de bombagem elevatória que fazem subir do rio até ao pico as águas necessárias.
No casão da Quinta, qual pavilhão de caça encontramos uma sala de estar para receber os convivas, equipada com cozinha e sala de jantar, ou almoço, ali está-se bem. muito bem. Com sofás convidativos ao remanso entre uma boa refeição e um bom excelente vinho.
A sul do pavilhão um busquete começa a surgir, entre carvalhos, magnólias, tílias, alguns cedros, oliveiras e castanheiros ali plantados para num futuro abrigar uma sombra convidativa ao descanso dos afazeres diários.
Descendo a encosta socalcada até ao rio chegamos à antiga plataforma da antiga estação de Castelo Melhor, hoje em dia toda desfeita, mostrando um Portugal infelizmente actual. Mas aqui a vontade é mais forte que a realidade e um projecto turístico, ligado ao grandioso projecto vínico está ligado mano a mano, com a força de grandes feitos. Dos edifícios agora descalços de soalho, destapados de telhas e mas ainda vestidos com cal e azulejos, espera-se que o nascer de um pois para os barcos que sobem o rio carregados de turistas ávidos a provar aqueles nectares e saborear aquelas gastronomias que só ali fazem sentido ao gosto. Das casas dos chefes de estação do antigo armazém dos vinhos e azeites, das cortes do gado agora em ruínas absolutas irá nascer um núcleo turístico, enofilo e gastronómico para acolher felizardos prontos a experimentar todas as grandiosas esxperiencias do local.
Para jusante, junto ao rio vemos a boca de um velho túnel, construído à força de braços galegos dinamite e quiçá vidas para vencerem a natureza e dar a estes povos afastados do mundo um bocado de mundo de há dois séculos passados. Agora tudo voltou ao antigamente, tudo parado tudo adormecido e ali, aquele túnel vai continuar, para poder dar a gerações futuras de aves de rapina, e outras locais, uma vida futura. Onde os amantes da natureza vão poder ver exemplares únicos no mundo.
Este é o Duorum de hoje que eu conheci, e com esperança de muitas vezes mais poder passar por ali para ver o Duorum de amanhã crescer, e voar.
quinta-feira, outubro 18, 2012
Dama Cascas Barcelona
Ela veio uns dois dias antes a modos de preparação para o acontecimento. Deixei-a no aerioporto da Portela com a sua mala de rodas coitadas já carcumidas de tanto viajar por arrasto.
Passara a noite toda a escolher um hotel que lhe parecesse cousy e perto do ninho da cegonha, onde iria logo directo mal chegasse. Assim fez feliz e desenvencelhada como é mas acha que não.
Eu segui um dia e meio depois com malinha azul a caber na cabine, milagre para uma semana de temporada. Também trouxe uma mochila aos ombros, vá.
E cheguei ao hotel e ao quarto e deprimi. tão pequeno que era tão abafado e escuro fez me lembrar uma certa estadia na neve com 8 pessoas num quarto igual e com um gaijo doente. Passei-me assustei-me mas lá resignei-me sem antes ter sido bruto com ela. E ela não merecia, são as injustezas dos impulsos...Um beijinho Dama.
No dia seguinte de manhã lá seguimos os dois troc troc passo a passo até ao ninho. Falamos com o mestre mocho que nos explicou tudo, tintin por tintin e depois da punção seguimos para um novo hotel, com um quarto maior, spa, piscina e room serviçe. Maravilha para mim, óptimo para ela. Aí ficamos uma noite a descansar e saímos para andar 600 metros para casa de uma amiga que é amiga de uma amiga casada com um amigo meu, que também é nossa amiga claro está. Um anjo caído do céu, já que Barcelona não é propriamente a Reboleira ( embora tenha parecenças) e os preços das coisas é tipo Quinta do Lago em Agosto todo o Ano. Por isso este AP foi uma bênção.
Aproveitamos e passeamos, rambla abaixo, rambla acima tapas abaixo cerveza arriba, e tal e coiso, bom e cansativo, mas no fundo sabíamos que iria ser o único dia de "folga". O Jantar foi caseiro, a passeio pela Paral lel paramos no supermarcat, e de lá trouxemos alguns viveres para a semana. Hamburguers de porco preto que são uma delicia e um arroz malandro á moda de .... nós mesmos, acompanhados com uns montaditos de jamon iberico e queijo de cabra derretido. Nada mal para empenzar a vida nestas terras.
De manhã já recuperados partimos de novo ter com a cegonha, e fazer a transferencia.
Ansiosos estávamos e entre conversas e risos nervosos lá alinhavamos a vida que vem a seguir, e todas as hipóteses que apesar de tudo não eram as mais melhores boas. Mas afinal de tudo não eram de forma alguma as mais piores más. Das oito que apareceram à festa só cinco poderam entrar na discoteca. Dessas cinco só duas é que se deixaram engatar, no final, só uma é que se apaixonou loucamente, e foi esse casalito que se transferiu.
Para ela foi triste porque queria mais que um, para mim foi maçador porque gostava de ter mais que um, mas a verdade é que para os dois foi óptimo ter vindo um connosco.
E connosco continua apesar dela estar como que bastante dolorida e constantemente incomodada. passaram dois dias e o estado continua continuo, pelo que fomos de novo lá para ver como é que paravam as ultimas modas.
E as tendências da moda ditaram que ela ficasse tranquila, deitadinha, a descansar. É o que temos pois portantos feito. Aqui quietinhos no AP a ver as traseiras dos outros prédios, agarrados ao computador a ver o tempo passar. Ela de vez em quando lá se levanta vai até ao fim do corredor e volta. Eu entretenho-me a escrevinhar estas coisas, preparo o almoço e sigo á rua para fazer compras para o jantar. Das ramblas dos bons restaurantes dos mercados e das vistas já nos convencemos que vai ser para uma próxima oportunidade porque Barcelona se queda aqui, e nosostros tenemos que reposar reposar reposar.
Não sem termos umas pequenas aventuras dignas de registo. Como aquele jantar supimpa que não foi mais que um bluf numa qualquer cervezaria, das 6 tapas dignas de registo todas sabiam ao mesmo, a cerveja é que não, é boa esta Damm, "damm good" como dizia o casal sentado ao lado. O passeio pelo passeio marítimo a quase a molhar os pezinhos no mediterraneo também foi de um bom gosto, principalmente pelo restaurante escolhido ao fim da caminhada, uma esplanada com vista para o mar praia e paseig, rodeada de palmeiras cheias de ninhos de papagaios ou periquitos ( não sei bem). e uma comida fora de serie, que deixa água na boca só de lembrar e mesmo depois de termos comido mais uns belos embergues. Giro giro foi a vinda para casa nas escaleras do metro onde um casalinho lá me abriu a mochila e por pouco não sacava a bolsa que tínhamos com os parcos haveres. A lata deles a fazerem-se coitadinhos... não levaram um tabefe porque não sou de violências, mas era merecido. A reacção do resto das pessoas é que foi de notar, pararam todos para ajudar e prontos a desfazer os larápios de fosse preciso. Devia ter sido para aprenderem a lição. Ainda bem que não foi, não fosse a coisa dar para o torto ou para o tiro já que não sabemos como são as modas e costumes destas gentes nestes afazeres criminais.
De resto um telefonema ou outro lá vem aparecendo, mas o mais importante é o contacto constante com o ninho da cegonha que nos tem descansado as incertezas e duvidas a acalmados as ansiedades.
No porto, onde passamos não vimos nada de especial fora os 200 barcalhões particulares que fazem um vistão e nos fazem sonhar com um mundo lá muitaaa longe.
Ainda não saboreei um Gin Tony daqueles de bradar aos céus, mas o tempo agora também não convida. Talvez daqui um dia ou dois, possa apreciar a pomada com todo o seu esplendor, já que locais não faltam, e com a quantidade de sugestões enviadas via FB, para correr a todas só daqui a dois meses e.... conseguisse sair desta Ciudat. Hoje por falar nisso era dia de Ciudat Condal e Vaso de Oro, dois marcos que marco para uma próxima vinda mais desafogada em tempo e tempo.
Corrermos as montras e lojas da diagonal parecia também um afazer bastante interessante e divertido, mas como estamos , corremos via Internet os museus e monumentos, vemos na pantala, que nunca é o mesmo que os sentir, mas ajuda a descontrair e passar o dia. Já fomos ao Louvre, ao Tyssen, à torre de Belém e demos um salto à Sagrada Família, já que estamos na terra dela não fico bonito irmos à concorrencia....
Passara a noite toda a escolher um hotel que lhe parecesse cousy e perto do ninho da cegonha, onde iria logo directo mal chegasse. Assim fez feliz e desenvencelhada como é mas acha que não.
Eu segui um dia e meio depois com malinha azul a caber na cabine, milagre para uma semana de temporada. Também trouxe uma mochila aos ombros, vá.
E cheguei ao hotel e ao quarto e deprimi. tão pequeno que era tão abafado e escuro fez me lembrar uma certa estadia na neve com 8 pessoas num quarto igual e com um gaijo doente. Passei-me assustei-me mas lá resignei-me sem antes ter sido bruto com ela. E ela não merecia, são as injustezas dos impulsos...Um beijinho Dama.
No dia seguinte de manhã lá seguimos os dois troc troc passo a passo até ao ninho. Falamos com o mestre mocho que nos explicou tudo, tintin por tintin e depois da punção seguimos para um novo hotel, com um quarto maior, spa, piscina e room serviçe. Maravilha para mim, óptimo para ela. Aí ficamos uma noite a descansar e saímos para andar 600 metros para casa de uma amiga que é amiga de uma amiga casada com um amigo meu, que também é nossa amiga claro está. Um anjo caído do céu, já que Barcelona não é propriamente a Reboleira ( embora tenha parecenças) e os preços das coisas é tipo Quinta do Lago em Agosto todo o Ano. Por isso este AP foi uma bênção.
Aproveitamos e passeamos, rambla abaixo, rambla acima tapas abaixo cerveza arriba, e tal e coiso, bom e cansativo, mas no fundo sabíamos que iria ser o único dia de "folga". O Jantar foi caseiro, a passeio pela Paral lel paramos no supermarcat, e de lá trouxemos alguns viveres para a semana. Hamburguers de porco preto que são uma delicia e um arroz malandro á moda de .... nós mesmos, acompanhados com uns montaditos de jamon iberico e queijo de cabra derretido. Nada mal para empenzar a vida nestas terras.
De manhã já recuperados partimos de novo ter com a cegonha, e fazer a transferencia.
Ansiosos estávamos e entre conversas e risos nervosos lá alinhavamos a vida que vem a seguir, e todas as hipóteses que apesar de tudo não eram as mais melhores boas. Mas afinal de tudo não eram de forma alguma as mais piores más. Das oito que apareceram à festa só cinco poderam entrar na discoteca. Dessas cinco só duas é que se deixaram engatar, no final, só uma é que se apaixonou loucamente, e foi esse casalito que se transferiu.
Para ela foi triste porque queria mais que um, para mim foi maçador porque gostava de ter mais que um, mas a verdade é que para os dois foi óptimo ter vindo um connosco.
E connosco continua apesar dela estar como que bastante dolorida e constantemente incomodada. passaram dois dias e o estado continua continuo, pelo que fomos de novo lá para ver como é que paravam as ultimas modas.
E as tendências da moda ditaram que ela ficasse tranquila, deitadinha, a descansar. É o que temos pois portantos feito. Aqui quietinhos no AP a ver as traseiras dos outros prédios, agarrados ao computador a ver o tempo passar. Ela de vez em quando lá se levanta vai até ao fim do corredor e volta. Eu entretenho-me a escrevinhar estas coisas, preparo o almoço e sigo á rua para fazer compras para o jantar. Das ramblas dos bons restaurantes dos mercados e das vistas já nos convencemos que vai ser para uma próxima oportunidade porque Barcelona se queda aqui, e nosostros tenemos que reposar reposar reposar.
Não sem termos umas pequenas aventuras dignas de registo. Como aquele jantar supimpa que não foi mais que um bluf numa qualquer cervezaria, das 6 tapas dignas de registo todas sabiam ao mesmo, a cerveja é que não, é boa esta Damm, "damm good" como dizia o casal sentado ao lado. O passeio pelo passeio marítimo a quase a molhar os pezinhos no mediterraneo também foi de um bom gosto, principalmente pelo restaurante escolhido ao fim da caminhada, uma esplanada com vista para o mar praia e paseig, rodeada de palmeiras cheias de ninhos de papagaios ou periquitos ( não sei bem). e uma comida fora de serie, que deixa água na boca só de lembrar e mesmo depois de termos comido mais uns belos embergues. Giro giro foi a vinda para casa nas escaleras do metro onde um casalinho lá me abriu a mochila e por pouco não sacava a bolsa que tínhamos com os parcos haveres. A lata deles a fazerem-se coitadinhos... não levaram um tabefe porque não sou de violências, mas era merecido. A reacção do resto das pessoas é que foi de notar, pararam todos para ajudar e prontos a desfazer os larápios de fosse preciso. Devia ter sido para aprenderem a lição. Ainda bem que não foi, não fosse a coisa dar para o torto ou para o tiro já que não sabemos como são as modas e costumes destas gentes nestes afazeres criminais.
De resto um telefonema ou outro lá vem aparecendo, mas o mais importante é o contacto constante com o ninho da cegonha que nos tem descansado as incertezas e duvidas a acalmados as ansiedades.
No porto, onde passamos não vimos nada de especial fora os 200 barcalhões particulares que fazem um vistão e nos fazem sonhar com um mundo lá muitaaa longe.
Ainda não saboreei um Gin Tony daqueles de bradar aos céus, mas o tempo agora também não convida. Talvez daqui um dia ou dois, possa apreciar a pomada com todo o seu esplendor, já que locais não faltam, e com a quantidade de sugestões enviadas via FB, para correr a todas só daqui a dois meses e.... conseguisse sair desta Ciudat. Hoje por falar nisso era dia de Ciudat Condal e Vaso de Oro, dois marcos que marco para uma próxima vinda mais desafogada em tempo e tempo.
Corrermos as montras e lojas da diagonal parecia também um afazer bastante interessante e divertido, mas como estamos , corremos via Internet os museus e monumentos, vemos na pantala, que nunca é o mesmo que os sentir, mas ajuda a descontrair e passar o dia. Já fomos ao Louvre, ao Tyssen, à torre de Belém e demos um salto à Sagrada Família, já que estamos na terra dela não fico bonito irmos à concorrencia....
terça-feira, outubro 09, 2012
Outubro de 5 O
Esta foi a carta que enviei ao Presidente da Republica sobre o maravilhoso hastear da Bandeira Nacional.
Tomo a liberdade de dirigir a V. Excia estas pequenas linhas sobre os acontecimentos na cerimónia do hastear da Bandeira Nacional no passado 5 de Outubro.
Não venho de modo nenhum querer reivindicar qualquer coisa para o meu bem pessoal, ou particular. Como cidadão Português, nascido e criado neste País, sinto uma obrigação moral de me dirigir a V. Excia. Devido ao que vi no passado 5 de Outubro.
Não sou partidário nem filiado em nenhum partido. E não é nenhum motivo politico que me faz escrever estas linhas. Não sou Republicano, mas desde o meu nascimento foi-me incutido o respeito pelas instituições, símbolos e princípios que formam o nosso País.
Sou Português, orgulhoso da nossa Historia, que não a nego nem tento esconder ou deturpar. Assumo como Português todos os nossos valores e erros que cometemos desde 1143. E embora possa não concordar com muitos acontecimentos e evolução histórica que tivemos, tenho sempre em mim a consciência do peso da História e acima de mim os valores da Pátria.
Apesar de ter tido a sorte de nascer no seio de uma família com uma longa descendência, fez de mim uma pessoa respeitadora de todos e humilde perante todos. É nesse sentido que tenho pautado a minha vida. Respeitando quem respeita, ajudando quem precisa, colocando-me sempre ao serviço dos outros. Nunca me senti senhor da palavra e sempre tentei formar o meu pensamento ouvindo os outros , sabendo aceitar os meus erros, e humildemente pedir desculpa pelos mesmos, sempre com a intenção de melhor formar a minha pessoa, de forma a evitar erros no futuro e nunca esquecer os passados.
Creio que é assim que se forma uma pessoa, um País e uma sociedade civil. Respeitando e aceitando os outros.
O erro cometido por V. Excia no passado dia 5 de Outubro, ao hastear a Bandeira Nacional daquela forma, que não foi senão um incidente despropositado, não passa disso mesmo. Mas a verdade é que no estado que a Nação se encontra tudo é motivo para criar celeuma e exagerar os pequenos erros, inflacionado claro por toda uma comunicação social que está vendida ao escândalo e à noticia fácil.
A verdade é que não tendo sido intencional, foi um desrespeito pelo nosso Simbolo Nacional. Que deveria ter sido prontamente ser assumido por V. Excia, sem desculpas e sem subterfúgios.
Peço desculpa a V. Excia. Pelo assomo de lhe dirigir a minha opinião, mas considero que seria de grande valor V. Excia dirigir-se ao País a pedir desculpa pelo gesto não intencional.
Na minha modesta opinião este gesto mostrará ao Povo Português que o nosso máximo representante tem a hombridade e humildade de assumir os erros . E Portugal nestes momentos difíceis que está a passar, precisa de um exemplo, de muitos exemplos e principalmente de muita humildade por parte de quem os deve dar .
Os tempos em que estamos a viver são difíceis para todos, e ninguém pode estar à margem dos sacrifícios exigidos e necessários para que Portugal passe por mais este desafio na sua longa existência.
Não duvido que iremos vencer estas “tormentas”,(...) acredito que é nestas alturas que o Povo Português melhor mostra a sua raça. Vivemos um momento histórico onde as revoluções ainda não estão na rua, mas na cabeça de muitos jovens. Não há alternativa ao rumo que tomamos mas temos que ter firmeza nas acções e humildade nos erros.
Agradecendo desde já a V.Excia o tempo dispensado,
Tomo a liberdade de dirigir a V. Excia estas pequenas linhas sobre os acontecimentos na cerimónia do hastear da Bandeira Nacional no passado 5 de Outubro.
Não venho de modo nenhum querer reivindicar qualquer coisa para o meu bem pessoal, ou particular. Como cidadão Português, nascido e criado neste País, sinto uma obrigação moral de me dirigir a V. Excia. Devido ao que vi no passado 5 de Outubro.
Não sou partidário nem filiado em nenhum partido. E não é nenhum motivo politico que me faz escrever estas linhas. Não sou Republicano, mas desde o meu nascimento foi-me incutido o respeito pelas instituições, símbolos e princípios que formam o nosso País.
Sou Português, orgulhoso da nossa Historia, que não a nego nem tento esconder ou deturpar. Assumo como Português todos os nossos valores e erros que cometemos desde 1143. E embora possa não concordar com muitos acontecimentos e evolução histórica que tivemos, tenho sempre em mim a consciência do peso da História e acima de mim os valores da Pátria.
Apesar de ter tido a sorte de nascer no seio de uma família com uma longa descendência, fez de mim uma pessoa respeitadora de todos e humilde perante todos. É nesse sentido que tenho pautado a minha vida. Respeitando quem respeita, ajudando quem precisa, colocando-me sempre ao serviço dos outros. Nunca me senti senhor da palavra e sempre tentei formar o meu pensamento ouvindo os outros , sabendo aceitar os meus erros, e humildemente pedir desculpa pelos mesmos, sempre com a intenção de melhor formar a minha pessoa, de forma a evitar erros no futuro e nunca esquecer os passados.
Creio que é assim que se forma uma pessoa, um País e uma sociedade civil. Respeitando e aceitando os outros.
O erro cometido por V. Excia no passado dia 5 de Outubro, ao hastear a Bandeira Nacional daquela forma, que não foi senão um incidente despropositado, não passa disso mesmo. Mas a verdade é que no estado que a Nação se encontra tudo é motivo para criar celeuma e exagerar os pequenos erros, inflacionado claro por toda uma comunicação social que está vendida ao escândalo e à noticia fácil.
A verdade é que não tendo sido intencional, foi um desrespeito pelo nosso Simbolo Nacional. Que deveria ter sido prontamente ser assumido por V. Excia, sem desculpas e sem subterfúgios.
Peço desculpa a V. Excia. Pelo assomo de lhe dirigir a minha opinião, mas considero que seria de grande valor V. Excia dirigir-se ao País a pedir desculpa pelo gesto não intencional.
Na minha modesta opinião este gesto mostrará ao Povo Português que o nosso máximo representante tem a hombridade e humildade de assumir os erros . E Portugal nestes momentos difíceis que está a passar, precisa de um exemplo, de muitos exemplos e principalmente de muita humildade por parte de quem os deve dar .
Os tempos em que estamos a viver são difíceis para todos, e ninguém pode estar à margem dos sacrifícios exigidos e necessários para que Portugal passe por mais este desafio na sua longa existência.
Não duvido que iremos vencer estas “tormentas”,(...) acredito que é nestas alturas que o Povo Português melhor mostra a sua raça. Vivemos um momento histórico onde as revoluções ainda não estão na rua, mas na cabeça de muitos jovens. Não há alternativa ao rumo que tomamos mas temos que ter firmeza nas acções e humildade nos erros.
Agradecendo desde já a V.Excia o tempo dispensado,
segunda-feira, setembro 24, 2012
Acordo Orthographic
Fim de semana no Reino dos Algarves, traz de lá sempre bons momentos. E este não foi excepção. O momento mais precisamente foi mesmo o fim de semana todo, a começar na terça e acabar, vamos lá...no Domingo.
O mote, lá está, esteve a corte toda que se reunir para as alegres comemorações do Reino, Bernardo de sua Graça.
Fugindo ao trivial, não vou por-me aqui a descascar resumidamente os "perumenores" de toda uma semana de comemorações.Basta dizer que a corte esteve reunida, e isso basta. Porque de resto, sabemos todos o quanto foi bom, agradável, bonito e esfuziante, a tertúlia gerada à volta daquele palaçio em plena Ria Formosa plantando. Ali tudo passa ao lado, lá longe como um filme de ficção. Ali todas as coisas más da vida, do país ou do mundo se esfumam entre uns carabineros ou uma sopa de tamboril, ali tudo é baril!!
No meio de tantos dizeres tantos risos e conversas sérias chegou-se ao tópico que dá hoje tintalu ao post ( ou melhor...disposto). O Acordo ortográfico. vulgo A.O.
Sem querer entrar pelas normais certezas sobre se é mau, péssimo ou não presta para nada, e é mais uma facada na nossa Identidade Nacional, donos de uma Língua Universal, donos de uma Herança Histórica, mundial, só podemos no fundo, rir.
E como nestes tempos rir está cada vez mais difícil, a verdade é que foi a rir que passamos todo o Fim de Semana.
Portugal foi o primeiro País com o primeiro povo Global, anos antes de se falar em globalização já nós passeávamos por todo o lado. E à conta disso fomos deixando aqui e ali muito de nós.
A mulata no Brasil, a tempura espingardas e palavras no Japão. Nomes e línguas a países e novos povos. Estrelas, instrumentos marítimos e afins... Enfim, deixamos um pouco por muito lado.
Com o passar dos tempos o contrário aconteceu. Os anglicismos apareceram à uns séculos, depois nos anos setenta vieram os francesismos com a volta dos emigrantes.
Eram as janelas estilo fenetre, as casas estilo maison e os cães estilo chiens.
Entrámos na Europa ( como se alguma vez tivéssemos fora deste continente...) e o progresso chegou.
Portugal passou a ser um membro de pleno direito, evoluído com um desenvolvimento extródinario dentro dos padrões da Europa e do mundo. e Tunga!!... para voltarmos a ser alguém toca , a evoluir também na língua e nas palavras.
Como na realidade nada mudou, nada melhor que mudar os nomes para parecermos evoluídos e desenvolvidos.
Assim de repente, um qualquer Aldeamento Turístico, passou-se a chamar Resort.
de repente de norte a sul e até nas ilhas, a evolução foi expectacular!!! foi só ver Resorts a aparecer!!!
E como a moda pegou...pimba!! toca a espalhar de Norte a Sul e também nas ilhas, SPAs ( que não são mais que as tradicionais Termas).
O meu medo é que Termas e Caldas são praticamente a mesma coisa, mudando ( ou Evoluindo) para SPAs vamos ter, não tarda uma catrefada de terriolas novas, que continuam atrasadas, mas com o novo nome passam a ser uma condição. Imaginem ir às SPAs da Rainha, comprar loiça do Bordalo.... e que tal ir comprar ouro às SPAS das Taipas bem ao lado de Guimarães.???
Bom mesmo é aproveitar toda esta evolução e desenvolvimento e em vez de irmos para a esplanada ver o Por do Sol. Vamos mazé pró LOUNGE curtir o SUNSET.
E se tivermos fome, em vez de irmos ao Restaurante ( que já de si é um Anglicismo) vamos ao Bistrot!! ou ao BUFFET.....
Se, o Aldeamento passa a Resort, a esplanada a Lounge, as Termas a Spa e o por do sol a Sunset.... vou fazer um coffe break....
O mote, lá está, esteve a corte toda que se reunir para as alegres comemorações do Reino, Bernardo de sua Graça.
Fugindo ao trivial, não vou por-me aqui a descascar resumidamente os "perumenores" de toda uma semana de comemorações.Basta dizer que a corte esteve reunida, e isso basta. Porque de resto, sabemos todos o quanto foi bom, agradável, bonito e esfuziante, a tertúlia gerada à volta daquele palaçio em plena Ria Formosa plantando. Ali tudo passa ao lado, lá longe como um filme de ficção. Ali todas as coisas más da vida, do país ou do mundo se esfumam entre uns carabineros ou uma sopa de tamboril, ali tudo é baril!!
No meio de tantos dizeres tantos risos e conversas sérias chegou-se ao tópico que dá hoje tintalu ao post ( ou melhor...disposto). O Acordo ortográfico. vulgo A.O.
Sem querer entrar pelas normais certezas sobre se é mau, péssimo ou não presta para nada, e é mais uma facada na nossa Identidade Nacional, donos de uma Língua Universal, donos de uma Herança Histórica, mundial, só podemos no fundo, rir.
E como nestes tempos rir está cada vez mais difícil, a verdade é que foi a rir que passamos todo o Fim de Semana.
Portugal foi o primeiro País com o primeiro povo Global, anos antes de se falar em globalização já nós passeávamos por todo o lado. E à conta disso fomos deixando aqui e ali muito de nós.
A mulata no Brasil, a tempura espingardas e palavras no Japão. Nomes e línguas a países e novos povos. Estrelas, instrumentos marítimos e afins... Enfim, deixamos um pouco por muito lado.
Com o passar dos tempos o contrário aconteceu. Os anglicismos apareceram à uns séculos, depois nos anos setenta vieram os francesismos com a volta dos emigrantes.
Eram as janelas estilo fenetre, as casas estilo maison e os cães estilo chiens.
Entrámos na Europa ( como se alguma vez tivéssemos fora deste continente...) e o progresso chegou.
Portugal passou a ser um membro de pleno direito, evoluído com um desenvolvimento extródinario dentro dos padrões da Europa e do mundo. e Tunga!!... para voltarmos a ser alguém toca , a evoluir também na língua e nas palavras.
Como na realidade nada mudou, nada melhor que mudar os nomes para parecermos evoluídos e desenvolvidos.
Assim de repente, um qualquer Aldeamento Turístico, passou-se a chamar Resort.
de repente de norte a sul e até nas ilhas, a evolução foi expectacular!!! foi só ver Resorts a aparecer!!!
E como a moda pegou...pimba!! toca a espalhar de Norte a Sul e também nas ilhas, SPAs ( que não são mais que as tradicionais Termas).
O meu medo é que Termas e Caldas são praticamente a mesma coisa, mudando ( ou Evoluindo) para SPAs vamos ter, não tarda uma catrefada de terriolas novas, que continuam atrasadas, mas com o novo nome passam a ser uma condição. Imaginem ir às SPAs da Rainha, comprar loiça do Bordalo.... e que tal ir comprar ouro às SPAS das Taipas bem ao lado de Guimarães.???
Bom mesmo é aproveitar toda esta evolução e desenvolvimento e em vez de irmos para a esplanada ver o Por do Sol. Vamos mazé pró LOUNGE curtir o SUNSET.
E se tivermos fome, em vez de irmos ao Restaurante ( que já de si é um Anglicismo) vamos ao Bistrot!! ou ao BUFFET.....
Se, o Aldeamento passa a Resort, a esplanada a Lounge, as Termas a Spa e o por do sol a Sunset.... vou fazer um coffe break....
segunda-feira, agosto 27, 2012
Milhas de mar
A combinação parecia estar bem feita e rea facil. Buscar um barco a Vilamoura, trazê-lo para Lisboa, por mar já se vê e à vela claro está.
Simples, facil e bastante apetecivel. Lá se arranjou tripulação, marcou-se passagem de comboio para baixo e arrancou-se para a marina. O dono do barco tinha-o comprado há 3 dias atrás, desejoso de se aventurar pelo mar adentro. Ainda pouco experiente nas coisas maritimas, mas com vontade de aprender e ganhar milhas. Na vespera um contratempo no motor fora resolvido e tudo indicava que a viagem seria um passeio no parque. O tempo estava bom, o vendo embora contrario não punha obstáculos, o barco parecia em estado de navegar.
Depois de instrucções dadas para o abastecimento de combustivel e viveres, lá chegamos à amarração. sem confirmar os viveres, acreditando na electronica e fazendo uma rápida vistoria aos cabos e meios de salvação, largamos amarras rumo ao norte. eram já sete da tarde e a viagem à noite seria uma certeza. Passariamos S. Vicente pelas 4 da madrugada, com bom vento. Depois seria subir a norte acompanhados pelo nascer do Sol com um belo dia quente que nos levaria até Lisboa ao fim da noite. Nada previa o contrário.
Mas no mar, o mar manda o vento comanda e é preciso sempre fazer adaptações. Ao largo de Lagos, já com o rumo a S. Vicente, umas 4 milhas fora da costa a ventania entre os 27 e 31 nós apareceu, o mar encrespou, nada de violento mas cavado e muito mexido. A tripulação, cansada da viagem ressentiu-se e por bem e bem resolveu aportar em Lagos para passar a noite, eram onze da noite, daria para comermos qualquer coisa e zarpar logo pela alvorada.
Chegamos a terra aportamos no pontão de espera da Marina, já que aquela hora não se justificava e era impossivel pedir um cais de amarração.
Bem amarrados passamos a ponte para um jantar bastante agradavel de bifes grelhados...fritos na grelha...especialidade da casa talvez, mas de agradável sabor e teixtura. Recolhemos eram uma da manhã e dormimos até ás 6. Hora que zarpamos.
O motor comportava-se bem, os instrumentos marcavam a rota e a velocidade de 6 nós fazia prever uma viagem já mais longa do que o esperado. Mas tudo seguia bem.
A comida, não verificada e confiada mostrou-se parca, um pacote de pão rico e umas fatias de fiambre, mortadela e pouco mais. Àgua havia suficiente, e em grande quantidade, coca-colas. Mas como as previsões estavam agradáveis, pareceu não ser relevante a falta de substancia alimentar.
O vento que acalmou durante a noite, voltou a aparecer mas sem a intensidade da vespera, estava a bater os 12 15 nós, ideal para aquele barco navegar.
Foram rápidas as 3 horas e meia até ao Cabo, e quando já estavamos entre a ponta de Sagres e S. Vicente, com o motor a 3.000 rotações para desviarmo-nos de um arrastão, o primeiro sinal apareceu.
Sem razão aparente, já que não ia em seforço, o motor sobre-aqueceu, e todos os alarmes de temperatura, pressão do óleo e baterias apitaram. Imediatamente um cheiro a quente e queimado apareceu no poço, automaticamente, desligamos o motor, abrimos a coberta e esperamos para ver se alguma coisa estava a arder. Nada. tudo normal fora a temperatura e o cheiro a quente do motor. Por bem não o ligámos de novo e deixamos arrefecer umas horas enquanto seguiamos rumo a norte.
Nesta altura ainda pensei em voltar atrás e parar em Sagres, logo ali escondida pela ponta. Decidimos avançar, havia vento, o motor mesmo que fosse necessário seria pouco tempo, em vez de rumarmos a Lisboa, apontamos a Sines, subbindo junto à costa com bordos curtos. Assim se passou o dia até chegarmos ao largo da Arrifana, onde repentinamente todos os aparelhos de navegação se calaram e desligaram, tinhamos acabao de ficar sem bateria. Não uma mas as duas!!
Ao verificar os istrumentos demos pelo frigorifico ligado, tinha estado ligado toda a noite, e todo o dia, ajudando, a descarregar mais depressa as baterias, embora esse não tivesse sido a principal causa.
Confiante na passagem de testemunho o dono do barco acreditou no antigo dono que as baterias estavam em condições, condição que se provou não ser a verdade.
Assim, ao largo, talvez umas 6 milhas da costa, junto a Arrifana e Monte Clérigo, só com as baterias dos telemoveis carregadas ainda continuamos a navegar para norte, a fazer os 5 nós quando o vento deixava, mas a fazermos uma média de 3 nós.
A viagem começava a mostrar-se ainda mais longa. Sines era agora o nosso porto obrigatório.
Especulou-se em fazer meia volta e regressar a Sagres ou Lagos, concertar o motor e de novo arrancar, mas a distancia entre os dois portos e a noticia de ventos mais fortes a sul , manteve-nos na decisão de rumar a norte a Sines.
Um bordo para fora seriu para apanharmos mais vento e apreciarmos a pesca de uma baleia piloto junto com alguns gansos patolas, um bom fim de tarde, que agoirava uma bela noite.
Sem piloto automatico, sem instrumentos, segurei-me ao leme o maior tempo possivel, revessando-me varias vezes com o dono que , além de mim era o único que percebia pouco de vela. Subimos a costa sempre com o Cabo Sardão à vista a noite toda. De madrugada, já umas 10 milhas passadas do Sardão, o vento caiu com o nascer do Sol. Ali ficamos 6 horas à espera de uma brisa, que nos levasse junto das chaminés de Sines, já à vista.
Não avistamos brisa nem sentimos um vento amigo a levarnos a bom porto. Estando ao largo de Vila Nova Milfontes, com os telemoveis ainda com alguma bateria, sem rádio para comunicarmos, começamos a fazer telefonemas para o seguro, para os amigos para a capitania, para Deus e para o Diabo a fim de nos socorrerem. Não estavando em perigo de vida as autoridades não podem socorrer.....Belo País este!!!
Ao fim de quatro horas à deriva, sem vento, depois de largarmos um very light, de sinalizarmos barcos que passavam ao largo, barcos que pescavam mais perto da costa e que viram os sinais de pedido de ajuda nenhum, se mexeu nenhum virou a proa na nossa direcção, nenhum fez nada, e a corrente calmamente nos levava para sul onde tinhamos passado há 8 horas atrás.
Por fim, depois de esgotarmos as baterias dos telemoveis, lá recebemos noticias.
Da capitania, como não havia vidas em perigo...nada. de Sines, a fantástica companhia de seguros depois de se fazerem pelo menos 45 chamadas telefónicas informa-nos que participam no reboque com 125€....fantástico...tendo em conta que um orçamento que nos cehgou via telemovel pedia 6.000€. O vento esse também não aparecia.
Até que, depois de um telefonema para Vila Nova e uma resposta de Vila Novo feita por uma pessoa de caracter, honestidade e integridade lá nos conseguiu pro portas e travessas mover a boa-vontade do Eduardo, que no fundo é isso mesmo, uma pessoa do mar com boa vontade em ajudar.
Apareceu-nos um semi-rigido do ISN conduzido pelo grande Eduardo Minhoca, o Minhoca, conhecido pelas gentes de Vila Nova e arredores. Homem são. Sem maldade com viviencia na barra de Vila Nova, cabelo curto e grisalho seco mas sem ser demasiado mosculado, bem moreno do sol e das ondes com quem toda a vida conviveu. Sorriso e conversa facil e afafél, chegou, acompanhado por um Papa Mike que mal se percebia o que dizia, farda suja e gasta, barba por fazer dentes por caír, e não fosse a distancia, a certeza de ter halito a bebida, já que é passatempo diario em forma de matar o tempo. No fundo igual a muitos outros seus colegas.
Do semi rigido logo nos perguntou Eduardo como estavamos, enquanto respondiamos o Papa Mike agarrado ao rádio transmitia para a capitania o desenrolar das coisas.
Ao leme, Minhoca não deu tempo, exigiu-nos um cabo para fazer o reboque até à barra. Borucracias tratariam-se mais tarde, como homem do mar vivido que é sabe das coisas. Primeiro salva-se e aruma-se , depois conversa-se.
Mas....num gesto de profissional de meia tigela, dentro de uma farda amafarnhada, impondo todo o seu poder burucrático sobre a situação e valendo-se da instiutição que tristemente representa, Papa Mike, balbuciou; "O seguro? já comunicaram ao seguro? são 300€ de reboque, sem o OK do seguro não rebocamos", já estavam a rebocar, o seguro nada tinha comunicado à capitania e zás!!! toca de largar as amarras de novo ao mar...."desemerdem-se" foi o que obtivemos da autoridade maritima!!!
Expectacular desenlace para um fim breve à vista.
Rebocados pela boa vontade do Minhoca do ISN, fomos de novo deixados à deriva pelo zelo profissional da policia maritima!!! e....desemerdem-se....
Desemerdamo-nos claro!! graças aos telefonemoas feitos para terra para certa pessoa de Vila Nova o Minhoca desemerdou-nos e cagou na autoridade. Graças a eles fomos rebocados até porto seguro, barra de Vila Nova Milfontes a dentro onde calmamente fundeamos para reparações.
Logo no seu zelo maxim, os colgas Papa Mike apareceram para fazer uma inspecção aos meios de salvamento do barco. Meios que estão claro, está todos em ordem, mas se a vontade que nos têm em inspeccionar em porto seguro, fosse a mesma que poderiam ter tido em nos rebocar, de certeza que em vez de 9 horas no mar à deriva, tinhamos passado somente 2 ou menhos.
Infelizmente é assim neste País. Felizmente à gente como o Minhoca, como o Lipão e como muitos mais anónimos que vão fazendo o melhor que nós portugueses temos...desenrascando, contrariamente a leis e borucracias criadas por paspalhos de gravata sentados em gabinetes onde ninguém tem tomates para tomar decisões.
A Lição foi aprendida. se for para o mar avio-me em terra, se estiver no mar não contes com nenhuma autoridade oficial. Conta com os teus amigos e amigos dos teus amigos, porque esses são HOMENS.
tudo o mais é ralé.
Simples, facil e bastante apetecivel. Lá se arranjou tripulação, marcou-se passagem de comboio para baixo e arrancou-se para a marina. O dono do barco tinha-o comprado há 3 dias atrás, desejoso de se aventurar pelo mar adentro. Ainda pouco experiente nas coisas maritimas, mas com vontade de aprender e ganhar milhas. Na vespera um contratempo no motor fora resolvido e tudo indicava que a viagem seria um passeio no parque. O tempo estava bom, o vendo embora contrario não punha obstáculos, o barco parecia em estado de navegar.
Depois de instrucções dadas para o abastecimento de combustivel e viveres, lá chegamos à amarração. sem confirmar os viveres, acreditando na electronica e fazendo uma rápida vistoria aos cabos e meios de salvação, largamos amarras rumo ao norte. eram já sete da tarde e a viagem à noite seria uma certeza. Passariamos S. Vicente pelas 4 da madrugada, com bom vento. Depois seria subir a norte acompanhados pelo nascer do Sol com um belo dia quente que nos levaria até Lisboa ao fim da noite. Nada previa o contrário.
Mas no mar, o mar manda o vento comanda e é preciso sempre fazer adaptações. Ao largo de Lagos, já com o rumo a S. Vicente, umas 4 milhas fora da costa a ventania entre os 27 e 31 nós apareceu, o mar encrespou, nada de violento mas cavado e muito mexido. A tripulação, cansada da viagem ressentiu-se e por bem e bem resolveu aportar em Lagos para passar a noite, eram onze da noite, daria para comermos qualquer coisa e zarpar logo pela alvorada.
Chegamos a terra aportamos no pontão de espera da Marina, já que aquela hora não se justificava e era impossivel pedir um cais de amarração.
Bem amarrados passamos a ponte para um jantar bastante agradavel de bifes grelhados...fritos na grelha...especialidade da casa talvez, mas de agradável sabor e teixtura. Recolhemos eram uma da manhã e dormimos até ás 6. Hora que zarpamos.
O motor comportava-se bem, os instrumentos marcavam a rota e a velocidade de 6 nós fazia prever uma viagem já mais longa do que o esperado. Mas tudo seguia bem.
A comida, não verificada e confiada mostrou-se parca, um pacote de pão rico e umas fatias de fiambre, mortadela e pouco mais. Àgua havia suficiente, e em grande quantidade, coca-colas. Mas como as previsões estavam agradáveis, pareceu não ser relevante a falta de substancia alimentar.
O vento que acalmou durante a noite, voltou a aparecer mas sem a intensidade da vespera, estava a bater os 12 15 nós, ideal para aquele barco navegar.
Foram rápidas as 3 horas e meia até ao Cabo, e quando já estavamos entre a ponta de Sagres e S. Vicente, com o motor a 3.000 rotações para desviarmo-nos de um arrastão, o primeiro sinal apareceu.
Sem razão aparente, já que não ia em seforço, o motor sobre-aqueceu, e todos os alarmes de temperatura, pressão do óleo e baterias apitaram. Imediatamente um cheiro a quente e queimado apareceu no poço, automaticamente, desligamos o motor, abrimos a coberta e esperamos para ver se alguma coisa estava a arder. Nada. tudo normal fora a temperatura e o cheiro a quente do motor. Por bem não o ligámos de novo e deixamos arrefecer umas horas enquanto seguiamos rumo a norte.
Nesta altura ainda pensei em voltar atrás e parar em Sagres, logo ali escondida pela ponta. Decidimos avançar, havia vento, o motor mesmo que fosse necessário seria pouco tempo, em vez de rumarmos a Lisboa, apontamos a Sines, subbindo junto à costa com bordos curtos. Assim se passou o dia até chegarmos ao largo da Arrifana, onde repentinamente todos os aparelhos de navegação se calaram e desligaram, tinhamos acabao de ficar sem bateria. Não uma mas as duas!!
Ao verificar os istrumentos demos pelo frigorifico ligado, tinha estado ligado toda a noite, e todo o dia, ajudando, a descarregar mais depressa as baterias, embora esse não tivesse sido a principal causa.
Confiante na passagem de testemunho o dono do barco acreditou no antigo dono que as baterias estavam em condições, condição que se provou não ser a verdade.
Assim, ao largo, talvez umas 6 milhas da costa, junto a Arrifana e Monte Clérigo, só com as baterias dos telemoveis carregadas ainda continuamos a navegar para norte, a fazer os 5 nós quando o vento deixava, mas a fazermos uma média de 3 nós.
A viagem começava a mostrar-se ainda mais longa. Sines era agora o nosso porto obrigatório.
Especulou-se em fazer meia volta e regressar a Sagres ou Lagos, concertar o motor e de novo arrancar, mas a distancia entre os dois portos e a noticia de ventos mais fortes a sul , manteve-nos na decisão de rumar a norte a Sines.
Um bordo para fora seriu para apanharmos mais vento e apreciarmos a pesca de uma baleia piloto junto com alguns gansos patolas, um bom fim de tarde, que agoirava uma bela noite.
Sem piloto automatico, sem instrumentos, segurei-me ao leme o maior tempo possivel, revessando-me varias vezes com o dono que , além de mim era o único que percebia pouco de vela. Subimos a costa sempre com o Cabo Sardão à vista a noite toda. De madrugada, já umas 10 milhas passadas do Sardão, o vento caiu com o nascer do Sol. Ali ficamos 6 horas à espera de uma brisa, que nos levasse junto das chaminés de Sines, já à vista.
Não avistamos brisa nem sentimos um vento amigo a levarnos a bom porto. Estando ao largo de Vila Nova Milfontes, com os telemoveis ainda com alguma bateria, sem rádio para comunicarmos, começamos a fazer telefonemas para o seguro, para os amigos para a capitania, para Deus e para o Diabo a fim de nos socorrerem. Não estavando em perigo de vida as autoridades não podem socorrer.....Belo País este!!!
Ao fim de quatro horas à deriva, sem vento, depois de largarmos um very light, de sinalizarmos barcos que passavam ao largo, barcos que pescavam mais perto da costa e que viram os sinais de pedido de ajuda nenhum, se mexeu nenhum virou a proa na nossa direcção, nenhum fez nada, e a corrente calmamente nos levava para sul onde tinhamos passado há 8 horas atrás.
Por fim, depois de esgotarmos as baterias dos telemoveis, lá recebemos noticias.
Da capitania, como não havia vidas em perigo...nada. de Sines, a fantástica companhia de seguros depois de se fazerem pelo menos 45 chamadas telefónicas informa-nos que participam no reboque com 125€....fantástico...tendo em conta que um orçamento que nos cehgou via telemovel pedia 6.000€. O vento esse também não aparecia.
Até que, depois de um telefonema para Vila Nova e uma resposta de Vila Novo feita por uma pessoa de caracter, honestidade e integridade lá nos conseguiu pro portas e travessas mover a boa-vontade do Eduardo, que no fundo é isso mesmo, uma pessoa do mar com boa vontade em ajudar.
Apareceu-nos um semi-rigido do ISN conduzido pelo grande Eduardo Minhoca, o Minhoca, conhecido pelas gentes de Vila Nova e arredores. Homem são. Sem maldade com viviencia na barra de Vila Nova, cabelo curto e grisalho seco mas sem ser demasiado mosculado, bem moreno do sol e das ondes com quem toda a vida conviveu. Sorriso e conversa facil e afafél, chegou, acompanhado por um Papa Mike que mal se percebia o que dizia, farda suja e gasta, barba por fazer dentes por caír, e não fosse a distancia, a certeza de ter halito a bebida, já que é passatempo diario em forma de matar o tempo. No fundo igual a muitos outros seus colegas.
Do semi rigido logo nos perguntou Eduardo como estavamos, enquanto respondiamos o Papa Mike agarrado ao rádio transmitia para a capitania o desenrolar das coisas.
Ao leme, Minhoca não deu tempo, exigiu-nos um cabo para fazer o reboque até à barra. Borucracias tratariam-se mais tarde, como homem do mar vivido que é sabe das coisas. Primeiro salva-se e aruma-se , depois conversa-se.
Mas....num gesto de profissional de meia tigela, dentro de uma farda amafarnhada, impondo todo o seu poder burucrático sobre a situação e valendo-se da instiutição que tristemente representa, Papa Mike, balbuciou; "O seguro? já comunicaram ao seguro? são 300€ de reboque, sem o OK do seguro não rebocamos", já estavam a rebocar, o seguro nada tinha comunicado à capitania e zás!!! toca de largar as amarras de novo ao mar...."desemerdem-se" foi o que obtivemos da autoridade maritima!!!
Expectacular desenlace para um fim breve à vista.
Rebocados pela boa vontade do Minhoca do ISN, fomos de novo deixados à deriva pelo zelo profissional da policia maritima!!! e....desemerdem-se....
Desemerdamo-nos claro!! graças aos telefonemoas feitos para terra para certa pessoa de Vila Nova o Minhoca desemerdou-nos e cagou na autoridade. Graças a eles fomos rebocados até porto seguro, barra de Vila Nova Milfontes a dentro onde calmamente fundeamos para reparações.
Logo no seu zelo maxim, os colgas Papa Mike apareceram para fazer uma inspecção aos meios de salvamento do barco. Meios que estão claro, está todos em ordem, mas se a vontade que nos têm em inspeccionar em porto seguro, fosse a mesma que poderiam ter tido em nos rebocar, de certeza que em vez de 9 horas no mar à deriva, tinhamos passado somente 2 ou menhos.
Infelizmente é assim neste País. Felizmente à gente como o Minhoca, como o Lipão e como muitos mais anónimos que vão fazendo o melhor que nós portugueses temos...desenrascando, contrariamente a leis e borucracias criadas por paspalhos de gravata sentados em gabinetes onde ninguém tem tomates para tomar decisões.
A Lição foi aprendida. se for para o mar avio-me em terra, se estiver no mar não contes com nenhuma autoridade oficial. Conta com os teus amigos e amigos dos teus amigos, porque esses são HOMENS.
tudo o mais é ralé.
segunda-feira, agosto 20, 2012
Sardinha na Mão...Pois então!!
Estava calor naquele Domingo, quando se levantaram para preparar o Banquete. Eram as festas na aldeia e por isso tinham dispensado a criadagem, não valia a pena e o banquete era fácil, assim como assim ainda lhes saberia melhor serem eles a preparar tudo.
Depois do pequeno almoço, tomado na soleira da casa de jantar, ali com vista para o monte, acompanhados pelas cigarras que começavam a anunciar o calor que chegaria, seguiu ele para a horta colher os legumes. Alface, tomate e manjericão para a salada, pepino para o gin e também para a salada, pimentos para acompanhamentos com a batata nova já arrumada no celeiro.
Ela ficou-se pela cozinha, lavando, cortando, picando, e arranjando o cesto trazido da horta. Ele correu á lenha, apanhou algumas pinhas e trouxe uns bons tarolos para fazer o carvão, na casa do pão ao lado do forno, ainda quente da fornada da véspera apanhou mais umas achas e acendeu o grelhador. Enquanto lá dentro na cozinha da casa o calor começava a apertar, as persianas da janela estavam corridas como que filtrando o ar e deixando o quente de fora, mas nem uma aragem corria. Por bem resolveram fazer o banquete ao ar livre, na varanda arejada a sul com a vista para a serra e as vinhas. sem cerimonias puseram uma velha vela do barco que tinham para dar algum conforto e sombra.
Depois foi a vez das sardinhas da D. Emília, vindas de Peniche trazidas na gamela, ainda como que a saltar. Sal para cima delas e cobertas com água do mar para mantê-las frescas até à hora de assar.
Os convivas começaram a chegar, esbaforidos com o calor, era uma da tarde. Uns de Cascais, outros de Lisboa, e outros do vizinho casal de Sta. Teresa.
Como que a recebê-los umas garrafas de vinho verde branco para apaziguar o calor foram servidas e bebidas na varanda à sombra da vela para acalmar a fome os percebes trazidos foram devorados alegremente.
As brasas pareciam estar prontas e chamavam pelas sardinhas, que prontamente foram postas na grelha. Talvez por fraca noção as brasas atearam de novo fogo, alimentadas pela maravilhosa gordura que caía do peixe. Não estorricaram e a primeira leva deu o mote ás seguintes. Muito fumo mas a grelharem bem e no ponto. Os pimentos, colocados nas brasas deram um aroma à volta do grelhador que fazia crescer água na boca. descascados , e cortados foram postos na mesa temperados com o azeite do último ano. Um pitéu.
Sardinha a sardinha, lá se foram abrindo uma atrás da outra as garrafas do vinho branco que estava no frio desde a véspera. E assim se passou aquela tarde de Domingo na varanda.
A criançada entretanto aproveitou o calor e rumou ao lago para se refrescar, onde por lá se entreteram um bom par de horas.
Seguiu-se o café, e como o calor apertava, os digestivos foram deixados. Como refugiu passaram todos para o jardim, onde o fresco estava mais apetecível.
Ali, debaixo do alpendre á sombra, sentados no banco de Cascais, a amena cavaqueira prolongou-se pelo resto do dia. Alguns aproveitaram e foram fazer um passeio higiénico pela quinta, aproveitando para ver o andar das vinhas, fazerem conjunturas sobre as vindimas que se avizinham, o calor nesta altura pode trazer qualidade, as chuvas podem ajudar a crescer a quantidade, os prógnosticos parecem bons. Mas só daqui a um mês ou dois é que se vai saber. A caça passa a passo de caracol, escondida entre as sombras das estevas e dos arbustos, no ar uma águia vigia algum coelho mais distraído e as galinholas nos canaviais junto à lagoa refrescam-se tranquilamente.
De volta a casa, a conversa anima-se entre um copo de rum e hortelã, servido como refresco. Um chá gelado e água com limão apazigua a sede. E a tarde avança para o principio da noite. É a hora de recolher, voltar à estrada e acender os candeeiros.
Os convivas partem, contentes com o dia bem passado, os anfitriões felizes com a recepção e ao mesmo tempo cansados com o dia.
Num resumo curto, foi bom. Muito bom e a pedir uma repetição.
Depois do pequeno almoço, tomado na soleira da casa de jantar, ali com vista para o monte, acompanhados pelas cigarras que começavam a anunciar o calor que chegaria, seguiu ele para a horta colher os legumes. Alface, tomate e manjericão para a salada, pepino para o gin e também para a salada, pimentos para acompanhamentos com a batata nova já arrumada no celeiro.
Ela ficou-se pela cozinha, lavando, cortando, picando, e arranjando o cesto trazido da horta. Ele correu á lenha, apanhou algumas pinhas e trouxe uns bons tarolos para fazer o carvão, na casa do pão ao lado do forno, ainda quente da fornada da véspera apanhou mais umas achas e acendeu o grelhador. Enquanto lá dentro na cozinha da casa o calor começava a apertar, as persianas da janela estavam corridas como que filtrando o ar e deixando o quente de fora, mas nem uma aragem corria. Por bem resolveram fazer o banquete ao ar livre, na varanda arejada a sul com a vista para a serra e as vinhas. sem cerimonias puseram uma velha vela do barco que tinham para dar algum conforto e sombra.
Depois foi a vez das sardinhas da D. Emília, vindas de Peniche trazidas na gamela, ainda como que a saltar. Sal para cima delas e cobertas com água do mar para mantê-las frescas até à hora de assar.
Os convivas começaram a chegar, esbaforidos com o calor, era uma da tarde. Uns de Cascais, outros de Lisboa, e outros do vizinho casal de Sta. Teresa.
Como que a recebê-los umas garrafas de vinho verde branco para apaziguar o calor foram servidas e bebidas na varanda à sombra da vela para acalmar a fome os percebes trazidos foram devorados alegremente.
As brasas pareciam estar prontas e chamavam pelas sardinhas, que prontamente foram postas na grelha. Talvez por fraca noção as brasas atearam de novo fogo, alimentadas pela maravilhosa gordura que caía do peixe. Não estorricaram e a primeira leva deu o mote ás seguintes. Muito fumo mas a grelharem bem e no ponto. Os pimentos, colocados nas brasas deram um aroma à volta do grelhador que fazia crescer água na boca. descascados , e cortados foram postos na mesa temperados com o azeite do último ano. Um pitéu.
Sardinha a sardinha, lá se foram abrindo uma atrás da outra as garrafas do vinho branco que estava no frio desde a véspera. E assim se passou aquela tarde de Domingo na varanda.
A criançada entretanto aproveitou o calor e rumou ao lago para se refrescar, onde por lá se entreteram um bom par de horas.
Seguiu-se o café, e como o calor apertava, os digestivos foram deixados. Como refugiu passaram todos para o jardim, onde o fresco estava mais apetecível.
Ali, debaixo do alpendre á sombra, sentados no banco de Cascais, a amena cavaqueira prolongou-se pelo resto do dia. Alguns aproveitaram e foram fazer um passeio higiénico pela quinta, aproveitando para ver o andar das vinhas, fazerem conjunturas sobre as vindimas que se avizinham, o calor nesta altura pode trazer qualidade, as chuvas podem ajudar a crescer a quantidade, os prógnosticos parecem bons. Mas só daqui a um mês ou dois é que se vai saber. A caça passa a passo de caracol, escondida entre as sombras das estevas e dos arbustos, no ar uma águia vigia algum coelho mais distraído e as galinholas nos canaviais junto à lagoa refrescam-se tranquilamente.
De volta a casa, a conversa anima-se entre um copo de rum e hortelã, servido como refresco. Um chá gelado e água com limão apazigua a sede. E a tarde avança para o principio da noite. É a hora de recolher, voltar à estrada e acender os candeeiros.
Os convivas partem, contentes com o dia bem passado, os anfitriões felizes com a recepção e ao mesmo tempo cansados com o dia.
Num resumo curto, foi bom. Muito bom e a pedir uma repetição.
sexta-feira, agosto 17, 2012
Do Capitão ao Barão
Altivo no porte, grisalho no cabelo, cigarro na mão e vespa entre as pernas. É assim que agora vejo o meu amigo Barão, sempre preocupado com a sua aparencia, não tem o pente no bolso, mas as camisas engomadas e pólos sem vincos fazem parte dele como os jeans e as botas de caneleira alta bem ensebadas.
Conheci-o nas andanças nocturnas já vai para alguns anos, talvez no Ad-Lib acompanhado pelo Diogo e o saudoso amigo Xico, aquele Metralha de grande porte e suave no trato.
Passado pouco tempo já convivíamos trocando opiniões sobre esta ou aquela parola que deambulavam pelos nossos poisos a quererem ser gente....
Reencontramos-nos no Porto, onde o Barão recebeu o posto de Capitão. Aí vendia cosméticos e afins, depois de ter deixado em Lisboa uma carreira brilhante no automobilismo nacional. ( Vendia carros). Os negócios fazia-os à noite junto ao bar a olhar para a pista de dança. Dançar francamente vi-o pouco, só quando uma presa se atravessava nas garras.
No reencontro no Porto, já feito Capitão das artes do flirt , o Barão aí já dançava, vivia na foz, no Passeio Alegre e o seu modesto apartamento transbordava vida, esplanada na rua, musica na sala, bebida na mão via as catraias passar. Á noite lá recolhia ao seu refugio mesmo ali ao lado, o Twins, ainda com a traça original, onde o disco Jockey ( agora DJ) imediatamente ponha a musica dos Roxette como que anunciando a entrada do Capitão.
Mostrou-me em três semanas todo o Porto que não conheci em 3 anos de estudos, levou-me aos restaurantes da moda, ás tasquinhas dos bairros às casas dos amigos,que se tornaram meus amigos também. Fez-me gostar da Invicta, de tal forma como a odiava no passado. Tornou-me também um Homem do Nuorte! Uma honra!!.
Deixei-o nessas terras e rumei para os ilhéus, ele rumou de novo a sul. Deixamo-nos de nos ver uns tempos, até que quando voltei das ilhas e depois de uma breve temporada de um ano de novo na Invicta, onde já nada era igual, voltei também ao sul.
Lisboa tornou-se o nosso poiso comum, mas as vidas tinham mudado. Empreendedor, o Barão deixou o titulo de Capitão. Montou negócio, assentou arraiais e casou. Via-o exporádicamente em minha casa, quando organizava os jantares de caça para um restrito grupo de amigos. Depois das jantas saiamos para as farras, o Barão regressava ao lar desconsolado....
Duraram alguns anos esses regressos, até que um dia, ou noite, vi-o de novo com o titulo de Capitão. O negócio prosperava, o casamento terminava. Tempos difíceis e chato passou mas lá se aguentou, nobre e altivo como é não perdeu a pose nem o jeito.
Lisboa tinha de novo o Capitão!! todos trememos, todos nos ressentimos, as nossas médias vieram parar cá para baixo. Não havia modo de segurar o Capitão. Mas manteve-nos sempre perto, sempre juntos sempre unidos. Na sua nova casa, ali posta no alto da calçada da Estrela construiu uma alegre tertúlia de bons amigos, pensávamos.... Bons tempos passamos nessa altura, tudo era "azul"....
Até que lentamente começou a desmoronar o castelo. O Barão rumou de novo para o Porto, o seu coração assim o chamava. Instalou-se de novo na Foz, montou escritório, e começou a fazer crescer o seu negócio de Lisboa. Durou ainda alguns anos e a sua vida foi, tranquila, mais calma mas vivida, como sempre.
O Fado que andava lado a lado com ele já há muitos anos reapareceu em força e tornou-se a sua alma. Com ele tudo o que Portugal e o Norte têm de bom; Guitarradas, tertúlias até de madrugada, Achegas de bois, almoçaradas de lampreia, onde o Barão se deliciava...a ver os outros comer....passeios ao Gerês, passeios na vespa, romarias, Ponte de Lima, Ponte da Barca, de Capitão fez-se Barão!!
O Norte era de novo dele. E no norte duas coisas eram ele. A Quinta do Passadiço e Vila do Conde.
Mas no sul as coisas não seguiram o rumo do norte e o Barão de novo embalou e abalou para baixo. Agora com um peso nos ombros e uma responsabilidade maior para lutar por ele contra fracos.
Está aí. continua altivo, forte e orgulhoso, humilde honesto e bom amigo. Não se deixa ir abaixo, não vai a baixo. Lentamente vai-se levantado e a prova é o dia de hoje. Que é o seu dia, que espero que o seja por muitos mais e que possa eu estar ao seu lado.
Conheci-o nas andanças nocturnas já vai para alguns anos, talvez no Ad-Lib acompanhado pelo Diogo e o saudoso amigo Xico, aquele Metralha de grande porte e suave no trato.
Passado pouco tempo já convivíamos trocando opiniões sobre esta ou aquela parola que deambulavam pelos nossos poisos a quererem ser gente....
Reencontramos-nos no Porto, onde o Barão recebeu o posto de Capitão. Aí vendia cosméticos e afins, depois de ter deixado em Lisboa uma carreira brilhante no automobilismo nacional. ( Vendia carros). Os negócios fazia-os à noite junto ao bar a olhar para a pista de dança. Dançar francamente vi-o pouco, só quando uma presa se atravessava nas garras.
No reencontro no Porto, já feito Capitão das artes do flirt , o Barão aí já dançava, vivia na foz, no Passeio Alegre e o seu modesto apartamento transbordava vida, esplanada na rua, musica na sala, bebida na mão via as catraias passar. Á noite lá recolhia ao seu refugio mesmo ali ao lado, o Twins, ainda com a traça original, onde o disco Jockey ( agora DJ) imediatamente ponha a musica dos Roxette como que anunciando a entrada do Capitão.
Mostrou-me em três semanas todo o Porto que não conheci em 3 anos de estudos, levou-me aos restaurantes da moda, ás tasquinhas dos bairros às casas dos amigos,que se tornaram meus amigos também. Fez-me gostar da Invicta, de tal forma como a odiava no passado. Tornou-me também um Homem do Nuorte! Uma honra!!.
Deixei-o nessas terras e rumei para os ilhéus, ele rumou de novo a sul. Deixamo-nos de nos ver uns tempos, até que quando voltei das ilhas e depois de uma breve temporada de um ano de novo na Invicta, onde já nada era igual, voltei também ao sul.
Lisboa tornou-se o nosso poiso comum, mas as vidas tinham mudado. Empreendedor, o Barão deixou o titulo de Capitão. Montou negócio, assentou arraiais e casou. Via-o exporádicamente em minha casa, quando organizava os jantares de caça para um restrito grupo de amigos. Depois das jantas saiamos para as farras, o Barão regressava ao lar desconsolado....
Duraram alguns anos esses regressos, até que um dia, ou noite, vi-o de novo com o titulo de Capitão. O negócio prosperava, o casamento terminava. Tempos difíceis e chato passou mas lá se aguentou, nobre e altivo como é não perdeu a pose nem o jeito.
Lisboa tinha de novo o Capitão!! todos trememos, todos nos ressentimos, as nossas médias vieram parar cá para baixo. Não havia modo de segurar o Capitão. Mas manteve-nos sempre perto, sempre juntos sempre unidos. Na sua nova casa, ali posta no alto da calçada da Estrela construiu uma alegre tertúlia de bons amigos, pensávamos.... Bons tempos passamos nessa altura, tudo era "azul"....
Até que lentamente começou a desmoronar o castelo. O Barão rumou de novo para o Porto, o seu coração assim o chamava. Instalou-se de novo na Foz, montou escritório, e começou a fazer crescer o seu negócio de Lisboa. Durou ainda alguns anos e a sua vida foi, tranquila, mais calma mas vivida, como sempre.
O Fado que andava lado a lado com ele já há muitos anos reapareceu em força e tornou-se a sua alma. Com ele tudo o que Portugal e o Norte têm de bom; Guitarradas, tertúlias até de madrugada, Achegas de bois, almoçaradas de lampreia, onde o Barão se deliciava...a ver os outros comer....passeios ao Gerês, passeios na vespa, romarias, Ponte de Lima, Ponte da Barca, de Capitão fez-se Barão!!
O Norte era de novo dele. E no norte duas coisas eram ele. A Quinta do Passadiço e Vila do Conde.
Mas no sul as coisas não seguiram o rumo do norte e o Barão de novo embalou e abalou para baixo. Agora com um peso nos ombros e uma responsabilidade maior para lutar por ele contra fracos.
Está aí. continua altivo, forte e orgulhoso, humilde honesto e bom amigo. Não se deixa ir abaixo, não vai a baixo. Lentamente vai-se levantado e a prova é o dia de hoje. Que é o seu dia, que espero que o seja por muitos mais e que possa eu estar ao seu lado.
segunda-feira, agosto 13, 2012
Ferros em Ferrel
Aquela noite estava aprazível, como que se a despedir de um dia de praia magnifico, onde as ondas daquela capital das mesmas mesmo ali ao lado não marcaram presença naquele dia. A praia esteve cheia e tudo apontava para uma grande enchente.
Confirmou-se, pela primeira vez, e creio que pelo resultado não será a última.
Ferrel com a sua provisória Monumental estacionada entre os quatro holofotes do campo da bola ainda pelada de relva, cumpriu e iniciou talvez uma nova tradição.
Agora naquelas bandas aquele lugar, aquele vilarejo já se pode orgulhar de novo. Não precisa de viver á sombra do surf, das ondas, do peixe e de outras iguarias menos licitas.
.
Já é capital do toiro no Oeste!! Ferrel na noite de 10 de agosto cresceu e mostrou ao mundo a sua vocação, a sua afficion, a sua tradição. Sim! Porque ali, terra de gentes do mar, gentes das terras , gentes do campo e das hortas, que se sentem como súbditos do reino das ondas onde a rainha ilha do Baleal, com o rei dos supertubos de Peniche, sempre os enviam para segundo plano, mostrou que tem nobreza também.
A Monumental encheu, os toiros cumpriram, o cartel, embora modificado à ultima hora, mostrou-se capaz frente a publico tão exigente. Os forcados, foram os senhores, a surfar na cara dos bravos toiros mostraram a valentia e bravura igual ou maior do que aqueles outros que todos os dia dão a cara ás ondas.
Os cavaleiros, em vez de dois Bastinhas só um já que o progenitor, devido a uma colhida infeliz numa outra arena gloriosa não pode mostrar a sua arte em tão grande estreia. Substituido e bem por um mancebo da corte Ribeiro Telles, mostrou que o que corre nas suas veias, não está deixado ao acaso.
O júnior Bastinhas cumpriu, brilhou, e quase saiu vitorioso, não fosse a grande lide projectada pelo Mendes bem aconchegado na magnifica montada russa, de seu nome e estilo Único, que foi na verdade a grande estrela da Noite.
Dos forcados, a segunda péga saiu vencedora, mas os dois grupos de Alenquer e do Aposento da Chamusca, se não me falha a memória, a mostraram bem o seu valor frente aos Pinto Barreiros, que de ave, só têm o nome e se mostraram em toda a sua bravura.
Naquela noite histórica de 10 de Agosto de 2012 Ferrel cumpriu, e encheu o peito com tanta grandeza e afficion taurina. As ondas que dali saíram não vão ser dominadas por valentes cavaleiros de cabelo loiro do wax, corpo escuro do sol, e mente vaga da erva. Mas vão navegar na memória de muitos.
Ali cumpriu-se tradição ali fez-se história, coragem e honra.
Viva Ferrel e à sua pequena grande Monumental!!
Confirmou-se, pela primeira vez, e creio que pelo resultado não será a última.
Ferrel com a sua provisória Monumental estacionada entre os quatro holofotes do campo da bola ainda pelada de relva, cumpriu e iniciou talvez uma nova tradição.
Agora naquelas bandas aquele lugar, aquele vilarejo já se pode orgulhar de novo. Não precisa de viver á sombra do surf, das ondas, do peixe e de outras iguarias menos licitas.
.
Já é capital do toiro no Oeste!! Ferrel na noite de 10 de agosto cresceu e mostrou ao mundo a sua vocação, a sua afficion, a sua tradição. Sim! Porque ali, terra de gentes do mar, gentes das terras , gentes do campo e das hortas, que se sentem como súbditos do reino das ondas onde a rainha ilha do Baleal, com o rei dos supertubos de Peniche, sempre os enviam para segundo plano, mostrou que tem nobreza também.
A Monumental encheu, os toiros cumpriram, o cartel, embora modificado à ultima hora, mostrou-se capaz frente a publico tão exigente. Os forcados, foram os senhores, a surfar na cara dos bravos toiros mostraram a valentia e bravura igual ou maior do que aqueles outros que todos os dia dão a cara ás ondas.
Os cavaleiros, em vez de dois Bastinhas só um já que o progenitor, devido a uma colhida infeliz numa outra arena gloriosa não pode mostrar a sua arte em tão grande estreia. Substituido e bem por um mancebo da corte Ribeiro Telles, mostrou que o que corre nas suas veias, não está deixado ao acaso.
O júnior Bastinhas cumpriu, brilhou, e quase saiu vitorioso, não fosse a grande lide projectada pelo Mendes bem aconchegado na magnifica montada russa, de seu nome e estilo Único, que foi na verdade a grande estrela da Noite.
Dos forcados, a segunda péga saiu vencedora, mas os dois grupos de Alenquer e do Aposento da Chamusca, se não me falha a memória, a mostraram bem o seu valor frente aos Pinto Barreiros, que de ave, só têm o nome e se mostraram em toda a sua bravura.
Naquela noite histórica de 10 de Agosto de 2012 Ferrel cumpriu, e encheu o peito com tanta grandeza e afficion taurina. As ondas que dali saíram não vão ser dominadas por valentes cavaleiros de cabelo loiro do wax, corpo escuro do sol, e mente vaga da erva. Mas vão navegar na memória de muitos.
Ali cumpriu-se tradição ali fez-se história, coragem e honra.
Viva Ferrel e à sua pequena grande Monumental!!
sexta-feira, agosto 03, 2012
No Campo... Real Fidalgia
Já lá vai um mês ou quasi que os dois encaixotaram os pertences no furgão do sr. Cotrim. Nesse dia a azafama foi grande e comprida a começar logo pela manhã a acabar quase ao por do sol.
Na rua defronte ao palacete a multidão de curiosos, uns cinco ou três pararam para ver o sobe e desce , entra e sai dos carregadores. Durou talvez umas três horas o desfazer de de duas vidas de um par de anos.
Tudo acondicinonado, lá partiu a charrete para terras do Oeste. para o novo lar, a nova vida, as novas vivencias, as novas paisagens. Abadonaram Lisboa, não por obrigação mas também, não por gosto mas também. E com a casa às costas partiram, não para longe mas também.
O novo palacete, mais arejado onde o sol bate todas as manhãs à janela do quarto, espreita na cozinha e na grande sala de jantar a convidar para o pequeno almoço, ainda a embalar as almas adormecidas de uma noite bem dormida, está virado a sul, da janela da sala vê-se toda a propriedade, toda verde neste altura do ano, com vinhedos a correr encosta acima, árvores antigas a acolchoarem o vale onde corre a medo um ribeiro agora seco. Casario espalhado á esquerda e á direita, bem disfarçados entre os eucaliptos acompanham o vale, e no cimo de cada monte um moinho navega parado com as velas ao vento.
A montanha majestosa estende-se até ao vale, bate na encosta da casa e lá em cima no pico vê-se a Ermida da Sra. do Socorro onde em tempos alguns aventureiros atiravam-se de para pente e asa delta.
Logo pela manhã com o cantarolar da cotovia, o discurso do melro e o chamamento de um ou outro pardalito, tomam o pequeno almoço, uns dias no jardim sentados no banco de Cascais, onde de certo nobreza e fidalguia assentaram o rabiosque farto. Quando o tempo está mais encorpado com a nuvens que vêm a correr do Carvoeiro, sentam-se lá dentro na cozinha frente a frente a partilhar as torradas do pão saloio acabado de sair do forno de lenha.
Durante o dia, quando estão em casa, aproveitam para passear nas redondezas, ou refrescarem-se num dos três lagos, construidos para o efeito. A porta de casa raramente se fecha, e á volta os aldeões cumprimentam-se. O sol aquece todo aquele vale, que se refresca com uma brisa uns dias mais forte outros dias menos animada. Mas nos dias que o vento adormece, o bafo de calor só pode ser aturado nos lagos.
Quando o sol percorre todo o caminho e prepara-se para se recolher, todo o vale e a fachada se iluminam de cor de tijolo e no terraço fronteiro da sala tomam o seu Gin Tonico a saborear aquele momento. Ao longe vêm-se e ouvem-se as perdizes a depenicar o campo verde de relva, uma curuja das torres poisa no pinheiro bravo, enquanto os coelhos se entretêm com os rebentos frescos da relva acabada de regar.
Chega a noite e o casario ao longo do vale e das encostas ilumina-se, o moinho continua o seu caminho e os dois, recolhem-se para o jantar.
A lareira ainda não foi acesa, o tempo ainda não justifica, mas mais uns meses, na sala vai-se ouvir o repenicar das chamas nos tarolos secos. Um cheirnho a campo invade a casa cai a humidade e o aconchego dos sofás convida a um romanso depois do jantar, e antes da subida para os quartos.
Vive-se bem, sem pressa nem preocupação, não há buzinas, nem carros, á noite não se ouve o lixo, nem de manhã o autocarro. E quando se quer vir á cidade, ela está ali ao lado.
Que mais se quer?
Na rua defronte ao palacete a multidão de curiosos, uns cinco ou três pararam para ver o sobe e desce , entra e sai dos carregadores. Durou talvez umas três horas o desfazer de de duas vidas de um par de anos.
Tudo acondicinonado, lá partiu a charrete para terras do Oeste. para o novo lar, a nova vida, as novas vivencias, as novas paisagens. Abadonaram Lisboa, não por obrigação mas também, não por gosto mas também. E com a casa às costas partiram, não para longe mas também.
O novo palacete, mais arejado onde o sol bate todas as manhãs à janela do quarto, espreita na cozinha e na grande sala de jantar a convidar para o pequeno almoço, ainda a embalar as almas adormecidas de uma noite bem dormida, está virado a sul, da janela da sala vê-se toda a propriedade, toda verde neste altura do ano, com vinhedos a correr encosta acima, árvores antigas a acolchoarem o vale onde corre a medo um ribeiro agora seco. Casario espalhado á esquerda e á direita, bem disfarçados entre os eucaliptos acompanham o vale, e no cimo de cada monte um moinho navega parado com as velas ao vento.
A montanha majestosa estende-se até ao vale, bate na encosta da casa e lá em cima no pico vê-se a Ermida da Sra. do Socorro onde em tempos alguns aventureiros atiravam-se de para pente e asa delta.
Logo pela manhã com o cantarolar da cotovia, o discurso do melro e o chamamento de um ou outro pardalito, tomam o pequeno almoço, uns dias no jardim sentados no banco de Cascais, onde de certo nobreza e fidalguia assentaram o rabiosque farto. Quando o tempo está mais encorpado com a nuvens que vêm a correr do Carvoeiro, sentam-se lá dentro na cozinha frente a frente a partilhar as torradas do pão saloio acabado de sair do forno de lenha.
Durante o dia, quando estão em casa, aproveitam para passear nas redondezas, ou refrescarem-se num dos três lagos, construidos para o efeito. A porta de casa raramente se fecha, e á volta os aldeões cumprimentam-se. O sol aquece todo aquele vale, que se refresca com uma brisa uns dias mais forte outros dias menos animada. Mas nos dias que o vento adormece, o bafo de calor só pode ser aturado nos lagos.
Quando o sol percorre todo o caminho e prepara-se para se recolher, todo o vale e a fachada se iluminam de cor de tijolo e no terraço fronteiro da sala tomam o seu Gin Tonico a saborear aquele momento. Ao longe vêm-se e ouvem-se as perdizes a depenicar o campo verde de relva, uma curuja das torres poisa no pinheiro bravo, enquanto os coelhos se entretêm com os rebentos frescos da relva acabada de regar.
Chega a noite e o casario ao longo do vale e das encostas ilumina-se, o moinho continua o seu caminho e os dois, recolhem-se para o jantar.
A lareira ainda não foi acesa, o tempo ainda não justifica, mas mais uns meses, na sala vai-se ouvir o repenicar das chamas nos tarolos secos. Um cheirnho a campo invade a casa cai a humidade e o aconchego dos sofás convida a um romanso depois do jantar, e antes da subida para os quartos.
Vive-se bem, sem pressa nem preocupação, não há buzinas, nem carros, á noite não se ouve o lixo, nem de manhã o autocarro. E quando se quer vir á cidade, ela está ali ao lado.
Que mais se quer?
quinta-feira, julho 19, 2012
Medida Padrão Portuguesa
Desculpem a linguagem as senhoras leitoras, mas não há outra maneira de por nestas linhas este meu Post.
Ando à dias a matutar, talvez devido ás companhias com que profissionalmente tenho sido obrigado a acompanhar. Tudo boa gente, tudo de bon coração tudo de fala facil e trato leve.
Reunimo-nos em assembleias gerais à volta da mesa da refeição do dia, somos uns quantos tantos mais de 5 menos de vinte, e eu lá no meio, um bocado acabrunhado já que estou fora do meio. Oiço muito e falo pouco.
Ontem, a dissertação correu á volta da fantástica Medida Padrão Portuguesa que é o...Caralho!.
O Caralho serve para medir tudo, para expressar tudo, o bom o mau, o muito bom e até o optimo ou o péssimo. Não há, creio eu noutra lingua, medida mais flexivel e eloquente que o nosso Caralho!
Sempre acompanhado claro está com o ponto de exclamação.
Caralho sem ponto de exclamação é somente calão para o orgão sexual masculino, mas também universal para todo o reino animal.
O Caracol tem caralho, os pássaros têm caralho, até os peixinhos do mar têm caralho.
Embora haja certas afirmações que se use o Caralho sem o ponto, como claro está...a excepção confirma o Caralho da regra.
Mas não é de sexologia que para aqui vim escrever.
Venho dissertar sobre a expressão Caralho!! Caralho!! ( agora estou a chamar à atenção).
Quando dizemos " Aquela é feia comó Caralho!!" estamos a falar de beleza...ou da falta dela.
Mas se dissermos "Caralho! olha-me aquela gaja!!" já estamos a falar de beleza em toda a sua sumptuosidade!!
"tu não estudas um Caralho!!" lá está...pegamos na medida e comparamos que o sujeito é mandrião...ou é o Relvas... ou o Sócrates...
"És engenheiro? És mas é o caralho!!!". Outro exemplo da medida padrão, o Caralho! não é formado... ou talvez seja quando dizemos "Aquele é um economista do Caralho!!"....
Mas até em gastronomia a Medida Padrão Portuguesa ( MPP) é usada e referenciada...
"Este frango é bom pa Caralho!!"...cá está o elogio, e se juntarmos um piri-piri do Caralho! então o Caralho do frango ainda é melhor!! ( e aqui mais uma vez não estamos na vertente sexual da coisa).
Pessoalmente gosto de usar a MPP na enologia, depois de escutar aqueles enofilos eruditos comó Caralho!! a dissertar sobre taninos, corpo, aromas castas que o Caralho do Vinho tem, remato sempre que posso, que é um Vinho do Caralho!! ou então Caralho de vinho.
A MPP também serve para meteriologia, como acontece nestes dias quentes...pa Caralho!!
ou no Inverno quando está um frio do Caralho!!
Em economia, nas finanças, tudo está relacionado com a MPP. "Vou pagar mais impostos o Caralho!" a nossa balança comercial está positiva pa Caralho!!
Enfim , a nossa MPP é talvez, quase de certeza a base da nossa Identidade de povo com mais de 1.000 Anos de história...Somos velhos pa Caralho!!
Na educação militar principalmente, nunca falha a MPP, em recruta somos todos uns Caralhos!! Não valemos nem um Caralho!! MAs ao longo da vida podemo-nos tornar ricos comó Caralho!! ou até espertos comó Caralho!!.
Vendo bem, uma Nação como a nossa, com um Povo do Caralho!! não tem nada a temer. Somos Grandes comó Caralho, e seremos sempre um Caralho de País!!
depois disto, mando aqueles que não gosto para o Caralho!!
Ando à dias a matutar, talvez devido ás companhias com que profissionalmente tenho sido obrigado a acompanhar. Tudo boa gente, tudo de bon coração tudo de fala facil e trato leve.
Reunimo-nos em assembleias gerais à volta da mesa da refeição do dia, somos uns quantos tantos mais de 5 menos de vinte, e eu lá no meio, um bocado acabrunhado já que estou fora do meio. Oiço muito e falo pouco.
Ontem, a dissertação correu á volta da fantástica Medida Padrão Portuguesa que é o...Caralho!.
O Caralho serve para medir tudo, para expressar tudo, o bom o mau, o muito bom e até o optimo ou o péssimo. Não há, creio eu noutra lingua, medida mais flexivel e eloquente que o nosso Caralho!
Sempre acompanhado claro está com o ponto de exclamação.
Caralho sem ponto de exclamação é somente calão para o orgão sexual masculino, mas também universal para todo o reino animal.
O Caracol tem caralho, os pássaros têm caralho, até os peixinhos do mar têm caralho.
Embora haja certas afirmações que se use o Caralho sem o ponto, como claro está...a excepção confirma o Caralho da regra.
Mas não é de sexologia que para aqui vim escrever.
Venho dissertar sobre a expressão Caralho!! Caralho!! ( agora estou a chamar à atenção).
Quando dizemos " Aquela é feia comó Caralho!!" estamos a falar de beleza...ou da falta dela.
Mas se dissermos "Caralho! olha-me aquela gaja!!" já estamos a falar de beleza em toda a sua sumptuosidade!!
"tu não estudas um Caralho!!" lá está...pegamos na medida e comparamos que o sujeito é mandrião...ou é o Relvas... ou o Sócrates...
"És engenheiro? És mas é o caralho!!!". Outro exemplo da medida padrão, o Caralho! não é formado... ou talvez seja quando dizemos "Aquele é um economista do Caralho!!"....
Mas até em gastronomia a Medida Padrão Portuguesa ( MPP) é usada e referenciada...
"Este frango é bom pa Caralho!!"...cá está o elogio, e se juntarmos um piri-piri do Caralho! então o Caralho do frango ainda é melhor!! ( e aqui mais uma vez não estamos na vertente sexual da coisa).
Pessoalmente gosto de usar a MPP na enologia, depois de escutar aqueles enofilos eruditos comó Caralho!! a dissertar sobre taninos, corpo, aromas castas que o Caralho do Vinho tem, remato sempre que posso, que é um Vinho do Caralho!! ou então Caralho de vinho.
A MPP também serve para meteriologia, como acontece nestes dias quentes...pa Caralho!!
ou no Inverno quando está um frio do Caralho!!
Em economia, nas finanças, tudo está relacionado com a MPP. "Vou pagar mais impostos o Caralho!" a nossa balança comercial está positiva pa Caralho!!
Enfim , a nossa MPP é talvez, quase de certeza a base da nossa Identidade de povo com mais de 1.000 Anos de história...Somos velhos pa Caralho!!
Na educação militar principalmente, nunca falha a MPP, em recruta somos todos uns Caralhos!! Não valemos nem um Caralho!! MAs ao longo da vida podemo-nos tornar ricos comó Caralho!! ou até espertos comó Caralho!!.
Vendo bem, uma Nação como a nossa, com um Povo do Caralho!! não tem nada a temer. Somos Grandes comó Caralho, e seremos sempre um Caralho de País!!
depois disto, mando aqueles que não gosto para o Caralho!!
quinta-feira, junho 14, 2012
GIJA
Minha Querida,
há muitos anos que não lhe escrevo uma carta, pensando bem acho que nunca lhe escrevi. Não precisava, achava eu, porque a tinha comigo sempre ao meu lado.
hoje tenho-a sempre comigo também, bem dentro de mim. eu sei que está porque ainda falamos muito um com o outro.
Gostava de lhe poder mostras todas as coisas que me têm acontecido desde que se foi embora. Se calhar, muitas delas não ia gostar mas acredito que a maioria a fazia contente.
Ultimamente, tenho andado a pensar muito em si, minha querida, talvez seja por estarmos a chegar aquela altura do ano que mostrava ser a mais importante.
Todas as tardes conseguia-me contar uma pequena historia do Menino, que cresceu e se tornou grande. Hoje infelizmente ficava triste de saber que raramente vou à missa ao Domingo, continuo a falar com o Menino todas as noites antes de adormecer, e talvez não chegue. Tenho a certeza que não chega.
Mas , não me esqueço dele nunca, nem de si. Daquelas aulas de catequese que me dava no sofá da sala, e a seguir as lições de inglês antes de poder ir brincar e depois de já ter feito os trabalhos de casa.
Lembro-me daqueles chás ás cinco em ponto no terraço de Perfurada, que eu lhe fazia companhia, só porque gostava. Lembro-me daquela luz de fim de verão, a calma do campo a chegar o outouno, e as histórias que me contava.
Lembro-me tão bem da lata de bolachas que tinha na comoda da sala, naquela gaveta de cima, que eu chegava em bicos dos pés. Pedia-lhe uma tirava mais do que uma. Desculpe, mas acho que sabia e não se importava.
Gostava de lhe mostrar agora quem caminha ao meu lado, eu sei que a conhece, também sei que gosta dela, mas gostava que a tivesse visto.
Lembra-se aquela tarde no Peru? quando a vi a nadar? foi a única vez que a vi nadar ou tomar banho na piscina, ou no mar. Mas lembro-me tão bem.
Sabe? até hoje nada do que sonhei para mim tem acontecido, mas de uma maneira ou de outra tudo tem seguindo um bom, optimo caminho, não me queixo, só tenho pena e tento melhorar. Mas ainda nada que esperava aconteceu.
Não faz mal, tenho estado bem, com alguns desvios e uns quantos deslizes, mas acho que é natural. Ultimamente tenho tido muitas saudades suas, não sei porquê, acho que lhe digo isto todos os dias.
Sei que está com quem gosta, e aposto que tem encontrado também algumas pessoas que gosta menos, mas acredito que esteja bem. e a fazer aquilo que sempre fez melhor, olhar por nós. Eu sei que sim.
Gosto muito de si minha Querida.
Muito obrigado por tudo, porque a verdade é que cada dia que passa dou mais valor a tudo o que me passou. Só espero poder passar a alguém também.
Um beijo muito querido minha querida.
Lembro-me daqueles chás ás cinco em ponto no terraço de Perfurada, que eu lhe fazia companhia, só porque gostava. Lembro-me daquela luz de fim de verão, a calma do campo a chegar o outouno, e as histórias que me contava.
Lembro-me tão bem da lata de bolachas que tinha na comoda da sala, naquela gaveta de cima, que eu chegava em bicos dos pés. Pedia-lhe uma tirava mais do que uma. Desculpe, mas acho que sabia e não se importava.
Gostava de lhe mostrar agora quem caminha ao meu lado, eu sei que a conhece, também sei que gosta dela, mas gostava que a tivesse visto.
Lembra-se aquela tarde no Peru? quando a vi a nadar? foi a única vez que a vi nadar ou tomar banho na piscina, ou no mar. Mas lembro-me tão bem.
Sabe? até hoje nada do que sonhei para mim tem acontecido, mas de uma maneira ou de outra tudo tem seguindo um bom, optimo caminho, não me queixo, só tenho pena e tento melhorar. Mas ainda nada que esperava aconteceu.
Não faz mal, tenho estado bem, com alguns desvios e uns quantos deslizes, mas acho que é natural. Ultimamente tenho tido muitas saudades suas, não sei porquê, acho que lhe digo isto todos os dias.
Sei que está com quem gosta, e aposto que tem encontrado também algumas pessoas que gosta menos, mas acredito que esteja bem. e a fazer aquilo que sempre fez melhor, olhar por nós. Eu sei que sim.
Gosto muito de si minha Querida.
Muito obrigado por tudo, porque a verdade é que cada dia que passa dou mais valor a tudo o que me passou. Só espero poder passar a alguém também.
Um beijo muito querido minha querida.
V.O.R ta...!!
tive a sorte, de estar duas semanas à volta do maior evento de vela do mundo, uma paragemzita em Lisboa de seis Barcos com tripulações valentes que há meses anda a dar a volta ao mundo. A Volvo Ocean Race parou em Lisboa, e eu estive lá. Por dentro e por fora. E saí de lá ao fim de 14 dias com um sentimento de dever cumprido, e com o Ego cheio de orgulho de ser Português.
Neste País, de gente pequena de espirito onde quem manda é a bola, onde quem comanda nunca soube comandar, houve , ou melhor...houveram durante uns dias reunidos no mesmo espaço um grupo de carolas que conseguiu montar, organizar e partilhar com quem lá passou a melhor paragem de toda a V.O.R. no mundo inteiro.
Fomos os melhores, fomos muita bons!! Tanto tanto que os grandes do evento querem voltar a Lisboa, querem mais, muito mais, imenso mais, porque Nós Portugueses fomos os Melhores, Nós somos Bons!!! e mai nada!!!....
Pena é que estas gentes das noticias, mais conhecidos por fideputaruins só pensem em Bola, em relvados e nas botas de um tal Cristiano, triste sina a nossa, mas acho que Portugal é assim mesmo....
Neste País, de gente pequena de espirito onde quem manda é a bola, onde quem comanda nunca soube comandar, houve , ou melhor...houveram durante uns dias reunidos no mesmo espaço um grupo de carolas que conseguiu montar, organizar e partilhar com quem lá passou a melhor paragem de toda a V.O.R. no mundo inteiro.
Fomos os melhores, fomos muita bons!! Tanto tanto que os grandes do evento querem voltar a Lisboa, querem mais, muito mais, imenso mais, porque Nós Portugueses fomos os Melhores, Nós somos Bons!!! e mai nada!!!....
Pena é que estas gentes das noticias, mais conhecidos por fideputaruins só pensem em Bola, em relvados e nas botas de um tal Cristiano, triste sina a nossa, mas acho que Portugal é assim mesmo....
segunda-feira, abril 30, 2012
42 Anos, entre Extravagantes algarvios de primeiro calibre
"Obriga-me" a modéstia não partilhar nomes dos envolvidos, "obriga-me" a educação não expor em claro protagonistas, obriga-me a moral e a consciência a postar aqui um post, para que de futuro possamos todos rir e nos relembrar
. Na verdade nada me obriga. Simplesmente me apetece. Porque o que ficou cá dentro é que conta.
Foi no próprio dia que fui presenteado com um daqueles presentes que irão ficar na memória de muitos anos. Tanto pelo gesto , como pela companhia como pelo motivo.
A modos de ultimato, que sem reservas e com todo o prazer acedi lá tive que arrancar para terras do sul, a mais a minha querida Mulher. Partimos logo pela manhã, a caminho do Reino dos Algarves, carro carregadinho e atestado da liquida mais que necessária para o evento,. Na mala, tioletes improváveis pois nesta altura está difícil adivinhar os temperamentos do S. Pedro.
De cá partimos rumo a sul ,já disse. O que não disse mas vou dizer é que no Sul fomos parar mesmo no meio dos aposentos do Rei daquele Reino, chegamos ao seu Palácio, ali, sobre as dunas entre a ria e o mar, com uma vista de tirar o fôlego, e com uma ponte, que não é levadiça faz inveja a muitos castelos e chalets por este mundo a fora.
O Palácio sobre estacas, mais se assemelha um um xiringuito todo coberto de colmo, com um varandi á volta onde os Reis deste Reino nos recebem de braços abertos, sorriso a acompanhar. Sua Majestade sempre de colete e calção. E nós estafados da dura travessia feita a transporta a liquida necessária para a ocasião.
Já lá estavam alguns convivas que prontamente nos ajudaram a secar a liquida. e logo depois começou o repasto...nada de especial.... tudo expectacular!!!
Aquele conjunto de entradas a modos de abridor de apetites deu que falar, ovas de choco, salada de ovas, salada de polvo, uma salada de salada mas que sabia a mar a sal à companhia, ao local.
Sem grande alarido uma garrafa de xampã chegou, aberta a sabre, por quem "sabre". o vinho correu, fresco leve frutado aromatizado. O xampã encantou!!
Depois, da mesma forma que o xampã apareceu e desapareceu o mesmo aconteceu ao magnifico prato de "cabrões" de quarteira que ali se apresentaram de risco ao meio bem regadinhos com molho de manteiga limão e salsa, a segurar o penteado....o Xampã encantou...
Já todos nos sentiamos aconchegados,satisfeitos, e felizes. Pensamos em partir para os digestivos a modes de animar a festa, mesmo estando já animada. Não era agora...
Agora tínhamos em todo o seu esplendor um belo exemplar de massada de Peixe, que foi daquelas maçadas nada chatas de dar cabo delas...Não conseguimos chegar ao fundo do prato tal era a quantidade, mas a verdade é que também não deixamos a suficiente para, como está na moda agora, levar no "tamparuaware" tal era o sabor, a frescura e a qualidade. Tudo Bom, mesmo Tudo muito Bom!!
Para rematar, e como somos todos gulosos apareceu o quindy...desapareceu logo....´duas trincas e zásss tássss...será preciso dizer que estava delicioso? ou dá para perceber?
Venha o uisque, venham os cafés. venha o convívio, venham as histórias de agora de antes e de sempre. vieram as fotos, a preto e branco doutros tempos que já lá vão, mas que ficaram no coração. Veio a nostalgia....mas ficou o nosso coração cheio a nossa mente feliz. Veio a felicidade a calmaria , ali o tempo parou. ficamos em suspenso longe do mundo de hoje longe de tudo longe de todos. Perto daqueles que gostamos e que nos são e foram importantes.
Chegou a hora da tarde em que o frio chegou. Saímos do Reino dos Reino dos Algarves, e parámos de novo em casa, não nossa mas como sendo. Ali já longe do mar mas acolhedora também. E lá ficamos deambulando pelo balcão pela esplanada pelo pateo, a ver, a rir a conviver e a espairecer.
Este foi o primeiro dos dias. Não foi o ultimo. Não vai ser o único. Mas este foi único. Pela companhia pela amizade.
Sabe bem encontrar na vida pessoas assim, daquelas que conhecemos toda a vida um bocado de longe. Mas quando chegamos perto percebemos o quanto são grandes.
Há quem herde milhões, lute por mais e perda tudo. Aquilo que herdei, ninguém me tira e vale demais.
Bem Hajam.
. Na verdade nada me obriga. Simplesmente me apetece. Porque o que ficou cá dentro é que conta.
Foi no próprio dia que fui presenteado com um daqueles presentes que irão ficar na memória de muitos anos. Tanto pelo gesto , como pela companhia como pelo motivo.
A modos de ultimato, que sem reservas e com todo o prazer acedi lá tive que arrancar para terras do sul, a mais a minha querida Mulher. Partimos logo pela manhã, a caminho do Reino dos Algarves, carro carregadinho e atestado da liquida mais que necessária para o evento,. Na mala, tioletes improváveis pois nesta altura está difícil adivinhar os temperamentos do S. Pedro.
De cá partimos rumo a sul ,já disse. O que não disse mas vou dizer é que no Sul fomos parar mesmo no meio dos aposentos do Rei daquele Reino, chegamos ao seu Palácio, ali, sobre as dunas entre a ria e o mar, com uma vista de tirar o fôlego, e com uma ponte, que não é levadiça faz inveja a muitos castelos e chalets por este mundo a fora.
O Palácio sobre estacas, mais se assemelha um um xiringuito todo coberto de colmo, com um varandi á volta onde os Reis deste Reino nos recebem de braços abertos, sorriso a acompanhar. Sua Majestade sempre de colete e calção. E nós estafados da dura travessia feita a transporta a liquida necessária para a ocasião.
Já lá estavam alguns convivas que prontamente nos ajudaram a secar a liquida. e logo depois começou o repasto...nada de especial.... tudo expectacular!!!
Aquele conjunto de entradas a modos de abridor de apetites deu que falar, ovas de choco, salada de ovas, salada de polvo, uma salada de salada mas que sabia a mar a sal à companhia, ao local.
Sem grande alarido uma garrafa de xampã chegou, aberta a sabre, por quem "sabre". o vinho correu, fresco leve frutado aromatizado. O xampã encantou!!
Depois, da mesma forma que o xampã apareceu e desapareceu o mesmo aconteceu ao magnifico prato de "cabrões" de quarteira que ali se apresentaram de risco ao meio bem regadinhos com molho de manteiga limão e salsa, a segurar o penteado....o Xampã encantou...
Já todos nos sentiamos aconchegados,satisfeitos, e felizes. Pensamos em partir para os digestivos a modes de animar a festa, mesmo estando já animada. Não era agora...
Agora tínhamos em todo o seu esplendor um belo exemplar de massada de Peixe, que foi daquelas maçadas nada chatas de dar cabo delas...Não conseguimos chegar ao fundo do prato tal era a quantidade, mas a verdade é que também não deixamos a suficiente para, como está na moda agora, levar no "tamparuaware" tal era o sabor, a frescura e a qualidade. Tudo Bom, mesmo Tudo muito Bom!!
Para rematar, e como somos todos gulosos apareceu o quindy...desapareceu logo....´duas trincas e zásss tássss...será preciso dizer que estava delicioso? ou dá para perceber?
Venha o uisque, venham os cafés. venha o convívio, venham as histórias de agora de antes e de sempre. vieram as fotos, a preto e branco doutros tempos que já lá vão, mas que ficaram no coração. Veio a nostalgia....mas ficou o nosso coração cheio a nossa mente feliz. Veio a felicidade a calmaria , ali o tempo parou. ficamos em suspenso longe do mundo de hoje longe de tudo longe de todos. Perto daqueles que gostamos e que nos são e foram importantes.
Chegou a hora da tarde em que o frio chegou. Saímos do Reino dos Reino dos Algarves, e parámos de novo em casa, não nossa mas como sendo. Ali já longe do mar mas acolhedora também. E lá ficamos deambulando pelo balcão pela esplanada pelo pateo, a ver, a rir a conviver e a espairecer.
Este foi o primeiro dos dias. Não foi o ultimo. Não vai ser o único. Mas este foi único. Pela companhia pela amizade.
Sabe bem encontrar na vida pessoas assim, daquelas que conhecemos toda a vida um bocado de longe. Mas quando chegamos perto percebemos o quanto são grandes.
Há quem herde milhões, lute por mais e perda tudo. Aquilo que herdei, ninguém me tira e vale demais.
Bem Hajam.
terça-feira, abril 24, 2012
Alhos e Bogalhos
Na revista Sabado nº416 de 19 a 25 de Abril 2012
Anos 70
O excêntrico
4/23/2012
Manuel Kelecom de Sousa Eusébio, conhecido como Manecas Mocelek, tornou-se o maior empresário da noite nos anos 70 – abriu a boîte Van Gogo, em Cascais, e o Ad Lib e o Stones, em Lisboa. Em 1973, ele e uns amigos disfarçaram-se de árabes milionários e chegaram de Rolls Royce ao restaurante Tavares Rico. Os jornalistas caíram na brincadeira – e isso acabou por custar o emprego ao chefe de redacção de O Século.
Hoje, o título de excêntrico é, claro, de José Castelo Branco. Nem vamos explicar porquê (e não, não vamos escrever uma linha sequer sobre aquele vídeo). (Susana Lucio)
Assunto: Direito de Resposta
No seguimento do artigo por vós publicado na revista Sábado nº 416, na secção Social com o titulo “Quem eram os Famosos há 40 anos”, paginas 102 e 103, serve o presente para expressar o meu mais profundo desagrado à peça escrita pela vossa colaboradora Susana Lúcio sobre o Sr. Manuel Kelecon de Sousa Eusébio com o titulo de “Excentrico” (pag. 103), comparando este Senhor com o Sr. José Castelo Branco.
Não preciso defender a memoria do meu Pai, porque essa está bem viva na alma de muito boa gente que com ele conviveu.
Não posso é deixar passar em branco uma comparação feita sem sentido nenhum, nem com um único ponto comparável. Tanto ao nível de personalidades das duas pessoas como ao nível do conhecimento publico.
Somente demonstra uma extrema ignorância da vossa colaboradora sobre a vida e a pessoa do Sr. Manecas Mocelek.
"Porque quem não sente não é filho de boa gente" considero uma afronta e uma ofensa à sua memória e bom nome a tentativa de ligar estes dois senhores.
Se para a vossa Revista , excentricidade é mascararem-se no Carnaval com alguns amigos e combinarem um jantar no restaurante Tavares, então , se me permitem, vivam mais!! E se possível vivam como o Manecas Mocelek..
Com os melhores Cumprimentos
Anos 70
O excêntrico
4/23/2012
Manuel Kelecom de Sousa Eusébio, conhecido como Manecas Mocelek, tornou-se o maior empresário da noite nos anos 70 – abriu a boîte Van Gogo, em Cascais, e o Ad Lib e o Stones, em Lisboa. Em 1973, ele e uns amigos disfarçaram-se de árabes milionários e chegaram de Rolls Royce ao restaurante Tavares Rico. Os jornalistas caíram na brincadeira – e isso acabou por custar o emprego ao chefe de redacção de O Século.
Hoje, o título de excêntrico é, claro, de José Castelo Branco. Nem vamos explicar porquê (e não, não vamos escrever uma linha sequer sobre aquele vídeo). (Susana Lucio)
Depois de ter visto este artigo na Sabado. Mandei-lhes a resposta:
Exmo. Sr. Miguel Pinheiro
Director Revista SabadoAssunto: Direito de Resposta
No seguimento do artigo por vós publicado na revista Sábado nº 416, na secção Social com o titulo “Quem eram os Famosos há 40 anos”, paginas 102 e 103, serve o presente para expressar o meu mais profundo desagrado à peça escrita pela vossa colaboradora Susana Lúcio sobre o Sr. Manuel Kelecon de Sousa Eusébio com o titulo de “Excentrico” (pag. 103), comparando este Senhor com o Sr. José Castelo Branco.
Não preciso defender a memoria do meu Pai, porque essa está bem viva na alma de muito boa gente que com ele conviveu.
Não posso é deixar passar em branco uma comparação feita sem sentido nenhum, nem com um único ponto comparável. Tanto ao nível de personalidades das duas pessoas como ao nível do conhecimento publico.
Somente demonstra uma extrema ignorância da vossa colaboradora sobre a vida e a pessoa do Sr. Manecas Mocelek.
"Porque quem não sente não é filho de boa gente" considero uma afronta e uma ofensa à sua memória e bom nome a tentativa de ligar estes dois senhores.
Se para a vossa Revista , excentricidade é mascararem-se no Carnaval com alguns amigos e combinarem um jantar no restaurante Tavares, então , se me permitem, vivam mais!! E se possível vivam como o Manecas Mocelek..
Com os melhores Cumprimentos
quarta-feira, fevereiro 15, 2012
D. Pedro do Algarve de Aquém e Além Mar
Não me lembro que idade tinha quando o vi, nem quando o vi pela primeira vez. Lembro-me que era sempre uma excitação esperar por ele e por todos dele em casa da avó quando chegava o fim do verão, ou melhor, o principio das férias de Natal, não me lembro quando é que era a altura certa para ele chegar, só me lembro que chegava sempre bem disposto com a Tia Mariazinha e todos os primos.
Não me lembro quantos eram ou quantos não eram, lembro que eram muitos e a casa da Avó, pouco cheio ganhava uma vida viva.
Lembro que era tanta gente que aparecia que dormiamos na mesma cama virados com os pés para a cabeça, para ninguém ficar no chão destapado.
Lembro-me dele, mais velho, o Tio do Algarve, parecido com o Tio de Cascais, muito parecido mesmo. Cara redonda, ainda com cabelo e uma barba que às vezes aparecia feita em bigode ou às vezes sem ele. Era uma surpresa tentar adivinhar como o Tio Pedro aparecia.
Falava pouco, inventava muito, construia ainda mais e engenhocava tudo e mais alguma coisa. Entrar no carro dele, uma carrinha, acho que era Ford, verde grande enorme onde cabiam os 7 com as malas e os brinquedos, era uma aventura.
Depois começou a aparecer com a carrinha um carrinho atrás, um porta malas, feito por ele claro!!.
Esperar pelos tios do Algarve, na mata de brito a olhar cá para baixo a ver a estrada ao fim do dia, na esperança de os ver chegar eram programas dos mais importantes que se podiam fazer!!
Lembro de Cascais no Natal, nunca no Verão, porque ser do Algarve não trazia vantagem nenhuma de o ver por Cascais. Mas os primos às vezes apareciam por lá em largas temporadas. Lembro-me dos presentes de Natal dados por eles, feitos por ele.
Lembro-me do Algarve, da quinta da balaia, da praia de Sta. Eulália, todos juntos a fazer pesca submarina, a andar num barco qualquer arranjado por ele. Das patuscadas no terraço da casa, daquela sala cheia de gente a dormir no chão, da comida farta na mesa, onde nunca faltava nada.
Mais tarde lembro-me de o ver sentado no jardim em Almansil a experimentar a rega gota-a-gota, acabadinha de ser montada por ele. Lembro-me, de o ver sentado numa cadeira de realizador, a carregar no botão a experimentar, a perguntar se viamos alguma fuga, e vi aos poucos o jardim e a familia a crescer à volta da Piscina.
Todos mais velhos, mas todos juntos à volta do Pai deles, que talvez por falta de um , fazia-o também um bocado meu.
Via-o sempre descontraído, descansado, sem se enervar, sem se chatear com nada, parecia que a vida para ele tinha sempre qualquer coisa de bom. Não o vi zangado nunca,... também o via pouco....
Acho que a vez que o vi a falar mais tempo, foi em Cascais, quando comemoraram 50 anos de casados. Contou a vida toda, como a viveu como a soube viver e como conseguiu sobreviver.
A ultima vez que o vi, foi como a primeira vez...não me lembro.
Mas lembro-me dele e lembro-me que foi um grande Avô, Marido, Pai, Tio, Irmão e mais outras coisas que não me lembro mas ele sabe.
BEM HAJA P.N A.M
sexta-feira, fevereiro 03, 2012
Fazem me falta
Fazem-me falta aqueles amigos, reunidos à volta da mesa numa sala de granito aquecida pela lareira.
Fazem-me falta as garrafas de vinho abertas e meia bebidas, os copos vazios a pedirem carinho, o fumo no ar de um cigarro acendido.
Fazem-me falta os acordes e o trinar, da guitarra a cantar, e alguem lá atrás com a vóz a soluçar, canta baixinho um fado antigo.
Faz-me falta a escuridão do espaço, a noite escura e fria lá fora, e o silencio daquela sala.
Faz.me falta ouvir a madeira do soalho a ranger ao peso dos passos dados, faz-me falta isso tudo, e muito mais.
Mas não quero repetir, não quero tudo igual, quero só um bocado daquilo tudo, só outra vez. e quando sentir falta, poder lá voltar outra vez.
Porque vai sempre fazer-me falta. A sala a lareira, a guitarra o vinho a companhia a mesa, a garrafa, a noite escura o frio. E se poder sempre lá voltar, mesmo sem vinho sem frio sem lareira sem sala e sem companhia, sei que fazendo falta menos falta me faz.
Depois vem o dia, e fazem -me falta os passeios na mata, os galos a cantar o cão a ladrar as vacas e os passaros, o sol , o orvalho o frio do dia o calor do verão, as nuvem por cima do monte a mostrarem o tempo que aí vem.
Fazem-me falta os cheiros e as águas.
E se poder sempre lá voltar, sem calor ,sem nuvéns , sem mata, sem galos e vacas, sei que fazendo falta menos falta me faz.
Fazem-me falta as garrafas de vinho abertas e meia bebidas, os copos vazios a pedirem carinho, o fumo no ar de um cigarro acendido.
Fazem-me falta os acordes e o trinar, da guitarra a cantar, e alguem lá atrás com a vóz a soluçar, canta baixinho um fado antigo.
Faz-me falta a escuridão do espaço, a noite escura e fria lá fora, e o silencio daquela sala.
Faz.me falta ouvir a madeira do soalho a ranger ao peso dos passos dados, faz-me falta isso tudo, e muito mais.
Mas não quero repetir, não quero tudo igual, quero só um bocado daquilo tudo, só outra vez. e quando sentir falta, poder lá voltar outra vez.
Porque vai sempre fazer-me falta. A sala a lareira, a guitarra o vinho a companhia a mesa, a garrafa, a noite escura o frio. E se poder sempre lá voltar, mesmo sem vinho sem frio sem lareira sem sala e sem companhia, sei que fazendo falta menos falta me faz.
Depois vem o dia, e fazem -me falta os passeios na mata, os galos a cantar o cão a ladrar as vacas e os passaros, o sol , o orvalho o frio do dia o calor do verão, as nuvem por cima do monte a mostrarem o tempo que aí vem.
Fazem-me falta os cheiros e as águas.
E se poder sempre lá voltar, sem calor ,sem nuvéns , sem mata, sem galos e vacas, sei que fazendo falta menos falta me faz.
terça-feira, dezembro 06, 2011
Ai Portugal Portugal...
Quando nasci o "outro" vivia sentado numa cadeira a pensar que mandava ainda.
Depois morreu, e segundo me contaram deixou um País de rastos, com o peso de uma ditadura cruel e violenta em cima. contaram-me.....
Não se podia ter isqueiro sem ter autorização, disseram-me. Havia uma prisão violenta que matava os inimigos ao regime, contaram-me. Existia uma policia que torturava, explicaram-me....
Morriam portugueses no ultramar numa guerra ignóbil e sem sentido, mostraram-me....
Era um País amordaçado, a viver a preto e branco, cinzento, onde todos eram tristes e perseguidos, ensinaram-me....
Depois, num dia de Abril a primavera chegou!! o povo amordaçado, controlado, perseguido, escorraçado soltou-se saíu à rua gritou revoltou-se e libertou-se, eu vi....
E a partir desse dia Portugal perdeu tudo, perdeu 500 anos de história, perdeu a vergonha, perdeu o respeito, perdeu a honra e a moral. Eu senti....
Mas o povo jubilou!! Estavamos livres tudo vale tudo é permitido.
Tudo o que era do antigamente era mau. Tudo era de todos tudo, não era de ninguém, também senti no pelo....
Até que depois de uns anos à deriva as coisas endireitaram, parecia.... mas o voo durou pouco... e o avião caiu....dizem....
E o povo, rejubilou!! Carros Novos, Televisões Novas, Casas próprias, telemóveis, cartões de crédito ao desbarato, hipermercados, autoestradas, centros comerciais, Portugal tornou-se num País Moderno como o resto do mundo!!
Pobres??? não havia, e os que havia eram drógados coitados...
Casas, prédios, arranha-ceus, fachadas de vidro iluminadas. Um país virado para o futuro, com um futuro risonho cheio de dinheiro e riqueza para gastar. ninguém pensou em produzir o que fosse, não precisavamos. Tinhamos Doutores, Engenheiros, Politicos, Gestores o País pequeno tornou-se grande, Europeu.
E por trás disso tudo, uma nova classe cresceu surrateiramente, aproveitando a melhor caracteristica dos Portugueses,o desenrascanço, mas usando-a para proveito próprio com a desculpa do progresso sem se responsabilizar pelo futuro.
Subsidios para isto dinheiros para aquilo, os cargos publicos pagos com o dinheiro dos outros passaram a ser os mais bem pagos do mundo...
É a Democracia no seu esplendor.... politico que se preze não serve a Nação, serve-se dela, para proveito próprio. Tudo em nome da Democracia.
...Mas produzir...nada...para quê??
É preciso dar riqueza aos amigos que nada fazem que nada merecem que nada constroiem... e é melhor não esquecer os amigos dos amigos porque são invejosos e antes tê-los calados que revoltados...
e Assim seguiu o País... o povo feliz porque via os seus representantes todos bem vestidos, com carros topo de gama, relógios da melhor relojoaria... e o povo feliz continuava, porque tinha liberdade, podia dizer o que quizesse, fazer o que lhe apetecesse.
Ao mesmo tempo eles , aqueles que lutaram por esses valores, enchem os sacos, continuam bem vestidos, gastam o que não é deles, gerem fortunas de terceiros, ou melhor esbanjam esbanjam esbanjam como se tudo lhes pertencesse.
Mas o povo andava contente! Não andava unido, não interessa andar. Mas andava contente.
Até que tudo estourou!!
E agora? toca de pedir mais, continuar a não produzir, sacar aos que já não têm, sacar aos que têm e vão construindo num País que não os merece. Mas o povo é sereno, e até as vozes do passado se levantam como se tivessem arrependido do que fizeram naquele Abril.
E agora? Resta-nos o Fado? que nem isso é nosso agora, passou a ser da Humanidade....
E agora? Resta-nos o Vinho? Restam-nos os filhos? E agora?
Resta-nos a fé!? ... Talvez...
Depois morreu, e segundo me contaram deixou um País de rastos, com o peso de uma ditadura cruel e violenta em cima. contaram-me.....
Não se podia ter isqueiro sem ter autorização, disseram-me. Havia uma prisão violenta que matava os inimigos ao regime, contaram-me. Existia uma policia que torturava, explicaram-me....
Morriam portugueses no ultramar numa guerra ignóbil e sem sentido, mostraram-me....
Era um País amordaçado, a viver a preto e branco, cinzento, onde todos eram tristes e perseguidos, ensinaram-me....
Depois, num dia de Abril a primavera chegou!! o povo amordaçado, controlado, perseguido, escorraçado soltou-se saíu à rua gritou revoltou-se e libertou-se, eu vi....
E a partir desse dia Portugal perdeu tudo, perdeu 500 anos de história, perdeu a vergonha, perdeu o respeito, perdeu a honra e a moral. Eu senti....
Mas o povo jubilou!! Estavamos livres tudo vale tudo é permitido.
Tudo o que era do antigamente era mau. Tudo era de todos tudo, não era de ninguém, também senti no pelo....
Até que depois de uns anos à deriva as coisas endireitaram, parecia.... mas o voo durou pouco... e o avião caiu....dizem....
Entre partidos, promessas votos e campanhas parecia que cresciamos.....
Chegou a Europa, que maravilha....chegou a estabilidade...que delicia, iamos ser grandes outra vez...que irrealidade...!!
Passamos a ser membros da Europa!! Espectacular!!
O dinheiro, entrou a rodos, sem termos de produzir nada... deixamos de ser pobres sem nunca termos criado riqueza!! Pelo contrário, esbanjamos, porque poupar era palavra de ordem do gajo das botas.E o povo, rejubilou!! Carros Novos, Televisões Novas, Casas próprias, telemóveis, cartões de crédito ao desbarato, hipermercados, autoestradas, centros comerciais, Portugal tornou-se num País Moderno como o resto do mundo!!
Pobres??? não havia, e os que havia eram drógados coitados...
Casas, prédios, arranha-ceus, fachadas de vidro iluminadas. Um país virado para o futuro, com um futuro risonho cheio de dinheiro e riqueza para gastar. ninguém pensou em produzir o que fosse, não precisavamos. Tinhamos Doutores, Engenheiros, Politicos, Gestores o País pequeno tornou-se grande, Europeu.
E por trás disso tudo, uma nova classe cresceu surrateiramente, aproveitando a melhor caracteristica dos Portugueses,o desenrascanço, mas usando-a para proveito próprio com a desculpa do progresso sem se responsabilizar pelo futuro.
Subsidios para isto dinheiros para aquilo, os cargos publicos pagos com o dinheiro dos outros passaram a ser os mais bem pagos do mundo...
É a Democracia no seu esplendor.... politico que se preze não serve a Nação, serve-se dela, para proveito próprio. Tudo em nome da Democracia.
...Mas produzir...nada...para quê??
É preciso dar riqueza aos amigos que nada fazem que nada merecem que nada constroiem... e é melhor não esquecer os amigos dos amigos porque são invejosos e antes tê-los calados que revoltados...
e Assim seguiu o País... o povo feliz porque via os seus representantes todos bem vestidos, com carros topo de gama, relógios da melhor relojoaria... e o povo feliz continuava, porque tinha liberdade, podia dizer o que quizesse, fazer o que lhe apetecesse.
Ao mesmo tempo eles , aqueles que lutaram por esses valores, enchem os sacos, continuam bem vestidos, gastam o que não é deles, gerem fortunas de terceiros, ou melhor esbanjam esbanjam esbanjam como se tudo lhes pertencesse.
Mas o povo andava contente! Não andava unido, não interessa andar. Mas andava contente.
Até que tudo estourou!!
E agora? toca de pedir mais, continuar a não produzir, sacar aos que já não têm, sacar aos que têm e vão construindo num País que não os merece. Mas o povo é sereno, e até as vozes do passado se levantam como se tivessem arrependido do que fizeram naquele Abril.
E agora? Resta-nos o Fado? que nem isso é nosso agora, passou a ser da Humanidade....
E agora? Resta-nos o Vinho? Restam-nos os filhos? E agora?
Resta-nos a fé!? ... Talvez...
segunda-feira, maio 30, 2011
Passos Passeios e Passeotas
Cada dia que passo passa mais um dia para chegar ao fim. Espero sempre que esse dia passe depressa, e que seja o mais tarde possivel. Porque o tempo que passa parecer passar depressa demais para se fazer tanta coisa ainda.
parece que o que passou também foi curto e passou depressa. Na verdade hoje em dia passo algum tempo a pensar no que ainda falta e no que ja foi passado.
Do futuro só Deus sabe e a Deus pertence. Mas do passado que Deus me passou e fez passar só posso agradecer.
Descobri que sempre que me embrulho a pensar no passado tenho a impressão que cada vez o tenho mais e mais compartimentado. E a verdade é mesmo essa, o passado passa a fazer parte da nossa vida mas em compartimentos separados que às vezes se ligam ou que as vezes estão isolados ou escondidos.
Na minha ainda curta ( espero) vida tenho muitos compartimentos que os abro de vez em quando para perceber porque é que hoje sou assim e não sou assado....ainda não percebi, mas vou tentando sem grande esforço e com grande gozo. São fases da vida e estas memórias iram ser também uma fase.
A verdade é que até agora, apesar de não o ser, tenho tido uma rica vida rica. Se a riqueza se contasse pelo numero de Amigos, estava trilionário. No Facebook tenho mais de mil "friends". Na vida real, tenho mais de uma mão cheia e não chega a duas.
Se a riqueza se contasse pelas vidas que tenho encontrado e vidas que tenho vivido , então também sou milionário.
Nunca viajei muito. Nunca vivi fora do meu País. Nunca percorri este mundo e o outro. Mas vivi um bocado muito de um bocado de tudo. E isso para mim conta, conta muito.
Nestes tempos que correm todas as semanas procuro novas oportunidades de emprego, novos desafios. Todos me pedem o mesmo, o Curricutum. Acontece que com o que vivi o meu curriculum profissional não espelha o meu curriculum pessoal, e a parte pessoal na vida profissional é para mim muito importante, e cada vez mais importante.
Hoje um curso toda as pessoas têm. Uma carreira de 2 anos em novas empresas, também se arranja, uma subida meteorica a nivel profissional também é facil de encontrar. A diferença hoje está na experiencia pessoal de cada um. Digo eu...não sei.
Mas uma vidinha como a que tenho tido até agora, ninguém a teve!! Só eu.
Em miudo queria ser cavaleiro tauromaquico. O Mestre João Zoio era o meu idolo. Em cima da minha bicicleta no jardim de casa fazia faenas, metia curtos, compridos, violinos!! e a pé pegava o touro que mais não era a minha bicicleta com o guiador virado para a frente!! E Olé!!
O mar não me chamava, aprendi a nadar só aos 10 anos, mas já desde os 4 que andava nos colchões, no barco à vela contruido pelo meu tio, mas não era assim uma coisa que gostasse muito. Depois fui obrigado a gostar, e nunca mais deixei de gostar!! Bendita a hora que me forçaram. é das melhores coisas do mundo!! Um barco à vela e um dia de vento. Não preciso de muito mais para ser feliz.
O Campo atraía-me, o cheiro a terra molhada, os trigos a crescer os milhos a regar, a vinha e as videiras. O cheiro a caruma e a resina dos pinheiros. A terra, toda ele me chamava, e talvez me chame ainda. aí encontro a paz o sossego e o descanço, aí também estou bem.
Depois fui crescendo, e no meio de tanta confusão de gentes pessoas que passam e ficam ou vão comecei a gostar de saír à noite, talvez mais por uma imagem que tinha do que por gosto mesmo, talvez, não sei porque passei muitas noites em claro a rir a divertir-e a correr, a suar a dançar e outras coisas. Mas não encontrei aquele descanço aquela paz aquela sentimento de satisfação. Faltava-me sempre qualquer coisa, nunca era suficiente.
Agora, já a talvez meio caminho do meu caminho, começo a pensar se valeu a pena se fiz o que devia e o que não devia, se ainda vou a tempo para seguir o que me dá paz. E desta vez, acompanhado como deve ser chego a conclusão que ainda há muito para fazer. Só que já encontrei um fim para o caminho. E de certeza quando lá chegar descubro que afinal não é o fim mas um meio ou talvez o principio de outro.
Porque a vida é isso mesmo, continuar a procurar, mas o gozo está na procura e não no achado. O Por isso é que agora vivo um dia de cada vez à espera de nada a olhar o horizonte para não me perder e a gozar cada passo que dou. Ou que damos, já que não ando sozinho.
parece que o que passou também foi curto e passou depressa. Na verdade hoje em dia passo algum tempo a pensar no que ainda falta e no que ja foi passado.
Do futuro só Deus sabe e a Deus pertence. Mas do passado que Deus me passou e fez passar só posso agradecer.
Descobri que sempre que me embrulho a pensar no passado tenho a impressão que cada vez o tenho mais e mais compartimentado. E a verdade é mesmo essa, o passado passa a fazer parte da nossa vida mas em compartimentos separados que às vezes se ligam ou que as vezes estão isolados ou escondidos.
Na minha ainda curta ( espero) vida tenho muitos compartimentos que os abro de vez em quando para perceber porque é que hoje sou assim e não sou assado....ainda não percebi, mas vou tentando sem grande esforço e com grande gozo. São fases da vida e estas memórias iram ser também uma fase.
A verdade é que até agora, apesar de não o ser, tenho tido uma rica vida rica. Se a riqueza se contasse pelo numero de Amigos, estava trilionário. No Facebook tenho mais de mil "friends". Na vida real, tenho mais de uma mão cheia e não chega a duas.
Se a riqueza se contasse pelas vidas que tenho encontrado e vidas que tenho vivido , então também sou milionário.
Nunca viajei muito. Nunca vivi fora do meu País. Nunca percorri este mundo e o outro. Mas vivi um bocado muito de um bocado de tudo. E isso para mim conta, conta muito.
Nestes tempos que correm todas as semanas procuro novas oportunidades de emprego, novos desafios. Todos me pedem o mesmo, o Curricutum. Acontece que com o que vivi o meu curriculum profissional não espelha o meu curriculum pessoal, e a parte pessoal na vida profissional é para mim muito importante, e cada vez mais importante.
Hoje um curso toda as pessoas têm. Uma carreira de 2 anos em novas empresas, também se arranja, uma subida meteorica a nivel profissional também é facil de encontrar. A diferença hoje está na experiencia pessoal de cada um. Digo eu...não sei.
Mas uma vidinha como a que tenho tido até agora, ninguém a teve!! Só eu.
Em miudo queria ser cavaleiro tauromaquico. O Mestre João Zoio era o meu idolo. Em cima da minha bicicleta no jardim de casa fazia faenas, metia curtos, compridos, violinos!! e a pé pegava o touro que mais não era a minha bicicleta com o guiador virado para a frente!! E Olé!!
O mar não me chamava, aprendi a nadar só aos 10 anos, mas já desde os 4 que andava nos colchões, no barco à vela contruido pelo meu tio, mas não era assim uma coisa que gostasse muito. Depois fui obrigado a gostar, e nunca mais deixei de gostar!! Bendita a hora que me forçaram. é das melhores coisas do mundo!! Um barco à vela e um dia de vento. Não preciso de muito mais para ser feliz.
O Campo atraía-me, o cheiro a terra molhada, os trigos a crescer os milhos a regar, a vinha e as videiras. O cheiro a caruma e a resina dos pinheiros. A terra, toda ele me chamava, e talvez me chame ainda. aí encontro a paz o sossego e o descanço, aí também estou bem.
Depois fui crescendo, e no meio de tanta confusão de gentes pessoas que passam e ficam ou vão comecei a gostar de saír à noite, talvez mais por uma imagem que tinha do que por gosto mesmo, talvez, não sei porque passei muitas noites em claro a rir a divertir-e a correr, a suar a dançar e outras coisas. Mas não encontrei aquele descanço aquela paz aquela sentimento de satisfação. Faltava-me sempre qualquer coisa, nunca era suficiente.
Agora, já a talvez meio caminho do meu caminho, começo a pensar se valeu a pena se fiz o que devia e o que não devia, se ainda vou a tempo para seguir o que me dá paz. E desta vez, acompanhado como deve ser chego a conclusão que ainda há muito para fazer. Só que já encontrei um fim para o caminho. E de certeza quando lá chegar descubro que afinal não é o fim mas um meio ou talvez o principio de outro.
Porque a vida é isso mesmo, continuar a procurar, mas o gozo está na procura e não no achado. O Por isso é que agora vivo um dia de cada vez à espera de nada a olhar o horizonte para não me perder e a gozar cada passo que dou. Ou que damos, já que não ando sozinho.
quarta-feira, março 02, 2011
Um Eusébio no Sporting
Pouco dado a desvaires futebolisticos, mas por imperativos de nome adepto do club da ave de rapina ( águia parece que é...) foi o meu primo convidado para se candidatar à presidencia de um certo club estacionado ali para os lados do lumiar-segunda circular.
O meu primo, que por acaso não é como o meu afilhado Tété que tem um nome igual ao meu. tem um nome igual ao daquele jogador que por troca de botas, parou pelos lados de Benfica em vez de se ter dirigido respeitosamente, digo eu não sei..., para os de Alvalade.
Acontece que tal club, com grandes glorias em outros desportos e achando-se glorioso no departamento de bola no relvado, anda perdido ( não sei se alguma vez se encontrou) por designios assaz estranhos à minha pessoa que não segue nem de perto nem de longe a novela futebolistica nacional e muito menos internacional. Perdido dizia eu , sem um presidente para o encaminhar para futuras glorias....dizem eles...
Assim, e pelo meu primo que não tem o mesmo nome que eu e que o do meu afilhado Tété, venho por este meio oficializar a sua candidatura ao tal dito grande clube verde e branco.
Um Eusébio no Sporting - é o mote principal da campanha. Que tem no seguinte manifesto os principais pontos para ser uma campanha de sucesso:
1- Angariação de novos Sócios. A candidatura "UM EUSÉBIO NO SPORTING" apela a todos os sócios do Spor Lisboa e Benfica, a filiarem-se no Sporting Club de Portugal, de forma a criar uma massa associativa numerosa para que nas eleições votem na candidatura "UM EUSÉBIO NO SPORTING".
2-após vitoria nas eleições a candidatura "UM EUSÉBIO NO SPORTING", irá vender todos os activos e passivos do Sporting Club de Portugal, ao glorioso ( esse sim!!) Sport Lisboa e Benfica, pelo valor extraordinário e acima de mercado de 0,42€.
De forma a que o glorioso possa por fim ter um campo de treino perto do seu local, passando toda a estructura existente no Seixal, para o estádio adquirido.
3.Tendo consciencia que as instalações adquiridas, são mesmo assim inadequadas para o treino das equipas do Sport Lisboa e Benfica, toma a candidatura "UM EUSÉBIO NO SPORTING" o compromisso de em breve remodelar todas as instalações começando pela cor "verde escarreta e amarelo foge que é feio" além de obras estructurais.
4-de forma a preservar o espolio existente dos troféus, a candidatura "UM EUSÉBIO NO SPORTING" irá manter uma area museologica.
Prontos, foi isto que o meu primo Eusébio pediu para divulgar. Pessoalmente e apesar de ser meu primo, não concordo muito com a campanha e o programa.... mas até não desgosto totalmente. Acho que falta um espaço para a águia Victoria, poder voar de novo como deveria fazer, sem confusões e outras complicações.....
O meu primo, que por acaso não é como o meu afilhado Tété que tem um nome igual ao meu. tem um nome igual ao daquele jogador que por troca de botas, parou pelos lados de Benfica em vez de se ter dirigido respeitosamente, digo eu não sei..., para os de Alvalade.
Acontece que tal club, com grandes glorias em outros desportos e achando-se glorioso no departamento de bola no relvado, anda perdido ( não sei se alguma vez se encontrou) por designios assaz estranhos à minha pessoa que não segue nem de perto nem de longe a novela futebolistica nacional e muito menos internacional. Perdido dizia eu , sem um presidente para o encaminhar para futuras glorias....dizem eles...
Assim, e pelo meu primo que não tem o mesmo nome que eu e que o do meu afilhado Tété, venho por este meio oficializar a sua candidatura ao tal dito grande clube verde e branco.
Um Eusébio no Sporting - é o mote principal da campanha. Que tem no seguinte manifesto os principais pontos para ser uma campanha de sucesso:
1- Angariação de novos Sócios. A candidatura "UM EUSÉBIO NO SPORTING" apela a todos os sócios do Spor Lisboa e Benfica, a filiarem-se no Sporting Club de Portugal, de forma a criar uma massa associativa numerosa para que nas eleições votem na candidatura "UM EUSÉBIO NO SPORTING".
2-após vitoria nas eleições a candidatura "UM EUSÉBIO NO SPORTING", irá vender todos os activos e passivos do Sporting Club de Portugal, ao glorioso ( esse sim!!) Sport Lisboa e Benfica, pelo valor extraordinário e acima de mercado de 0,42€.
De forma a que o glorioso possa por fim ter um campo de treino perto do seu local, passando toda a estructura existente no Seixal, para o estádio adquirido.
3.Tendo consciencia que as instalações adquiridas, são mesmo assim inadequadas para o treino das equipas do Sport Lisboa e Benfica, toma a candidatura "UM EUSÉBIO NO SPORTING" o compromisso de em breve remodelar todas as instalações começando pela cor "verde escarreta e amarelo foge que é feio" além de obras estructurais.
4-de forma a preservar o espolio existente dos troféus, a candidatura "UM EUSÉBIO NO SPORTING" irá manter uma area museologica.
Prontos, foi isto que o meu primo Eusébio pediu para divulgar. Pessoalmente e apesar de ser meu primo, não concordo muito com a campanha e o programa.... mas até não desgosto totalmente. Acho que falta um espaço para a águia Victoria, poder voar de novo como deveria fazer, sem confusões e outras complicações.....
Subscrever:
Mensagens (Atom)
.jpg)